Alta do IOF: governo tem até o fim da semana para decidir como vai compensar recuo, diz Haddad

May 26, 2025 - 16:50
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Alta do IOF: governo tem até o fim da semana para decidir como vai compensar recuo, diz Haddad

Ministro da Fazenda admitiu, também, que o aumento do IOF para operações de crédito das empresas, e para o câmbio, aumentará o custo do crédito para a indústria. Governo decide até sexta como compensar recuo no IOF, diz ministro Fernando Haddad O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo ainda discute como vai compensar o recuo na decisão de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de investimentos de fundos nacionais no exterior. Na última quinta-feira (22), o governo anunciou o aumento do IOF sobre uma série de operações de crédito, como parte de um pacote para impulsionar a arrecadação de impostos e tentar controlar o déficit nas contas públicas. Parte do pacote previa a taxação de recursos enviados para investimentos no exterior. A medida foi cancelada no mesmo dia. O temor era que fosse interpretada como uma tentativa de controlar a saída de recursos do Brasil. Com o recuo, as contas ficaram ainda mais difíceis de fechar. E, por isso, o governo agora estuda como compensar essa mudança – com o corte de mais despesas ou o anúncio de novas medidas. "Nós temos até o final da semana para decidir como compensar. Se com mais contingenciamento, ou com alguma substituição", disse Haddad ao deixar um evento no Rio de Janeiro nesta segunda. 💰 O IOF é um tributo federal cobrado sobre diversas operações que envolvem dinheiro, principalmente empréstimos e câmbio. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (26) que o governo ainda discute como vai compensar o recuo adotado na última semana na decisão de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para algumas modalidades de transação. Reprodução/ GloboNews Bloqueio no orçamento O bloqueio anunciado inicialmente pelo governo federal no orçamento de 2025 foi de R$ 31,3 bilhões, um dos maiores dos últimos anos. O valor foi limitado pelas regras do arcabouço fiscal, que estabelece que a despesa não pode crescer mais do que 2,5% ao ano (acima da inflação). Para atingir a meta fiscal, também prevê rombo zero, mas admite um déficit de até R$ 31 bilhões. Com o cancelamento da taxação de recursos enviados para investimentos no exterior, o governo terá de anunciar um bloqueio adicional, cujo valor ainda não foi detalhado. Isso porque contava com o IOF sobre investimentos para fechar as contas. Impacto para a indústria Haddad também reconheceu que o aumento do IOF sobre o câmbio e operações de crédito das empresas aumentará o custo do crédito para a indústria – que teve o seu dia celebrado neste domingo (25). Ele afirmou que o aumento dos juros básicos é outro fator que influencia o custo dos empréstimos ao setor produtivo. "Quando aumenta a Selic, aumenta o custo do crédito. É igual. Quando aumenta a Selic, aumenta o custo de crédito e nem por isso os empresários deixam de entender a necessidade da medida", disse Haddad. O ministro disse que o governo busca resolver os pontos fiscal e monetário o "quanto antes, para voltar a patamares adequados". "Tanto de tributação quanto de taxa de juros, para o país continuar crescendo. O país está crescendo a mais do que no período anterior. E se vocês fizerem o dever de casa e pegarem as alíquotas do IOF do governo anterior, vocês vão ver que eram bem maiores", acrescentou.

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