<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
     xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
     xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
     xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/"
     xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#"
     xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
     xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/">
<channel>
<title> &#45; : Mundo</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/rss/category/mundo</link>
<description> &#45; : Mundo</description>
<dc:language>pt</dc:language>

<item>
<title>De empresário a modelo: como funcionava a rede de espiões russos que operava a partir do Brasil</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/de-empresario-a-modelo-como-funcionava-a-rede-de-espioes-russos-que-operava-a-partir-do-brasil</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/de-empresario-a-modelo-como-funcionava-a-rede-de-espioes-russos-que-operava-a-partir-do-brasil</guid>
<description><![CDATA[      Rede de supostos espiões russos começou a vir à tona a partir de 2022 com prisão de homem que tentava estágio no Tribunal Penal Internacional, na Holanda. Da esquerda para a direita: Sergey Cherkasov, Artem Shmryev e Mikahil Mikushin. Os três, segundo investigações, eram espiões russos que usaram documentos brasileiros como parte de seus disfarces
Redes sociais / Reprodução
A utilização do Brasil como uma espécie de &quot;berçário&quot; de espiões russos voltou à tona na semana passada após a publicação de uma reportagem do jornal norte-americano &quot;The New York Times&quot;.
Segundo o jornal, uma investigação liderada pela Polícia Federal brasileira identificou pelo menos nove supostos espiões russos que usaram documentos brasileiros como parte dos seus disfarces. A informação foi confirmada pela BBC News Brasil.
Apesar de ter voltado a chamar atenção nos últimos dias, o caso é relativamente antigo e, parte dele, foi revelado pela BBC News Brasil em reportagens entre os anos de 2022 e 2024.
Com base em documentos e depoimentos colhidos ao longo de meses, a BBC News Brasil revelou, por exemplo, como a Rússia orquestrou uma operação diplomática para retirar um dos seus supostos espiões da prisão e levá-lo de volta ao seu país natal.
Fontes ligadas à investigação com quem a BBC News Brasil conversou nos últimos dias informaram que dos nove supostos espiões russos identificados até o momento, apenas um continua em solo brasileiro: Sergey Cherkasov. E foi com ele que essa intrincada rede de disfarces veio à tona e começou a ruir.
Uma rede que, segundo as investigações, utilizava disfarces inusitados. Um dos supostos espiões atuaria como dono de uma joalheira em Brasília, outro seria um estudante e apaixonado pelo forró enquanto uma outra atuaria como modelo.
Fábrica de espiões: quem são os agentes russos acusados de se passar por brasileiros
‘Qualquer pessoa pode se passar por brasileiro’: como país se tornou esconderijo para espiões russos
A descoberta
Em abril de 2022, Sergey Cherkasov foi detido em Amsterdã, na Holanda, quando tentava entrar no país e mandado de volta ao Brasil.
Ele se apresentava como o brasileiro Victor Muller Ferreira e havia sido aprovado em um programa de estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia.
As investigações conduzidas por holandeses, americanos e brasileiros apontam que Cherkasov era um agente do GRU, um dos serviços de inteligência das Forças Armadas russas.
Devolvido ao Brasil, Cherkasov foi preso, processado e condenado a 15 anos de prisão no Brasil por uso de documento falso. Sua pena, no entanto, foi reduzida para cinco anos. Ele hoje se encontra preso em uma penitenciária federal, em Brasília. No processo, ele admitiu ter se passado por brasileiro, mas sempre negou ser um espião.
Poucos meses depois, em novembro de 2022, a polícia norueguesa prendeu outro &quot;brasileiro&quot;.
Seu nome era José de Assis Giammaria, mas as autoridades do país europeu afirmam que ele se chamava, na verdade, Mikhail Mikushin e seria um espião russo infiltrado em uma universidade na região do Ártico, na fronteira entre Noruega e Rússia.
O terceiro caso surgiu pouco depois, no final de 2022, depois que uma brasileira reportou o desaparecimento de seu namorado, o também &quot;brasileiro&quot; Gerhard Daniel Campos.
As autoridades, no entanto, alegam que Campos, na realidade, seria outro espião russo cujo verdadeiro nome é Artem Shmyrev. Ele deixou o Brasil pouco antes de a Polícia Federal deflagrar uma operação para prendê-lo e ele nunca mais foi visto.
A reportagem do &quot;The New York Times&quot; enumera outras seis pessoas que teriam usado documentos brasileiros como parte de seus disfarces: Yekaterina Leonidovna Danilova, Vladimir Aleksandrovich Danilov, Olga Igorevna Tyutereva, Aleksandr Andreyevich Utekhin, Irina Alekseyevna Antonova e Roman Olegovich Koval.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Utekhin, por exemplo, segundo as investigações, se disfarçava em Brasília como empresário do ramo de joias. 
Outra suposta espiã, cujo nome brasileiro seria Maria Isabel Moresco Garcia atuaria como modelo. 
De acordo com as investigações da Polícia Federal, nenhum dos supostos espiões identificados até agora colhiam informações sobre o Brasil.
A passagem pelo país, segundo o que se apurou, fazia parte de uma estratégia de criar um disfarce sólido o suficiente para não chamar atenção nos países onde, de fato, os agentes deveriam realizar as suas missões.
Cherkasov, por exemplo, passou pelo Brasil, mas também morou na Irlanda e nos Estados Unidos, onde chegou a morar a poucos quilômetros da sede da Agência Central de Inteligência (CIA).
Em março de 2023, a BBC News Brasil revelou como Cherkasov teria, segundo as investigações, &quot;esquentado&quot; documentos brasileiros com o auxílio de uma funcionária de um cartório. 
De acordo com os documentos obtidos pela BBC News Brasil, Cherkasov teria oferecido um colar de US$ 400 para que a funcionária o ajudasse. Não havia indícios, no entanto, de que ela soubesse que Cherkasov seria um espião a serviço do governo russo. 
Ao longo dos últimos anos, a Embaixada da Rússia no Brasil nunca atendeu os pedidos de resposta feito pela BBC News Brasil sobre o caso.
O mais próximo que o governo russo chegou de admitir que alguém desse grupo de nove pessoas era, de fato, um espião foi quando Mikhail Mikushin foi incluído em um acordo de troca de prisioneiros entre a Rússia e os Estados Unidos, em agosto de 2024.
Os &quot;ilegais&quot;
Sergey Cherkasov, Mikhail Mikushin, Artem Shmyrev e outros seis identificados pela PF brasileira são suspeitos de pertencer a um exemplo clássico de agente secreto infiltrado amplamente adotado pela Rússia desde que o país ainda fazia parte da União Soviética e celebrizado pela teledramaturgia, como no seriado The Americans. Eles são conhecidos como &quot;ilegais&quot;. 
Eles não apenas mudam de nome, mas adotam novas nacionalidades, profissões, personalidades, hobbies e interesses e até mesmo criam laços familiares e de amizades ao longo de anos ou mesmo décadas.
É comum que eles formem casais durante o treinamento. O processo de trabalhar no exterior por décadas sob disfarce pode causar imensa tensão e, portanto, ter um parceiro que conhece seu trabalho costuma ser visto como uma vantagem.
Centenas de diplomatas russos foram expulsos desde a invasão da Ucrânia, muitos considerados espiões. As redes de espionagem foram atingidas.
Nos casos detectados no Brasil, as investigações até o momento apontam como os supostos espiões teriam tentado se manter acima de qualquer suspeita.
Cherkasov, por exemplo, chegou a fazer aulas de forró enquanto morou em São Paulo, de acordo com as investigações brasileiras.
Além disso, segundo o FBI, Cherkasov chegou a pedir permissão aos seus superiores para se casar com uma mulher que não tinha treinamento como oficial de inteligência.
&quot;Eu disse que se eu não me casar neste ano, nós estaremos com certeza acabados. A mulher não pôde suportar mais&quot;, teria afirmado Cherkasov em uma conversa encontrada pelos investigadores.
Ainda de acordo com o FBI, o fato de que seria preciso Cherkasov pedir permissão para casar mostraria o nível de controle que seus superiores teriam sobre sua vida pessoal.
Shmyrev, por sua vez, teria mantido um relacionamento com uma brasileira até pouco antes de desaparecer, em janeiro de 2023. 
No Rio de Janeiro, segundo os investigadores, ele seria conhecido por ter uma empresa de impressão em 3D que teria realizado serviços para órgãos públicos como os comandos do Exército, da Marinha e para o Ministério da Cultura.
Segundo esses relatos, apesar do relacionamento com sua namorada brasileira, ele seria casado com outra suposta espiã russa chamada Irina Romanova, que viveria na Grécia sob o nome falso de Maria Tsalla e que também teria mantido um relacionamento amoroso no país. Ela também desapareceu, e as suspeitas são de que os dois teriam fugido juntos.
O parceiro de &quot;Maria&quot; em Atenas aparentemente foi informado por ela por uma mensagem de texto que ela estava saindo.
Acredita-se que Irina tenha sido chamada de volta pelo SVR por medo de ter sido identificada. Acredita-se que as autoridades gregas a estivessem observando ou investigando. 
Ela partiu deixando sua loja e seu gato para trás o que pode indicar a pressa com que se desligou.
Nos últimos anos, oficiais de inteligência acreditam que a GRU se tornou mais ativa - e agressiva.
A GRU é suspeita de ter enviado uma equipe de agentes sob identidade falsa para matar Sergei Skripal em 2018, em Salisbury, no Reino Unido. A Rússia, no entanto, nega seu envolvimento neste caso.
O principal trabalho dos agentes, no entanto, é coletar informações e realizar atividades de apoio às Forças Armadas da Rússia.
Normalmente, quando são pegos, o governo russo trabalha para levá-los de volta à Rússia por meio de algum tipo de acordo - geralmente uma troca de espiões.
Foi o que aconteceu com um grupo de russos presos nos EUA em 2010, que foram trocados por agentes detidos em prisões russas por espionagem.
Mas por que o Brasil?
Integrantes da comunidade de inteligência brasileira, investigadores e pessoas que conhecem o sistema de registro cartorial no Brasil pontuam três motivos que talvez tenham levado o Brasil a ser um dos países escolhidos pela Rússia como &quot;berçário&quot; para seus espiões.
fragilidades dos sistemas de emissão e controle de documentos no Brasil;
histórico de não envolvimento do país em conflitos internacionais;
população miscigenada
No caso de Cherkasov, sua certidão teria sido expedida em abril de 1989 em um cartório do Rio de Janeiro.
Foi a partir dessa certidão, segundo as investigações, que teria conseguido obter carteira de identidade, carteira nacional de habilitação, passaporte e até o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso de Mikushin, sua certidão de nascimento foi emitida em um cartório da cidade de Padre Bernardo, no interior de Goiás, município com pouco mais de 35 mil habitantes.
Com o documento em mãos, ele teria conseguido se passar por um estudante universitário brasileiro e concluído a graduação e o mestrado em duas universidades canadenses diferentes, antes de partir para sua última missão: atuar junto a um grupo de pesquisadores noruegueses que estudam ameaças e guerras híbridas.
&quot;Quando soubemos do caso, nós fomos aos livros do cartório e verificamos que a certidão é original e que ela está na ordem exata de emissão. Não conseguimos descobrir como é que ela foi parar nas mãos dessa pessoa e como ele conseguiu, depois, todos os outros documentos&quot;, disse à BBC News Brasil a oficial do cartório de registro civil de Padre Bernardo, Eloália Nunes Ferreira, em maio de 2023.
Um integrante da comunidade de inteligência brasileiro disse à reportagem em caráter reservado que as certidões usadas pelos dois supostos espiões identificados até agora são, de fato, materialmente verdadeiras.
Isso quer dizer que elas não foram forjadas, rasuradas ou submetidas a algum tipo de adulteração.
Segundo essa fonte, isso indicaria que essas certidões foram, efetivamente, emitidas pelos cartórios ou tabelionatos brasileiros, mas ainda não se sabe exatamente como os russos conseguiram obtê-las.
Batalha pelo espião
A prisão de Cherkasov no Brasil colocou o país em meio a uma disputa entre os Estados Unidos e a Rússia pelo destino do primeiro suposto espião identificado no Brasil.
Em agosto de 2022, poucos meses após a prisão dele no Brasil, o governo da Rússia pediu a extradição de Cherkasov para o seu país natal.
O país, como era esperado, não declarou que ele fosse espião. O pedido alega que Cherkasov seria, na realidade, um traficante de drogas procurado na Rússia.
Com base nesse pedido, o STF autorizou a entrega de Cherkasov ao governo russo, mas a entrega ainda não aconteceu porque o Tribunal condicionou a partida dele ao fim de outras investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre sua atuação no Brasil.
Por outro lado, o governo dos Estados Unidos também pediu a extradição de Cherkasov alegando que ele teria atuado ilegalmente como agente de inteligência durante os anos em que morou naquele país.
Em 2023, a BBC News Brasil reportou que os governos brasileiro e norte-americano discutiram um possível acordo prevendo a entrega de Cherkasov caso os Estados Unidos cumprissem um pedido de extradição feito pelo Brasil contra o blogueiro Allan dos Santos, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e investigado no Brasil por ataques a autoridades.
O acordo não foi adiante e, em março de 2024, os Estados Unidos negaram a extradição do blogueiro.
Uma das informações reveladas pelo &quot;The New York Times&quot; e confirmada pela BBC News Brasil foi uma estratégia usada pela Polícia Federal brasileira e por autoridades uruguaias que, na prática, dificultou a atuação desse grupo de espiões no futuro.
Brasil e Uruguai emitiram alertas aos 196 países da Interpol solicitando informações sobre cinco dos oito supostos espiões.
Os dados, agora, estão no banco de dados da Interpol e podem ser usados por autoridades policiais e de imigração ao redor do mundo para identificar uma eventual próxima parada do grupo. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/91JNaz-gk7AebzRdHVvdWXBuZ1M=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/o/X/2XzWsWQa249fVvAAVPsw/espioes.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>empresário, modelo:, como, funcionava, rede, espiões, russos, que, operava, partir, Brasil</media:keywords>
</item>

<item>
<title>O que Maduro pode fazer agora com poder ganho após vitória nas eleições</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/o-que-maduro-pode-fazer-agora-com-poder-ganho-apos-vitoria-nas-eleicoes</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/o-que-maduro-pode-fazer-agora-com-poder-ganho-apos-vitoria-nas-eleicoes</guid>
<description><![CDATA[      O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou ampla vitória do governo nas eleições regionais e parlamentares de domingo passado no país. Mas qual o futuro de Maduro e da oposição frente a este resultado? Nicolás Maduro discursa aos seus partidários e comemora o resultado das eleições de domingo (25/05) na praça Bolívar, em Caracas.
Federico Parra/AFP via Getty Images
Não se esperava que houvesse surpresas nas eleições regionais e parlamentares de domingo (25/05), na Venezuela. Mas, no delicado jogo político do país, cada ocasião apresenta novos matizes.
Entre os fatos habituais, fica a decisão do governo de adiantar as eleições (que eram esperadas para dezembro), além do velho dilema da oposição, se deve se abster ou participar para &quot;não ceder espaço&quot;.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Entre as novidades, existe a marca quase indelével das eleições presidenciais de 28 de julho do ano passado. Naquele pleito, a oposição, liderada por Edmundo González e María Corina Machado, apresentou as atas eleitorais e reivindicou a vitória com 70% de vantagem sobre Nicolás Maduro.
Paralelamente, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, próximo do chavismo, anunciou Maduro como vencedor e o nomeou presidente, sem mostrar até hoje os detalhes das mesmas atas de apuração.
Outro fato novo é que, pela primeira vez, ignorando as recomendações do Tribunal Internacional de Justiça, foram eleitos o governador e deputados da região chamada pelo madurismo de Guiana Essequiba. Trata-se da zona de Essequibo, em disputa com a República da Guiana e reivindicada pela Venezuela há mais de 180 anos.
O que não foi novidade foram os alertas do madurismo sobre supostos planos de &quot;sabotar as eleições&quot;. Esta acusação ocorreu nos dias anteriores a detenções massivas verificadas no país.
Cerca de 70 pessoas foram presas, incluindo o dirigente Juan Pablo Guanipa (aliado próximo de María Corina Machado) e o professor e jornalista Carlos Marcano. Ainda não se sabe qual é o local de reclusão de diversas destas pessoas.
Partido de Maduro vence eleição legislativa e mantém controle do Congresso
O CNE declarou que 42,63% do eleitorado venezuelano participou das eleições de 25 de maio. Este índice representa pouco mais de nove milhões de pessoas.
Mas há setores da oposição de garantem que a participação foi muito menor. E a imprensa destacou que havia locais de votação com &quot;mais funcionários da Guarda Nacional Bolivariana que eleitores&quot;, como noticiou o portal Efecto Cocuyo.
O especialista venezuelano em política e eleições Eugenio Martínez afirma que os dados do CNE são &quot;inconsistentes&quot;.
Segundo ele, como o registro oficial inclui 21.485.669 eleitores e foram totalizados cerca de cinco milhões e meio de votos, &quot;a participação deveria ser de 25,63% e não de 42%, a menos que o CNE tenha recalculado o registro para 13 milhões, devido à migração&quot;.
Dos 24 governadores estaduais eleitos, 23 são alinhados a Maduro.
Foram também eleitos os deputados da Assembleia Nacional. Também neste caso, segundo os resultados publicados pelo CNE, a aliança governista PSUV-Grande Polo Patriótico obteve 4.553.484 votos (82,68%).
Já as alianças de oposição que se apresentaram ao pleito – a Aliança Democrática e o UNT-Única – obtiveram 6,25% e 2,57% dos votos, respectivamente. Por isso, tanto a Assembleia quanto os governos estaduais ficaram nas mãos do chavismo.
Mas o panorama do país sofre alguma mudança com este resultado? Ocorre alguma alteração no poder de Nicolás Maduro? E como fica a oposição venezuelana?
A BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) conversou com especialistas para responder a estas perguntas.
&#039;Acalmar internamente, para se legitimar no exterior&#039;
&quot;A primeira coisa que é preciso entender é que esta situação, embora tenha cores similares às de outras vezes, é diferente&quot;, segundo a analista política Carmen Beatriz Fernández.
Para ela, &quot;o dia 29 de julho [de 2024], após as eleições presidenciais, é um divisor de águas na Venezuela. Sempre houve condições eleitorais questionáveis, mas elas eram mais favoráveis para frear o poder: voto que entrava era voto que se contava.&quot; 
Fernández explica que, agora, pode ser que existam muitos processos de votação, mas &quot;não há probabilidade de eleições&quot;.
&quot;O próprio árbitro [o CNE] se encarregou de deixar explícito... eles nem mesmo fizeram uma página com este último cronograma eleitoral e eliminaram o código QR das atas, o que era fundamental para as auditorias.&quot;
Por isso, Fernández acredita que este seja um jogo diferente – que, a seu ver, oferece mais controle a Nicolás Maduro.
&quot;Isso permite que ele tenha o controle do parlamento e altere a Constituição na medida das suas ambições totalitárias&quot;, prossegue ela.
&quot;Eles podem fazer através de uma Constituinte, mas avaliaram seus riscos e, com maioria na Assembleia Nacional, podem fazê-lo artigo por artigo.&quot;
&quot;Maduro já adiantou que queria apresentar uma proposta de reforma constitucional e eleitoral&quot;, prossegue Fernández. 
De fato, Nicolás Maduro afirmou no domingo (25/05) que está elaborando uma &quot;reengenharia completa&quot; do sistema eleitoral venezuelano, para &quot;aperfeiçoá-lo&quot;.
Henrique Capriles, candidato presidencial por duas oportunidades, foi uma das poucas vozes da oposição que convocou as pessoas a votar nas eleições venezuelanas de domingo (25/05).
Federico Parra/AFP via Getty Images
Já para o analista eleitoral Eugenio Martínez, a maioria no parlamento não é a medida para analisar o poder de Maduro.
&quot;Os deputados do PSUV não tiveram nenhuma influência na dinâmica do país, não existe vida parlamentar&quot;, destaca ele. &quot;Ela foi perdida desde 2015.&quot;
Martínez faz referência às eleições daquele ano, em que a oposição, unida e decidida a votar, conquistou a maioria da Assembleia Nacional. Mas, pouco tempo depois, o madurismo retirou o poder do parlamento, criando sobre ele a Assembleia Nacional Constituinte.
Ainda assim, no seu entender, a oposição ganhou alguns espaços, o que pode ser relevante nos próximos meses.
&quot;Poderíamos ver isso como um sinal&quot;, afirma ele. &quot;Oferecer espaço para alguns participantes, pensando em aproximações e acordos de governabilidade com estes setores.&quot;
&quot;Se eles derem espaços a determinados nomes da oposição, eles poderiam usar estes espaços para discussões futuras&quot;, segundo Martínez.
Dentre os oposicionistas que lideravam as listas de votação, já se sabe que foram eleitos para a Assembleia Nacional os candidatos Henrique Capriles (que se candidatou à presidência por duas vezes, em 2012 e 2013) e Stalin González, que foi representante da Plataforma Unitária (oposicionista) para as negociações entre o governo e a oposição.
Mas o analista acredita que estes resultados não terão tanta influência no contexto internacional, pois os dois deputados oposicionistas não têm trânsito com o governo americano de Donald Trump, &quot;onde a única interlocutora possível é María Corina Machado&quot;.
Por outro lado, para a cientista política Ana Milagros Parra, o centro da questão não é acumular mais ou menos poder, mas sim criar, com este evento, &quot;uma fachada eleitoral&quot;.
A intenção seria virar a página das eleições de 28 de julho do ano passado, &quot;embora as pessoas nas ruas não tenham esquecido, pois o regime chavista recrudesceu com a abrupta onda de perseguições, violações de direitos humanos e falta de respeito com a vida&quot;, destaca ela. &quot;E, agora, existem muitas pessoas detidas e medo nas ruas.&quot;
Para ela, a grande questão é que, &quot;depois de conseguir se estabilizar, entre aspas, de uma forma pouco feliz, como um regime com as suas características pode mover as peças para não derrubar seu castelo de cartas.&quot;
&quot;Com este panorama, não se trata de acumular mais poder do que já tem, mas de prolongá-lo por mais tempo e continuar definindo o tabuleiro político&quot;, segundo Parra.
Na sua opinião, o pleito deste 25 de maio serviu para &quot;repartir cargos, [em um evento] em que o governo elegeu seus candidatos e os &#039;adversários&#039;, e, assim, controlar o tabuleiro&quot;.
Mas a eleição também serve &quot;para conseguir certa legitimidade fora do país e acalmar as águas internamente, o que não acredito que irá servir a eles a longo prazo&quot;.
LEIA TAMBÉM:
A odisseia do casal russo que virou informante da Ucrânia
ATACMS, Storm Shadow e Taurus: os mísseis de longo alcance que a Ucrânia pode usar contra a Rússia
Coreia do Norte diz que &#039;Domo de Ouro&#039; prometido pelos EUA indica cenário de guerra nuclear
Oposição &#039;sob medida&#039;
María Corina Machado convocou seus apoiadores a não comparecer às urnas nas eleições venezuelanas de domingo (25/05).
Alfredo Lasry R/Getty Images via BBC
Na Venezuela, existem políticos de oposição cassados, no exílio, presos ou na clandestinidade.
Além disso, &quot;dos 36 partidos que participaram destas eleições, pelo menos a metade sofreu intervenção do Supremo Tribunal de Justiça, para alterar seus responsáveis, e 40% foram criados nos últimos anos&quot;, segundo Eugenio Martínez.
Dentre os partidos tradicionais venezuelanos da última década, apenas permanecem intactos o PSUV (o partido do governo) e o UNT (Um Novo Tempo), com forte influência na região de Zulia, no noroeste do país.
Partidos opositores de peso e alcance nacional sofreram intervenção, como o Vontade Popular, Primeiro Justiça, Ação Democrática e o Copei.
&quot;Após 2015, o ecossistema de partidos foi paulatinamente desmantelado, para criar um novo ecossistema&quot;, afirma Martínez, &quot;para que haja cada vez menos partidos que busquem alternância no poder executivo&quot;.
Carmen Beatriz Fernández destaca que, nestas eleições, &quot;as vozes majoritárias da liderança de María Corina Machado disseram claramente que não se devia votar&quot;.
O argumento é que &quot;já se votou em 28 de julho&quot; e que as eleições regionais e parlamentares &quot;não alteram o profundo mal-estar e a vocação democrática existente no país&quot;, segundo Fernández.
Por outro lado, os que se convocaram o voto nas eleições de domingo defenderam que este era um passo necessário para &quot;não perder espaço&quot;.
&quot;As pessoas apoiaram María Corina em 93%, nas eleições primárias de 2023&quot;, destaca Fernández. &quot;Mas os que chamaram à participação neste 25 de maio acreditam que a interpretação que Machado detém sobre o momento está equivocada.&quot;
Para ele, após este novo chamado às urnas, &quot;a oposição fica muito debilitada do ponto de vista institucional, em um sistema político cooptado pelo governo&quot;.
Por outro lado, ele prevê que, para Machado, será muito difícil manter a estratégia narrativa de que os baixos números de participação no domingo passado significam apoio à sua posição a favor da abstenção.
&quot;Como você pode considerar a abstenção política uma vitória, se, agora, você tem o mapa inteiro pintado de vermelho?&quot;, questiona Fernández.
Parra pensa de forma similar. Para ela, &quot;Machado pode não perder legitimidade como líder da oposição, mas isso também não faz com que ela ganhe&quot;.
&quot;Não há alternativa a estas eleições, não há pressão nem estratégia. O dia 10 de janeiro [quando Maduro foi juramentado como presidente] já passou e não irá retornar.&quot;
&quot;As pessoas estão à espera da sua estratégia e não acredito que ela tenha alguma. É triste, mas compreensível neste contexto&quot;, segundo Parra.
Passados 10 meses desde a eleição presidencial de 28 de julho, as mudanças ocorridas no cenário internacional também não parecem favorecer a oposição venezuelana. Países que, antes, eram seus aliados têm agora outros interesses, como é o caso dos Estados Unidos.
Eugenio Martínez é da opinião de que a alta abstenção &quot;faz María Corina ganhar, pelo menos no curto prazo, mas seria preciso observar se sua estratégia de &#039;colapso do regime&#039; traz algum benefício&quot;. Mas ele também destaca que estas eleições &quot;certificam e oficializam a divisão da oposição&quot;.
Para ele, apesar das alterações ocorridas no poder, &quot;nenhum setor da oposição atualizou seu roteiro em função destas mudanças&quot;.
&quot;A estrutura de organização da oposição, a Plataforma Unitária, já não tem razão de ser, em vista das divisões&quot;, defende Martínez. &quot;É necessária uma nova estrutura para resolver conflitos e tomar decisões.&quot;
Embora aparentemente nada se modifique, sempre há mudanças na Venezuela.
Como diz Eugenio Martínez, &quot;os pixels, pouco a pouco, estão mudando, mesmo que a foto como um todo aparentemente permaneça igual&quot;. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/2Ww6n0_3AZPfLzAqZNAWYsAlmKA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/c/e/BpIewmTHOEEwKjFzyOmw/4871b670-3a4d-11f0-96c3-cf669419a2b0.jpg.webp" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>que, Maduro, pode, fazer, agora, com, poder, ganho, após, vitória, nas, eleições</media:keywords>
</item>

<item>
<title>A odisseia do casal russo que virou informante da Ucrânia</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/a-odisseia-do-casal-russo-que-virou-informante-da-ucrania</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/a-odisseia-do-casal-russo-que-virou-informante-da-ucrania</guid>
<description><![CDATA[      Sergei e Tatyana ficarm tão horrorizado com a invasão que decidiram compartilhar informações sobre as forças russas com Kiev. Sergei e Tatyana Voronkov são críticos de Vladimir Putin e não concordam com as ações do governo russo
BBC
Foi pouco depois de Moscou anexar a Crimeia da Ucrânia, em 2014, que Sergei e Tatyana Voronkov decidiram deixar a Rússia.
O casal, crítico de longa data de Vladimir Putin, condenava as ações da Rússia em conversas com amigos e conhecidos. Em resposta, eles ouviam que, se não concordavam, podiam ir embora. 
Então, os dois — ambos cidadãos russos — decidiram se mudar para a Ucrânia, onde Tatyana nasceu. 
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Em 2019, eles acabaram se estabelecendo em Novolyubymivka, uma vila com cerca de 300 pessoas na região sudeste de Zaporizhzhia.
O casal adotou quatro cachorros e começou a criar animais, enquanto Sergei, 55 anos, também trabalhava como agrimensor, sua especialidade durante os tempos em que serviu no exército soviético. 
Eles esperavam ter uma vida tranquila. Mas, quando Moscou iniciou uma invasão em larga escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, a paz do casal foi interrompida pelo barulho de mísseis.
&quot;Eu ouvi algo assobiando, voando, e saí para ver o que era&quot;, lembra Tatyana, 52 anos. 
&quot;Um míssil estava passando bem por cima da nossa casa. Eu entrei na internet para ver o que estava acontecendo e soube que Kiev já tinha sido bombardeada.&quot;
De uma hora para outra, o casal se viu em um território ocupado e decidiu se tornar informante para a Ucrânia. 
O que veio a seguir foi uma prisão, interrogatório, tentativa de fuga pela Europa — e uma carta de agradecimento do Exército ucraniano. 
A vida como informantes: &#039;Não víamos como traição&#039;
Foi quando viu um comboio russo passando em frente a sua casa que Tatyana decidiu agir. 
Ela correu para dentro e mandou uma mensagem para um conhecido em Kiev, que ela acreditava ter contatos nos serviços de segurança da Ucrânia. 
O contato enviou a ela um link para um chat no aplicativo de mensagens Telegram,  pelo qual eles seriam contatados por uma pessoa com um identificador único. 
O casal, então, foi orientado a fornecer a localização e detalhes de sistemas russos de guerra eletrônica e dos equipamentos militares que tivessem visto — especialmente sistemas de mísseis e tanques. 
Essas informações ajudariam o Exército ucraniano a mirar e destruir as tropas russas na região por meio de drones e artilharia. 
&quot;Nós não víamos isso como traição&quot;, disse Tatyana, que, junto com Sergei, insiste que a informação que eles deram não resultou em nenhum ataque contra civis ou estruturas. 
&quot;Ninguém atacou a Rússia. Era uma luta contra o mal.&quot;
Durante dois anos, Sergei coletou coordenadas e Tatyana as transmitia pelo celular — apagando todas as mensagens para não deixar rastros — sempre que o acesso à internet permitia.
Mas tudo chegou ao fim em abril de 2024, quando Sergei foi preso por homens armados enquanto comprava sementes de jardinagem no centro regional de Tokmak.
Interrogado em um buraco
Sergei conta que foi levado para uma casa abandonada e colocado em um porão frio, dentro de um buraco — com cerca de dois metros de largura e três metros de profundidade —, onde ele dormia agachado.
No dia seguinte à captura, ele foi questionado se estava passando informações sobre posições do Exército russo para os ucranianos. Sergei disse que, durante o interrogatório, uma bolsa era mantida em sua cabeça e ele era ameaçado de violência. 
Inicialmente, Sergei negou seu envolvimento, mas acabou confessando no quarto dia de cativeiro, com medo de que a violência contra ele levasse a acusações contra outras pessoas. 
Enquanto tudo isso acontecia, Tatyana estava desesperada atrás de informações sobre o paradeiro do marido. 
Ela fez buscas na região e ligou para hospitais e necrotérios, enquanto o filho do casal, que ainda morava perto de Moscou, entrou em contato com autoridades locais. 
Dez dias após a prisão de Sergei, forças de segurança fizeram buscas na casa do casal, onde foram encontrados US$4.400 (cerca de R$ 24 mil, na conversão atual) enterrados no jardim.
Logo em seguida, Tatyana foi informada de que seu marido estava em um porão sob custódia do serviço de segurança da Rússia, o FSB.
Depois de 37 dias em cativeiro, Sergei foi forçado a confessar diante de uma câmera que havia ajudado a Ucrânia — por pessoas que se apresentaram como membros do FSB.
Mas, para surpresa dele, foi solto dois dias depois, embora quase todos os seus documentos, incluindo o passaporte, tenham sido confiscados. 
Até hoje, Sergei e Tatyana não entendem por que ele foi liberado. Contudo, a BBC apurou que isso não é incomum em partes da Ucrânia ocupadas pela Rússia, onde os processos judiciais carecem de transparência e, muitas vezes, nenhuma explicação é dada sobre os motivos da prisão ou da libertação de uma pessoa.  
Fuga com uma boia e passaporte falso
Sergei e alguns de seus animais em sua casa em Novolyubymivka
Arquivo Pessoal
Nas semanas seguintes à libertação de Sergei, o casal acredita que esteve sob vigilância, com carros passando pela rua da casa e estranhos perguntando se estavam vendendo algo. 
Convencidos de que nunca viveriam em paz ali, Sergei e Tatyana começaram a planejar uma forma de ir embora.
Depois de conversar com ativistas de direitos humanos, o casal decidiu tentar viajar para a Lituânia. Mas, para isso, era preciso voltar à Rússia para que Sergei tirasse um novo passaporte.
Os vizinhos em Novolyubymivka os ajudaram comprando suas criações e eletrodomésticos. Eles ainda conseguiram encontrar um novo lar para os cachorros, que era uma das maiores preocupações de Sergei.  
O casal fugiu de carro. Com medo de serem parados e interrogados pelas forças russas, eles inventaram uma história: estavam indo à praia para que Tatyana, que é asmática, pudesse tomar um pouco de ar fresco. Eles levaram até um chapéu de palha e uma boia para que a história ficasse mais convincente. 
Mas, no fim das contas, eles não foram parados. 
Inicialmente, o casal teve a entrada na Rússia negada, mas conseguiu entrar depois que Sergei obteve um certificado comprovando que havia solicitado um novo passaporte. 
Após atrasos na emissão do passaporte e uma tentativa frustrada de deixar a Rússia, Sergei comprou um passaporte falso pelo Telegram. 
O casal então viajou até Belarus de ônibus e cruzou a fronteira usando o documento falsificado de Sergei. De lá, eles foram até a Lituânia — país membro da União Europeia e um aliado próximo da Ucrânia —, embora Sergei tenha sido detido por portar documentos falsos. 
Algum tempo depois, ele foi considerado culpado pelo tribunal lituano por usar um passaporte falso. 
&#039;Não vejo nada de humano lá&#039;
Sergei conseguiu chegar à Lituânia usando um passaporte falso, mas foi processado depois por autoridades no país
Anadolu Agency via Getty Images
O casal vive hoje em um abrigo para solicitantes de asilo e espera se estabelecer na Lituânia. 
O Exército ucraniano enviou a eles uma carta de agradecimento, a pedido de seu antigo contato em Kiev, para apoiar o pedido de asilo. A BBC teve acesso a uma cópia da carta. 
A BBC também teve acesso a documentos de órgãos oficiais tanto da Rússia quanto da Ucrânia que confirmam o que aconteceu com o casal. Optamos por não publicá-los para proteger a identidade dos envolvidos. 
As ações de Sergei e Tatyana causaram rupturas profundas na família. 
O filho deles, que permanece na Rússia, parou de falar com os pais depois que soube o que eles haviam feito. Já a mãe de Sergei, que tem 87 anos, ainda mora na Rússia e apoia a guerra e o presidente Putin. 
Apesar de tudo isso, o casal está convicto de que nunca voltará para a Rússia. 
&quot;Só se começarem a mostrar alguma humanidade&quot;, diz Sergei. 
&quot;Por enquanto, eu não vejo nada de humano lá.&quot; ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/1O38yMns_xjyPOfz6rlHHECnuiE=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/v/b/pbhuqYQfujep5T1qhquA/casal.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>odisseia, casal, russo, que, virou, informante, Ucrânia</media:keywords>
</item>

<item>
<title>ATACMS, Storm Shadow e Taurus: os mísseis de longo alcance que a Ucrânia pode usar contra a Rússia</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/atacms-storm-shadow-e-taurus-os-misseis-de-longo-alcance-que-a-ucrania-pode-usar-contra-a-russia</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/atacms-storm-shadow-e-taurus-os-misseis-de-longo-alcance-que-a-ucrania-pode-usar-contra-a-russia</guid>
<description><![CDATA[      Chanceler da Alemanha anunciou na segunda-feira (26) que o país autorizou o uso de mísseis de longo alcance contra território russo. Russos classificaram a decisão como perigosa. Rússia faz maior ataque aéreo contra Ucrânia desde início da guerra, há mais de 3 anos
O chanceler alemão, Friedrich Merz, anunciou na segunda-feira (21) que a Ucrânia está autorizada a utilizar mísseis de longo alcance fornecidos por França e Alemanha contra alvos em território russo. Com isso, os dois países se somam a Estados Unidos e Reino Unido na lista de aliados que autorizam esse tipo de manobra ofensiva.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A decisão foi criticada por Moscou. A Rússia classificou a medida como &quot;muito perigosa&quot; e sugeriu que o uso de armamento estrangeiro poderia comprometer as negociações por um eventual cessar-fogo.
🚀 Mudança na postura: Embora a Alemanha não tenha confirmado oficialmente quais sistemas de armamento está enviando, a imprensa europeia afirma que a Ucrânia deve receber mísseis do tipo Taurus KEPD 350.
No ano passado, ainda sob o comando de Olaf Scholz, o governo alemão havia negado vários pedidos da Ucrânia para receber mísseis desse modelo.
A liberação ocorre agora com a mudança de governo. Merz assumiu o cargo de chanceler no início deste mês.
A França, por sua vez, já havia fornecido mísseis SCALP para que a Ucrânia usasse dentro do próprio território. 
Desde 2024, o governo francês vinha sinalizando que poderia flexibilizar essa política.
⚠️ Até então, o uso de mísseis de longo alcance alemães e franceses pela Ucrânia estava restrito à defesa do território ucraniano, contra tropas russas invasoras. A mudança na regra permitirá que as forças ucranianas tenham maior poder para apostar em ataques contra a Rússia.
&quot;Isso significa que a Ucrânia agora pode se defender, por exemplo, atacando posições militares na Rússia (...) algo que não fazia há algum tempo, com algumas exceções. Agora pode fazer isso&quot;, disse o chanceler Merz.
Estados Unidos e Reino Unido autorizaram o uso de armas do tipo para ataques dentro da Rússia no final do ano passado. Os primeiros bombardeios com armamento ocidental foram registrados em novembro de 2024.
Ainda não está claro se outros aliados europeus da Ucrânia também autorizaram o uso de seus mísseis contra a Rússia.
Os mísseis
Mísseis de aliados que a Ucrânia poderá usar contra a Rússia
Luisa Rivas/g1
1️⃣ Os Estados Unidos foram os primeiros a autorizar a Ucrânia a usar mísseis de longo alcance contra alvos na Rússia. Em novembro de 2024, o então presidente Joe Biden afirmou que os ucranianos poderiam disparar artefatos conhecidos como ATACMS.
A sigla ATACMS significa Army Tactical Missile Systems — ou Sistemas de Mísseis Táticos do Exército dos EUA, em português.
Mísseis do tipo permitem ataques com precisão a mais de 300 km de distância dos alvos.
Os ATACMS já haviam sido entregues pelos EUA à Ucrânia em 2023, mas só poderiam ser usados dentro do próprio território.
O primeiro ataque contra a Rússia com o míssil aconteceu em 19 de novembro de 2024.
Atualmente, é o único míssil supersônico que a Ucrânia pode usar contra a Rússia.
2️⃣ Logo após os EUA, o Reino Unido também permitiu que a Ucrânia usasse seus mísseis de longo alcance contra a Rússia.
Antes, o Reino Unido já havia autorizado o uso de armamento britânico contra a Rússia, mas excluía da permissão os mísseis de longo alcance.
Desde 2023, o governo britânico envia para a Ucrânia artefatos conhecidos como Storm Shadow — ou &quot;Sombra da Tempestade&quot;, em português.
Esses mísseis são idênticos aos SCALP, fornecidos à Ucrânia pela França. As diferenças estão em detalhes de interface e software para aeronaves.
Mísseis Storm Shadow/SCALP viajam a uma velocidade de 965 km/h e podem atingir alvos a até 250 km de distância.
A Ucrânia usou o míssil pela primeira vez contra alvos na Rússia no dia 20 de novembro de 2024.
3️⃣ A partir de agora, a Ucrânia também está autorizada a usar mísseis alemães. Neste caso, as forças poderão bombardear o território russo com Taurus KEPD 350.
Esses mísseis são mais poderosos do que as armas de longo alcance fornecidas por França e Reino Unido.
Na comparação com o míssil norte-americano, o Taurus tem maior alcance, mas viaja a uma velocidade um pouco inferior — de até 1.170 km/h.
Eles podem atingir alvos a até 500 km de distância. Moscou, por exemplo, está a cerca de 480 km em linha reta da fronteira entre Rússia e Ucrânia.
Míssil modelo Taurus deve ser entregue pela Alemanha à Ucrânia
MBDA/Reprodução
VÍDEOS: mais assistidos do g1 ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/0sz2dp1TCPhpQhIfXtKP-puwysw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/S/y/orXEhkRN6Z668GKFOQiA/mbda-0168206-web.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>ATACMS, Storm, Shadow, Taurus:, mísseis, longo, alcance, que, Ucrânia, pode, usar, contra, Rússia</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Argentina reafirma saída da OMS e diz que vai rever protocolo sobre vacinas</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/argentina-reafirma-saida-da-oms-e-diz-que-vai-rever-protocolo-sobre-vacinas</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/argentina-reafirma-saida-da-oms-e-diz-que-vai-rever-protocolo-sobre-vacinas</guid>
<description><![CDATA[      De acordo com o órgão, as medidas têm como objetivo reforçar a segurança dos pacientes e a sustentabilidade do sistema de saúde. Presidente da Argentina, Javier Milei.
Ciro De Luca/ Reuters
Após a visita do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert Kennedy Jr. à Argentina, o Ministério da Saúde da Argentina anunciou, nesta segunda-feira (26), que vai revisar suas políticas de saúde pública.
Segundo o governo, as mudanças, que incluem uma revisão no protocolo sobre vacinas, tem como objetivo &quot;passar de um modelo sanitário centrado em reparar a doença para um focado em cuidar da saúde com base em evidência científica&quot;.
👉Entre as medidas anunciadas, estão:
Revisão estrutural dos órgãos nacionais do sistema de saúde
Segundo o governo, o objetivo é &quot;ordenar, atualizar e tornar mais transparentes estruturas e processos que, por anos, funcionaram com sobreposições, normas obsoletas e escassa supervisão&quot;.
Revisão do uso das chamadas autorizações acelerados para medicamentos de alto custo
“O Ministério da Saúde proporá discutir o uso desse tipo de autorização para medicamentos de altíssimo custo, especialmente os destinados a crianças e a doenças raras”, disse o governo em comunicado. 
Revisão e restrição do uso de aditivos sintéticos potencialmente perigosos em produtos alimentícios, com o objetivo de proteger a saúde da população
&quot;A iniciativa também questiona o papel de certos ingredientes utilizados pela indústria alimentícia e seu possível vínculo com o aumento de doenças crônicas&quot;, afirmam, em comunicado.
Exigência de que vacinas sejam submetidas a estudos clínicos com grupo placebo
No comunicado, o país afirma que vai concentrar esforços nos processos de fabricação, aprovação e supervisão de vacinas. Para isso, pretende exigir os estudos clínicos com grupo placebo para vacinas.
&quot;Um exemplo claro dessa necessidade é a vacina contra a COVID-19, aplicada sem grupo de controle e sob condições de aprovação excepcionais&quot;, justificam.
De acordo com o órgão, as medidas têm como objetivo também reforçar a segurança dos pacientes e a sustentabilidade do sistema de saúde.
No documento, o país ainda reafirma sua decisão de se retirar da Organização Mundial da Saúde (OMS).
&quot;Hoje, a evidência indica que as receitas da OMS não funcionam, porque não estão baseadas em ciência, mas em interesses políticos e estruturas burocráticas que resistem a revisar seus próprios erros&quot;, diz o comunicado.
Riscos para a população e para a ciência: entenda os impactos da saída de um país da OMS
Saída da OMS
Em fevereiro de 2025, após a saída dos Estados Unidos, a Argentina declarou que iria se retirar da OMS.
De acordo com o jornal argentino &quot;La Nación&quot;, o argumento oficial utilizado pelo governo argentino foi o custo de ser membro do organismo, estimado em cerca de US$ 10 milhões por ano (cerca de R$ 58 milhões). Além disso, acrescentaram que é preciso considerar os gastos com salário, diárias e assessores do representante argentino na entidade.
O governo argentino se aproximou do americano após Javier Milei ter assumido, em dezembro de 2023. Conservadores, Milei e Trump têm alinhamento ideológico e o argentino segue os passos de Trump.
Fundada em 7 de abril de 1948, a OMS é uma agência especializada em saúde subordinada à ONU. Sua sede é em Genebra, na Suíça. A agência coordena esforços internacionais para controlar surtos de doenças e patrocina programas para prevenir e tratar enfermidades ao redor do mundo. A OMS conta com financiamento de diversos países do mundo para operar.
Argentina de Milei: o que mudou um ano após o Plano Motosserra ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/HBVzuLNykwLloXufygzAUKZZa28=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/M/p/5AkrWgQJCxn5QZ4AqRzg/2025-01-17t115521z-1-lynxmpel0g0h6-rtroptp-4-argentina-economy-bonds.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Argentina, reafirma, saída, OMS, diz, que, vai, rever, protocolo, sobre, vacinas</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Israelenses de extrema direita confrontam palestinos em ato em Jerusalém</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/israelenses-de-extrema-direita-confrontam-palestinos-em-ato-em-jerusalem</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/israelenses-de-extrema-direita-confrontam-palestinos-em-ato-em-jerusalem</guid>
<description><![CDATA[      Evento conhecido como &#039;Marcha das Bandeiras&#039; terminou em confusão, segundo a agência Reuters. Ativistas israelenses de esquerda tentaram proteger palestinos. Israelenses de extrema direita confrontam palestinos em marcha caótica em Jerusalém
Uma marcha em Jerusalém, que marca a captura da parte oriental da cidade por Israel na guerra de 1967, terminou em confusão nesta segunda-feira (26). Segundo testemunhas, israelenses de extrema direita atacaram palestinos, outros israelenses e jornalistas.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O evento, conhecido como &quot;Marcha das Bandeiras&quot;, reuniu dezenas de milhares de pessoas que cantavam, dançavam e agitavam bandeiras de Israel. 
A manifestação começou após o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, de extrema direita, visitar o complexo da mesquita de Al-Aqsa — um dos principais focos de tensão entre israelenses e palestinos.
Os conflitos começaram pouco depois do meio-dia, segundo uma testemunha da Reuters. Jovens manifestantes passaram a intimidar os poucos comerciantes palestinos que ainda não tinham fechado as lojas no centro histórico de Jerusalém Oriental.
Logo depois, os manifestantes — em sua maioria jovens israelenses que vivem em assentamentos na Cisjordânia ocupada — passaram a hostilizar ativistas israelenses de esquerda e jornalistas que cobriam o evento.
Eles gritavam slogans nacionalistas e incitavam à violência contra os palestinos, com frases como “morte aos árabes”.
Um grupo de colonos cuspiu em uma mulher palestina e em jornalistas. Policiais israelenses próximos não intervieram, segundo a testemunha. Nenhuma prisão foi registrada até o fim da tarde. Um policial disse que os jovens não podiam ser detidos por terem menos de 18 anos.
Moshe, um colono israelense de 35 anos que vive na Cisjordânia e apoia o governo de direita, caminhava armado por um bairro palestino da Cidade Antiga com a filha nos ombros. Ele disse que era um “dia muito feliz” porque “toda Jerusalém está sob o governo de Israel”. Ele não quis informar o sobrenome.
O ex-vice-chefe do Exército e líder opositor de esquerda Yair Golan chamou as cenas de violência de “chocantes”. “Isso não é amar Jerusalém. Isso é ódio, racismo e intimidação”, disse ele em nota.
Mais cedo, durante uma reunião de gabinete realizada em Jerusalém Oriental, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou: “Vamos manter Jerusalém unida, íntegra e sob soberania israelense”.
A Autoridade Palestina, com sede na Cisjordânia, condenou a marcha e a visita de Ben Gvir ao complexo de Al-Aqsa. O porta-voz Nabil Abu Rudeineh afirmou que a guerra em Gaza, as “incursões repetidas” em Al-Aqsa e “atos provocativos, como hastear a bandeira israelense em Jerusalém ocupada, ameaçam a estabilidade de toda a região”.
Segundo testemunhas, confrontos se repetiram ao longo do dia, enquanto ativistas de esquerda tentavam escoltar palestinos que eram ameaçados por jovens da extrema direita.
Jornalistas também foram assediados e, em alguns casos, agredidos durante a cobertura do evento, segundo testemunhas.
LEIA TAMBÉM
VÍDEO mostra momento em que mãos de primeira-dama da França atingem rosto de Macron em desembarque
Aliados autorizam Ucrânia a usar mísseis de longo alcance, diz Alemanha; Kremlin chama decisão de &#039;perigosa&#039;
Motorista atropela várias pessoas que comemoravam vitória do Liverpool na Premier League
Israelenses se reúnem com bandeiras próximo ao Portão de Damasco, na Cidade Velha de Jerusalém, durante as celebrações do Dia de Jerusalém, em 26 de maio de 2025
REUTERS/Ammar Awad
VÍDEOS: mais assistidos do g1 ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/X_KVFUayMjc9_UnZy7KLhuWf2G4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/P/f/jt5vGsQ0iCOeRU5akT1A/2025-05-26t183852z-665062979-rc2rpeavz2jp-rtrmadp-3-israel-palestinians-jerusalem-day-march-1-.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Israelenses, extrema, direita, confrontam, palestinos, ato, Jerusalém</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Atropelamento em Liverpool: jovem ferido diz que teve &amp;apos;sorte&amp;apos; e que está &amp;apos;absolutamente chocado&amp;apos;</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/atropelamento-em-liverpool-jovem-ferido-diz-que-teve-sorte-e-que-esta-absolutamente-chocado</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/atropelamento-em-liverpool-jovem-ferido-diz-que-teve-sorte-e-que-esta-absolutamente-chocado</guid>
<description><![CDATA[      Jack Trotter foi uma das 27 pessoas que tiveram que ser hospitalizadas após carro avançar contra a multidão durante a festa de comemoração do título do Liverpool FC. Quatro pessoas seguem internadas em estado grave, segundo prefeito. Jack Trotter sendo levado para o hospital por equipe de resgate
Reuters/Lee Smith
O desfile do time de futebol Liverpool FC para comemorar seu 20º título na Premier League terminou em tragédia nesta segunda-feira (26). Um carro avançou contra a multidão em uma das ruas lotadas por torcedores e deixou 47 feridos.
Jack Trotter, um jovem da Irlanda do Norte, foi um dos atingidos. Ele estava com a namorada, que também ficou ferida, e foi um dos 27 que tiveram que ser hospitalizados.
Ainda internado, ele falou à rede de TV britânica BBC e revelou estar em &quot;completa agonia&quot; após o incidente. 
Em uma publicação nas redes sociais, ele chamou o que viveu de &quot;loucura&quot;:
&quot;Estou escrevendo isso porque recebi um milhão de mensagens perguntando se estou bem e a situação aqui está uma loucura. Quase não tenho sinal. O desfile foi surreal até o final. Infelizmente, fui atingido, mas tive muita sorte, pois consegui desviar do carro bem a tempo. Estou absolutamente chocado ao ver como um evento como esse pode se transformar em uma tragédia&quot;.
Carro atropela várias pessoas que comemoravam a vitória do Liverpool na Premier League
De acordo com Steve Rotheram, prefeito da região de Liverpool, quatro pessoas continuam hospitalizadas em estado grave nesta terça-feira (27). &quot;Esperamos que se recuperem muito, muito rápido&quot;, informou.
Após o episódio, o Reino Unido acordou nesta terça em estado de choque com as cenas de &quot;horror&quot;. As manchetes dos jornais resumem o que deveria ter sido uma noite de festa para os &quot;Reds&quot;. 
&quot;Horror no desfile de Liverpool&quot;, afirma o The Sun. &quot;Carnificina no desfile&quot;, destaca o Daily Mail.
O local do incidente segue isolado e, pela manhã, a perícia foi registrada trabalhando.
Perícia trabalhando no local do acidente
REUTERS/Phil Noble
Saiba mais sobre o atropelamento
Um motorista atropelou vários torcedores que comemoravam a vitória do Liverpool FC na Premier League, nesta segunda-feira (26), no Reino Unido. Ao todo, 47 pessoas ficaram feridas, sendo que 27 foram levadas para o hospital — incluindo quatro crianças.
As autoridades disseram que o incidente se trata de um caso isolado e descartaram um ataque terrorista. Um homem de 53 anos está preso. Ainda não se sabe o que provocou o atropelamento.
No X, viralizou um vídeo que mostra o momento do atropelamento, feito por uma testemunha ocular, da janela de um dos prédios.
A Reuters, que transmitia a grande festa ao vivo, não flagrou o incidente, mas mostrou quando agentes da polícia e equipes de resgate trabalhavam no local para resgatar as vítimas.
Carro atropelou várias pessoas em meio a multidão em Liverpool
REUTERS
Relatos de testemunhas
Milhares de pessoas estiveram presentes na parada, em que o time de futebol exibiu seu troféu durante um percurso de 16 quilômetros após o 20º título no campeonato.
Um dos presentes, que postou um vídeo do cenário do local após o atropelamento, escreveu na legenda:
&quot;Um maníaco atropelou todo mundo. As pessoas presas debaixo do carro ficaram completamente machucadas. As portas do carro foram arrancadas&quot;.
Em entrevista à emissora Sky News, Chelsea Yuen, que estava com a filha pequena e um amigo, contou que escapou por pouco:
&quot;Estava lotado, estávamos como sardinhas. E então ouvimos buzinas e gritos. Quando olhamos, havia um carro preto vindo direto em nossa direção. Devia estar a uns 48 km/h. As janelas estavam todas quebradas pelas pessoas que bateram no carro. (...) De repente, policiais e ambulâncias apareceram de todos os lados. Havia crianças por todo lado. Era uma festa de família, é chocante o que aconteceu&quot;.
Carro avança contra multidão em celebração em Liverpool
Poucos minutos após o comunicado da polícia sobre o incidente ser divulgado, um repórter da BBC que estava cobrindo a festa, contou que a polícia isolou o local e que uma ambulância aérea estava pousando para resgatar um dos feridos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se pronunciou na rede social X e chamou a cena em Liverpool de terrível:
&quot;As cenas em Liverpool são terríveis — meus pensamentos estão com todos os feridos ou afetados. Quero agradecer à polícia e aos serviços de emergência pela resposta rápida e contínua a este incidente chocante. Estou sendo mantido atualizado sobre os acontecimentos e peço que demos à polícia espaço para a investigação&quot;.
O clube disse ao canal X que estava em contato direto com a polícia sobre o evento. &quot;Nossos pensamentos e orações estão com aqueles que foram afetados por este grave incidente&quot;, disse o Liverpool FC.
Time do Liverpool FC comemorando vitória na Premier League
REUTERS/Phil Noble ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/sG-o48wsM4N6XSXOzxdJgQLMPdA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/N/E/lP2I5cSt68BztLIuiuGw/2025-05-26t181127z-1209792710-up1el5q1dnmkv-rtrmadp-3-soccer-england-liv-incident.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Atropelamento, Liverpool:, jovem, ferido, diz, que, teve, sorte, que, está, absolutamente, chocado</media:keywords>
</item>

<item>
<title>VÍDEO: deputado australiano bebe cerveja dentro de sapato após fazer discurso de despedida no Parlamento</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/video-deputado-australiano-bebe-cerveja-dentro-de-sapato-apos-fazer-discurso-de-despedida-no-parlamento</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/video-deputado-australiano-bebe-cerveja-dentro-de-sapato-apos-fazer-discurso-de-despedida-no-parlamento</guid>
<description><![CDATA[      Kyle McGinn encerrou fala de quase uma hora despejando bebida dentro de um dos próprios sapatos. Prática é comum na Austrália e popularmente conhecida como &#039;shoey&#039;. Deputado australiano bebe cerveja em sapato após discurso de despedida
Um deputado australiano bebeu cerveja dentro do próprio sapato durante um discurso de despedida no Parlamento, no dia 21 de maio. A cena, protagonizada por Kyle McGinn, viralizou nas redes sociais. Assista acima.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
McGinn atuou como deputado do estado da Austrália Ocidental por dois mandatos. Na semana passada, ele discursou por quase uma hora no Parlamento para se despedir dos colegas. Ao encerrar a fala, pegou um dos seus sapatos e despejou cerveja dentro.
&quot;Pensei por muito tempo em como terminar este discurso&quot;, afirmou. &quot;Então é melhor resolvermos isso de uma vez. Gostaria de agradecer aos membros [do Parlamento] e aos eleitores de toda a Austrália Ocidental por dois mandatos fantásticos. Um brinde.&quot;
Na sequência, McGinn levantou o sapato e uma lata de cerveja, despejando a bebida no calçado. A transmissão do Parlamento cortou a imagem, mas foi possível ouvir os outros deputados reagindo à cena.
A presidente do Conselho Legislativo, Alanna Clohesy, pediu ordem e solicitou que McGinn se sentasse.
&quot;O membro honorável sabe muito bem que esteve muito perto de ferir a dignidade do conselho, então presumo que seu discurso tenha terminado&quot;, disse.
O ato de beber cerveja no próprio sapato é popular na Austrália e conhecido como &quot;shoey&quot; — uma referência à palavra inglesa &quot;shoe&quot;, que significa sapato.
No passado, cenas semelhantes também repercutiram mundialmente. O ex-piloto australiano de Fórmula 1 Daniel Ricciardo, por exemplo, já bebeu do próprio sapato em público ao conseguir pódios em corridas.
LEIA TAMBÉM
VÍDEO mostra momento em que mãos de primeira-dama da França atingem rosto de Macron em desembarque
Coreia do Norte diz que &#039;Domo de Ouro&#039; prometido pelos EUA indica cenário de guerra nuclear
Israelenses de extrema direita confrontam palestinos em ato em Jerusalém
Deputado australiano Kyle McGinn despeja cerveja dentro do sapato durante discurso de despedida
Parlamento da Austrália Ocidental
VÍDEOS: mais assistidos do g1 ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/ss2dlX-Bep_8R8d3eHAJRolJaOo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/W/i/4jWIZdRvmYppVXA8EQgw/captura-de-tela-2025-05-26-215531.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>VÍDEO:, deputado, australiano, bebe, cerveja, dentro, sapato, após, fazer, discurso, despedida, Parlamento</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Rússia acusa Ucrânia de tentar frustrar negociações de paz e diz que Europa &amp;apos;participa indiretamente&amp;apos; da guerra</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/russia-acusa-ucrania-de-tentar-frustrar-negociacoes-de-paz-e-diz-que-europa-participa-indiretamente-da-guerra</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/russia-acusa-ucrania-de-tentar-frustrar-negociacoes-de-paz-e-diz-que-europa-participa-indiretamente-da-guerra</guid>
<description><![CDATA[      Segundo o governo russo, Ucrânia tem realizado ataques &#039;provocativos&#039; com o apoio de aliados europeus. Rússia e Ucrânia trocam ataques após condenação de EUA e Europa
A Rússia acusou nesta terça-feira (27) a Ucrânia de tentar frustrar as negociações de paz com bombardeios &quot;provocativos&quot; no território russo e afirmou que a Europa &quot;participa indiretamente&quot; da guerra.
Minimizando o impacto de bombardeios massivos à Ucrânia que bateram recordes nos últimos dias, a Rússia afirma que foi seu rival quem intensificou os ataques aéreos, com objetivo de minar as conversas pelo fim do conflito.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que os ataques ucranianos contrastam com o desejo pela paz e não contribuem para as negociações. Peskov disse ainda que a Europa &quot;participa indiretamente&quot; do conflito com o fornecimento de armas a Kiev, segundo a agência estatal RIA Novosti.
&quot;Vemos que a Europa participa de forma indireta, com o fornecimento contínuo de armamentos — os mais diversos sistemas de armas e munições — e isso constitui uma participação indireta na guerra contra a Rússia&quot;, disse Peskov a jornalistas.
O Ministério da Defesa russo acrescentou que os ataques, chamados de &quot;provocativos&quot;, realizados pela Ucrânia ocorrem com o apoio de aliados europeus. &quot;Kiev, com o apoio de alguns países europeus, tomou uma série de medidas de provocação para frustrar as negociações iniciadas pela Rússia&quot;, afirmou o Ministério.
As falas das autoridades russas ocorrem após aliados europeus terem autorizado a Ucrânia a utilizarem mísseis de longo alcance para atingir alvos dentro do território russo, segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz. EUA e Reino Unido já haviam autorizado, no final de 2024, o uso limitado desses armamentos.
ATACMS, Storm Shadow e Taurus: os mísseis de longo alcance que a Ucrânia pode usar contra a Rússia
Tanto Ucrânia quanto Rússia têm realizado ataques aéreos de drones e mísseis a seu rival nos últimos dias. Na madrugada desta terça, 99 drones ucranianos foram abatidos na Rússia, segundo a Defesa do país, e 60 drones russos foram abatidos na Ucrânia. Autoridades ucranianas relataram feridos.
Os russos afirmaram ainda que os ataques em larga escala efetuados por suas tropas contra a Ucrânia foram uma &quot;resposta&quot; às ações de drones ucranianos em seu território. Segundo a Defesa russa, o país está atacando a Ucrânia &quot;em resposta aos ataques massivos com drones ucranianos contra regiões russas&quot;.
&#039;Putin ficou louco&#039;, diz Trump sobre ataques
Bombeiros tentam apagar um incêndio após um ataque russo na região de Kiev em 25 de maio de 2025
Serviço de Emergência da Ucrânia/AP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, &quot;ficou louco&quot; após bombardeios massivos na Ucrânia durante o fim de semana.
Mais de 700 mísseis e drones russos foram lançados contra o território ucraniano em um intervalo de dois dias, registrando dois recordes:
o maior ataque aéreo em um dia na guerra, com 367 projéteis, entre drones e mísseis, na madrugada de domingo (25);
o maior ataque aéreo de drones da guerra, com 355 drones e outros nove mísseis, na madrugada de segunda-feira (26).
&quot;Ele [Putin] ficou completamente louco! (...) Algo aconteceu com ele, está matando um monte de gente desnecessariamente, e não estou falando apenas de soldados. Mísseis e drones sendo lançados contra cidades na Ucrânia sem nenhuma razão&quot;, afirmou Trump em publicação em sua rede social Truth Social.
Os bombardeios russos, os quais autoridades ucranianas descreveram como um fim de semana de &quot;terror&quot;, ocorreram em meio a uma troca recorde de prisioneiros de guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ao todo, 1.000 prisioneiros de guerra foram trocados entre os dois países em três rodadas distintas entre sexta-feira e domingo. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/e5TmG8U556FhVoqxbjgNRK4OhqQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/k/W/aZ0M3tQImQYMAAaUxxWw/ap25145202602542.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Rússia, acusa, Ucrânia, tentar, frustrar, negociações, paz, diz, que, Europa, participa, indiretamente, guerra</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Tiroteio nos EUA deixa 2 mortos em parque na Filadélfia</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/tiroteio-nos-eua-deixa-2-mortos-em-parque-na-filadelfia</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/tiroteio-nos-eua-deixa-2-mortos-em-parque-na-filadelfia</guid>
<description><![CDATA[      Segundo informações da polícia local, outras nove pessoas ficaram feridas.  Um tiroteio em massa deixou ao menos dois mortos e nove feridos em um parque na cidade de Filadélfia, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, segundo a polícia local.
O ataque ocorreu na noite desta segunda-feira (26) no Parque Fairmount. O local estava cheio para as celebrações do &quot;Memorial Day&quot;, que homenageia os militares americanos.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Duas pessoas, um homem e uma mulher, morreram e pelo menos outras nove ficaram feridas no tiroteio. Entre os feridos estão três adolescentes com idades entre 15 e 17 anos, informou o chefe de polícia da Filadélfia, Kevin Bethel.
A polícia da Filadélfia confirmou a ocorrências, mas informou que ninguém foi detido até o momento.
&quot;Não recuperamos nenhuma arma até o momento&quot;, disse o policial. Nenhuma prisão foi efetuada. &quot;Isso é importante. É o Memorial Day... entendemos a importância deste evento e garantiremos uma atualização na terça-feira.&quot;
*Esta matéria está em atualização. 
Fairmount Park, na Filadélfia, EUA
Repropdução/Google Earth ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/XXr9NW7o85RRKVvYXcNYcjGR1Cw=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/X/z/T39KSITxqV1c35bqVyUA/captura-de-tela-2025-05-27-005924.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Tiroteio, nos, EUA, deixa, mortos, parque, Filadélfia</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Explosão atinge usina química na China; VÍDEO mostra coluna de fumaça</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/explosao-atinge-usina-quimica-na-china-video-mostra-coluna-de-fumaca</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/explosao-atinge-usina-quimica-na-china-video-mostra-coluna-de-fumaca</guid>
<description><![CDATA[      Mídia estatal chinesa confirmou o incidente, mas não forneceu informações sobre vítimas. Estouro ocorreu no galpão de empresa produtora de pesticidas, produtos farmacêuticos e outros químicos. Explosão atinge usina química na China
Uma grande explosão ocorreu em uma usina química na província de Shandong, no leste da China, nesta terça-feira (27). A mídia estatal chinesa confirmou o incidente, mas não forneceu detalhes sobre vítimas.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Os serviços de emergência iniciaram esforços de resgate e atendimento após a explosão que ocorreu no galpão da empresa Shandong Youdao Chemical, ainda de acordo com a emissora CCTV.
Equipes de emergência com mais de 200 bombeiros e 55 veículos foram acionados para ir ao local, afirmou o Ministério chinês de Gestão de Emergências.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma longa coluna de fumaça subindo sobre a região da fábrica. Publicações na rede social chinesa Weibo após a explosão mostraram vidros estilhaçados em vilarejos próximos, com moradores relatando terem sentido as vibrações.
Explosão atinge usina química na China em 27 de maio de 2025.
Reprodução/redes sociais
A Shandong Youdao Chemical pertence ao grupo Himile, que também é proprietário da Himile Mechanical, empresa listada na bolsa cujas ações caíram quase 4% na tarde de terça-feira.
De acordo com seu site, a Youdao foi fundada em agosto de 2019, no parque químico Gaomi Renhe, na cidade provincial de Weifang. A planta ocupa cerca de 47 hectares e tem mais de 300 funcionários.
A empresa desenvolve, produz e comercializa tecnologia para pesticidas, produtos farmacêuticos e intermediários químicos finos relacionados. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/Jq5fTqHbJmC2IyCy9DHVe-Z48MQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/8/H/AC9MNMRYmJsGV3tHqDpA/design-sem-nome-100-.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Explosão, atinge, usina, química, China, VÍDEO, mostra, coluna, fumaça</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Meu pequeno presidente: VÍDEO mostra versão &amp;apos;criança&amp;apos; de líderes europeus gerada por IA</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/meu-pequeno-presidente-video-mostra-versao-crianca-de-lideres-europeus-gerada-por-ia</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/meu-pequeno-presidente-video-mostra-versao-crianca-de-lideres-europeus-gerada-por-ia</guid>
<description><![CDATA[      Líderes foram recebidos com a peça na Cúpula da Comunidade Política Europeia ocorrida em Tirana, na capital da Albânia. Vídeo gerado por inteligência artificial mostra líderes europeus retratados como bebês
Líderes europeus receberam as boas-vindas mais inusitadas de suas carreiras ao chegarem em Tirana, na capital da Albânia, para a reunião de cúpula da Comunidade Política Europeia: um vídeo com a versão criança deles mesmos, gerada por inteligência artificial, em que cada um dizia &quot;bem-vindo à Albânia&quot; em sua língua natal.
O vídeo ultrapassou os limites de Tirana e viralizou nas redes sociais.
A Comunidade Política Europeia foi estabelecida em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, e idealizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. O fórum reúne organizações e países do continente, muitos dos quais não fazem parte da União Europeia.
No último dia 16 de maio, a sexta reunião de cúpula do grupo ocorreu em Tirana, onde os participantes foram recebidos pelo primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama. O vídeo foi apresentado no início do evento.
Segundo relatos da imprensa, a maioria dos presentes receberam o &quot;homenagem&quot; com bom humor. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi flagrada pelas câmeras dando risada, enquano sua colega dinamarquesa, Mette Frederiksen, parecia incrédula.
Já o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, permaneceu sério ao longo da exibição, segundo o site Politico — mas deixou escapar um sorriso quando viu sua versão infantil, com um pequeno bigode.
Meloni agradeceu a Rama, segundo ela, por &quot;ter me sentido muito nova de novo&quot;.
Versão bebê de Volodymyr Zelensky feita com IA
ALBANIAN GOVERNMENT / Divulgação
Ajoelhado
Outra cena inusitada que marcou o evento foi o momento em que Meloni foi recebida de joelhos por Rama ao chegar a Tirana.
Ao ver o gesto do colega, enquanto caminhava pelo tapete vermelho, ela riu e parou pedindo: &quot;Edi, pare. Edi, pare&quot;.
Ao chegar perto de Rama, Meloni falou à imprensa reunida em frente a eles em tom de brincadeira - &quot;Ele só queria ficar tão alto como eu&quot; - e o abraçou.
Segundo o site de notícias do Leste Europeu Nexta, o premiê albanês tem mais de 2 metros de altura, enquanto a italiana mede 1,63m.
O clima descontraído não durou muito tempo, porém, já que a cúpula discutiu um novo pacote de sanções contra a Rússia, em uma tentativa até agora infrutífera de pressionar para a assinatura de um cessar-fogo na fronteira com a Ucrânia.
Primeiro-ministro da Albânia se ajoelha ao receber Georgia Meloni ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/QrWo5K3pR-OywCEwt4Q-v2Wo-QA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Y/S/Gx4AeYQMOoWlcpYl0gfg/2025-05-16t131602z-1-lop477616052025rp1-rtrmadp-baseimage-960x540-eu-political-community-ai-leaders.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Meu, pequeno, presidente:, VÍDEO, mostra, versão, criança, líderes, europeus, gerada, por</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Reino Unido vai gastar mais de R$ 23 bilhões em treinamento para reduzir trabalhadores imigrantes</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/reino-unido-vai-gastar-mais-de-r-23-bilhoes-em-treinamento-para-reduzir-trabalhadores-imigrantes</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/reino-unido-vai-gastar-mais-de-r-23-bilhoes-em-treinamento-para-reduzir-trabalhadores-imigrantes</guid>
<description><![CDATA[      O investimento irá focar em &#039;jovens talentos nacionais&#039; por meio da criação de 120 mil novas oportunidades de treinamento em setores como construção civil, engenharia, saúde e tecnologia digital. Bandeira do Reino Unido
Pexels/Erik Mclean
O Reino Unido vai gastar mais de £ 3 bilhões — cerca de R$ 23 bilhões — para ampliar as oportunidades de treinamento da população da região para o mercado de trabalho. A informação foi divulgada em um comunicado do governo apresentado nesta terça (27), no horário local — segunda (26), no horário de Brasília.
As medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo britânico para capacitar os trabalhadores do local, a fim de reduzir a dependência de trabalhadores imigrantes.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Segundo o comunicado do Departamento de Educação, o investimento irá &quot;redirecionar o panorama de qualificação para os jovens talentos nacionais&quot; por meio da criação de 120 mil novas oportunidades de treinamento em setores-chave como construção civil, engenharia, saúde e assistência social, e tecnologia digital. 
Ainda segundo o documento, há um aumento planejado de 32% na taxa de qualificação -- criada para desencorajar empresas de contratar estrangeiros. A medida proporcionará até 45 mil vagas adicionais de treinamento para em setores prioritários.
LEIA MAIS 
Reino Unido e União Europeia anunciam acordo de defesa e comércio; veja pontos
Reino Unido endurece regras de imigração e dificulta acesso à cidadania
Mais de um em cada cinco britânicos em idade ativa não está empregado ou procura emprego. Já que, segundo os dados oficiais mais recentes, a taxa de inatividade é de 21,4% e tem aumentado constantemente desde a pandemia de Covid-19.
O governo trabalhista tem sido pressionado a reduzir a imigração após o sucesso nas eleições locais do partido de direita Reform UK, em maio. Desde então, tem apresentado planos para endurecer as regras de cidadania, restringir vistos de trabalhadores qualificados a cargos de nível universitário e incentivar empresas a treinarem trabalhadores locais.
Ao informar as novas medidas, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou que o experimento de fronteiras abertas acabou.
As empresas têm afirmado que não tem conseguido contratar funcionários nascidos no Reino Unido e alertam que as regras mais rígidas poderão prejudicar a economia, a menos que sejam acompanhadas por uma reformulação profunda do sistema de treinamento profissional do país.
Reino Unido suspende negociações comerciais com Israel ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/Ow3CsL3bh1R-Yr74wiiL_6q3b1c=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/D/u/4BrZ21SAuaoGBJipegCg/pexels-introspectivedsgn-9381640.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Reino, Unido, vai, gastar, mais, bilhões, treinamento, para, reduzir, trabalhadores, imigrantes</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Governo Lula conversa com EUA nos bastidores após ameaça de sanção a Alexandre de Moraes</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/governo-lula-conversa-com-eua-nos-bastidores-apos-ameaca-de-sancao-a-alexandre-de-moraes</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/governo-lula-conversa-com-eua-nos-bastidores-apos-ameaca-de-sancao-a-alexandre-de-moraes</guid>
<description><![CDATA[      Diplomacia brasileira reage à fala de Marco Rubio sobre possível punição ao ministro do STF.  O governo do Brasil iniciou conversas reservadas com autoridades dos Estados Unidos após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser alvo de sanções pelo governo americano.
A articulação ocorre em alto nível, ou seja, entre integrantes dos altos escalões. A informação, à qual a GloboNews teve acesso, havia sido revelada pelo jornal O Globo. 
Fala de Rubio preocupa Brasília
No último dia 21, Rubio afirmou em audiência no Congresso americano que há “grande possibilidade” de o governo aplicar sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky. Essa lei permite punir estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos ou corrupção.
A fala causou incômodo no Itamaraty, que vê na declaração uma tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil e uma afronta ao Judiciário nacional.
Secretário de Estado de Trump diz que há &#039;grande possibilidade&#039; de Alexandre de Moraes ser punido por lei dos EUA
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
AP Photo/Jose Luis Magana
Clima tenso, mas diplomacia prega pragmatismo
Embora Lula e Donald Trump estejam em campos opostos — Lula apoiou a chapa de Kamala Harris, enquanto o ex-presidente e rival de Lula Jair Bolsonaro é próximo de Trump —, diplomatas ouvidos pela GloboNews afirmam que a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos deve ser conduzida com pragmatismo.
Isso significa manter laços comerciais e diplomáticos sólidos mesmo diante de divergências políticas. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.
Inquérito contra Eduardo Bolsonaro: Moraes autoriza esclarecimento por escrito
Moraes no centro das tensões
O ministro Alexandre de Moraes é alvo constante de ataques da base bolsonarista. Ele é relator da ação penal que acusa Jair Bolsonaro e aliados de tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022.
A denúncia foi aceita pelo STF e inclui Bolsonaro como integrante do “núcleo crucial” da trama. O processo está na fase de depoimentos de testemunhas. Ao final, Moraes apresentará seu voto, que será julgado por outros quatro ministros da Primeira Turma da Corte. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/uvLFmEto8QGV8Keg_OgiZjjyQh4=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Z/Y/ap7d9sSVuFBsg1BcPRbg/ap25140607903327.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Governo, Lula, conversa, com, EUA, nos, bastidores, após, ameaça, sanção, Alexandre, Moraes</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Coreia do Norte diz que &amp;apos;Domo de Ouro&amp;apos; prometido pelos EUA indica cenário de guerra nuclear</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/coreia-do-norte-diz-que-domo-de-ouro-prometido-pelos-eua-indica-cenario-de-guerra-nuclear</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/coreia-do-norte-diz-que-domo-de-ouro-prometido-pelos-eua-indica-cenario-de-guerra-nuclear</guid>
<description><![CDATA[      Projeto anunciado por Trump prevê escudo antimísseis com tecnologia espacial. China e Rússia também criticaram a proposta. EUA: projeto de Domo de Ouro de Trump pode custar US$ 1 trilhão
A Coreia do Norte criticou nesta segunda-feira (25) os planos dos Estados Unidos para construir um escudo antimísseis — batizado pelo presidente Donald Trump como &quot;Domo de Ouro&quot;. Segundo as autoridades norte-coreanas, a proposta indica um cenário de guerra nuclear.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Na semana passada, Trump anunciou que o Pentágono estava desenvolvendo o &quot;Domo de Ouro&quot;, em um investimento que pode chegar ao equivalente a R$ 1 trilhão. A estrutura teria tecnologia terrestre e espacial, capaz de destruir qualquer ameaça aos Estados Unidos.
O diretor do Pentágono, Pete Hegseth, acrescentou que o sistema deve proteger os EUA &quot;de mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos, mísseis hipersônicos, drones, sejam convencionais ou nucleares&quot;.
Nesta segunda-feira, a Coreia do Norte afirmou que o plano é &quot;o auge da presunção, arrogância, autoritarismo e arbitrariedade&quot;, representando um &quot;cenário de guerra nuclear no espaço sideral&quot;.
Nos últimos dias, China e Rússia também fizeram críticas ao projeto. O governo chinês, por exemplo, afirmou que o plano americano aumenta o risco de transformar o espaço em uma zona de guerra, além de criar uma corrida armamentista espacial.
LEIA TAMBÉM
&#039;Domo de Ouro&#039;: o que é e como vai funcionar escudo antimísseis dos EUA
Israelenses de extrema direita confrontam palestinos em ato em Jerusalém
Motorista atropela várias pessoas que comemoravam vitória do Liverpool na Premier League
O &#039;Domo de Ouro&#039;
Donald Trump e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, mostram projeto do Golden Dome
REUTERS/Kevin Lamarque
O novo plano de defesa dos Estados Unidos surge em meio à modernização dos arsenais militares de China e Rússia.
A última avaliação do Exército dos EUA sobre mísseis, feita em 2022, apontou que a tecnologia chinesa está se aproximando da americana em termos de mísseis balísticos e hipersônicos. Já a Rússia está modernizando seus sistemas de alcance intercontinental, além de aprimorar seus mísseis de precisão.
Com o Domo de Ouro, os Estados Unidos poderiam ter uma tecnologia capaz de:
detectar e destruir mísseis antes do lançamento
interceptá-los no estágio inicial do voo
pará-los no meio do caminho no ar
detê-los nos minutos finais enquanto descem em direção a um alvo
Segundo a agência de notícias Associated Press, uma fonte do governo americano relatou que, nos últimos meses, o Pentágono vem desenvolvendo opções para o projeto com base em um custo &quot;médio, alto e extra alto&quot;.
A diferença entre as três versões teria como base, em grande parte, a variação na quantidade de satélites e sensores, além de interceptadores espaciais, que seriam adquiridos pela primeira vez.
Especialistas do setor são céticos quanto aos planos dos Estados Unidos. Enquanto Trump diz que o escudo pode estar em funcionamento a partir de 2029, estudiosos enxergam resistências políticas e financeiras ao projeto.
VÍDEOS: mais assistidos do g1 ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/x1h0tgXZfkPteXT-kEX_pDx6Q88=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/R/m/RM46oOTBAicuiD5G940A/2025-05-20t200455z-1610251238-rc2wleay00pm-rtrmadp-3-usa-trump-defense.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Coreia, Norte, diz, que, Domo, Ouro, prometido, pelos, EUA, indica, cenário, guerra, nuclear</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Motorista atropela multidão que comemorava vitória do Liverpool na Premier League; 47 ficam feridos</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/motorista-atropela-multidao-que-comemorava-vitoria-do-liverpool-na-premier-league-47-ficam-feridos</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/motorista-atropela-multidao-que-comemorava-vitoria-do-liverpool-na-premier-league-47-ficam-feridos</guid>
<description><![CDATA[      Pelo menos 27 pessoas foram levadas ao hospital, incluindo quatro crianças. Vídeo postado na rede social X mostra o momento do atropelamento.  Carro atropela várias pessoas que comemoravam a vitória do Liverpool na Premier League
Um motorista atropelou vários torcedores que comemoravam a vitória do Liverpool FC na Premier League, nesta segunda-feira (26), no Reino Unido. Ao todo, 47 pessoas ficaram feridas, sendo que 27 foram levadas para o hospital — incluindo quatro crianças.
As autoridades disseram que o incidente se trata de um caso isolado e descartaram um ataque terrorista. Um homem de 53 anos está preso. Ainda não se sabe o que provocou o atropelamento.
Entre as vítimas que foram encaminhadas para o hospital, duas estão em estado grave. Socorristas atenderam outras 20 pessoas que sofreram ferimentos leves ainda no local do incidente. 
Carro atropelou várias pessoas em meio a multidão em Liverpool
REUTERS
No X, viralizou um vídeo que mostra o momento do atropelamento, feito por uma testemunha ocular, da janela de um dos prédios.
A Reuters, que transmitia a grande festa ao vivo, não flagrou o incidente, mas mostrou quando agentes da polícia e equipes de resgate trabalhavam no local para resgatar as vítimas.
Initial plugin text
Relatos de testemunhas
Milhares de pessoas estiveram presentes na parada, em que o time de futebol exibiu seu troféu durante um percurso de 16 quilômetros após o 20º título no campeonato.
Um dos presentes, que postou um vídeo do cenário do local após o atropelamento, escreveu na legenda:
&quot;Um maníaco atropelou todo mundo. As pessoas presas debaixo do carro ficaram completamente machucadas. As portas do carro foram arrancadas&quot;.
Em entrevista à emissora Sky News, Chelsea Yuen, que estava com a filha pequena e um amigo, contou que escapou por pouco:
&quot;Estava lotado, estávamos como sardinhas. E então ouvimos buzinas e gritos. Quando olhamos, havia um carro preto vindo direto em nossa direção. Devia estar a uns 48 km/h. As janelas estavam todas quebradas pelas pessoas que bateram no carro. (...) De repente, policiais e ambulâncias apareceram de todos os lados. Havia crianças por todo lado. Era uma festa de família, é chocante o que aconteceu&quot;.
Torcedor ferido sendo ajudado por equipe de resgate
Reuters/Lee Smith
Poucos minutos após o comunicado da polícia sobre o incidente ser divulgado, um repórter da BBC que estava cobrindo a festa, contou que a polícia isolou o local e que uma ambulância aérea estava pousando para resgatar um dos feridos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se pronunciou na rede social X e chamou a cena em Liverpool de terrível:
&quot;As cenas em Liverpool são terríveis — meus pensamentos estão com todos os feridos ou afetados. Quero agradecer à polícia e aos serviços de emergência pela resposta rápida e contínua a este incidente chocante. Estou sendo mantido atualizado sobre os acontecimentos e peço que demos à polícia espaço para a investigação&quot;.
Carro avança contra multidão em celebração em Liverpool
O clube disse ao canal X que estava em contato direto com a polícia sobre o evento. &quot;Nossos pensamentos e orações estão com aqueles que foram afetados por este grave incidente&quot;, disse o Liverpool FC.
Time do Liverpool FC comemorando vitória na Premier League
REUTERS/Phil Noble ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/sG-o48wsM4N6XSXOzxdJgQLMPdA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/N/E/lP2I5cSt68BztLIuiuGw/2025-05-26t181127z-1209792710-up1el5q1dnmkv-rtrmadp-3-soccer-england-liv-incident.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Tue, 27 May 2025 09:14:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Motorista, atropela, multidão, que, comemorava, vitória, Liverpool, Premier, League, ficam, feridos</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Aliados autorizam Ucrânia a usar mísseis de longo alcance, diz Alemanha; Kremlin chama decisão de &amp;apos;perigosa&amp;apos;</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/aliados-autorizam-ucrania-a-usar-misseis-de-longo-alcance-diz-alemanha-kremlin-chama-decisao-de-perigosa</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/aliados-autorizam-ucrania-a-usar-misseis-de-longo-alcance-diz-alemanha-kremlin-chama-decisao-de-perigosa</guid>
<description><![CDATA[      Principais aliados já não têm mais amarras nos armamentos fornecidos aos ucranianos, segundo o chanceler alemão, Friedrich Merz. EUA haviam retirado restrições sobre mísseis de longo alcance no final de 2024. Míssil de cruzeiro Storm Shadow, fabricado pelo Reino Unido.
AP Photo/Lewis Joly, File
A Ucrânia foi autorizada a utilizar mísseis de longo alcance fornecidos pela Alemanha e pela França, anunciou nesta segunda-feira (26) o chanceler alemão, Friedrich Merz. 
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Com isso, agora as forças de Kiev aumentaram o leque disponível de mísseis de longo alcance, que podem atingir boa parte do território russo. No ano passado, Estados Unidos e Reino Unido já haviam autorizado o envio desse tipo de artefato à Ucrânia. 
&quot;Não há mais restrições para o alcance das armas entregues à Ucrânia. Nem pelos britânicos, nem pelos franceses, nem por nós. Nem pelos americanos&quot;, disse Friedrich Merz durante uma entrevista à emissora pública de televisão alemã &quot;WDR&quot;, em Berlim.
&quot;Isso significa que a Ucrânia agora pode se defender, por exemplo, atacando posições militares na Rússia (...) algo que não fazia há algum tempo, com algumas exceções. Agora pode fazer isso&quot;, disse o líder conservador alemão, que assumiu o cargo no início deste mês.
Em resposta à declaração de Merz desta segunda, a Rússia chamou a liberação de &quot;muito perigosa&quot;.
&quot;Se essas decisões foram realmente tomadas, elas vão totalmente contra as nossas aspirações de chegar a um acordo político [de trégua no conflito]. (...) Esta é uma decisão bastante perigosa&quot;, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em um vídeo publicado pela imprensa russa.
‘Bruxas de Bucha’: mulheres que pegam em armas em guerra na Ucrânia  
Sob o governo anterior do social-democrata Olaf Scholz, a Alemanha — o segundo maior fornecedor de ajuda militar à Ucrânia— se recusou a enviar mísseis Taurus aos ucranianos por temer uma escalada de tensões com a Rússia.
Antes de assumir o cargo de chanceler no início de maio, Merz expressou apoio ao envio desses mísseis, que têm um alcance de mais de 500 quilômetros e permitiriam alcançar profundamente o território russo.
No entanto, desde então, o chanceler adotou uma postura mais ambígua, ao afirmar que não detalhará mais as armas que enviará à Ucrânia, por razões estratégicas, para evitar informar Moscou.
Até o momento, a Alemanha não entregou armas com alcance superior a 70 quilômetros à Ucrânia. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/pGXd8Mi5zUQKnBD3dlmEozTTOFM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/r/W/LFt51mRHmGAmWoVMqCqg/ap24257458588415.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Aliados, autorizam, Ucrânia, usar, mísseis, longo, alcance, diz, Alemanha, Kremlin, chama, decisão, perigosa</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Quem é Brigitte Macron: primeira&#45;dama da França já foi vítima de fake news e de ofensa de Bolsonaro</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/quem-e-brigitte-macron-primeira-dama-da-franca-ja-foi-vitima-de-fake-news-e-de-ofensa-de-bolsonaro</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/quem-e-brigitte-macron-primeira-dama-da-franca-ja-foi-vitima-de-fake-news-e-de-ofensa-de-bolsonaro</guid>
<description><![CDATA[      Nesta segunda-feira (26), o nome de Brigitte voltou a ser alvo de polêmica depois que a imprensa registrou um &#039;tapa&#039; dela no rosto do marido, Emmanuel Macron. Vídeo mostra momento em que mão atinge rosto de presidente da França
Brigitte Macron, a primeira-dama da França, voltou às manchetes internacionais nesta segunda-feira (26), depois que a imprensa registrou um &#039;tapa&#039; dela no rosto do marido, Emmanuel Macron, quando os dois chegavam para uma visita oficial ao Vietnã.
Não é a primeira vez que a francesa, de 72 anos, vê seu nome envolvido em polêmica. 
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
VÍDEO: Após &#039;tapa&#039;, esposa de Macron nega dar o braço ao presidente da França
Em visita ao Rio, Brigitte Macron elogiou a cidade: &#039;Quero ficar&#039;
Desde 2017, ano da eleição do marido, teorias conspiratórias nas redes sociais afirmam, regularmente, que Brigitte seria, na verdade, uma mulher transgênero, cujo nome de nascimento é Jean-Michel.
Em setembro do ano passado, duas mulheres foram condenadas por cumplicidade na difamação pública desses rumores transfóbicos sobre a primeira-dama.
Brigitte Trogneux, mulher do novo presidente da França, Emmanuel Macron, após votar no segundo turno da eleição
Thibault Camus/AP
Ofensas do antigo governo brasileiro
Em 2019, o nome de Brigitte dominou as redes sociais no Brasil quando o então presidente, Jair Bolsonaro, respondeu de forma desrespeitosa o post de um apoiador que comparava a primeira-dama francesa com Michelle Bolsonaro.
&quot;Não humilha, cara. kkkk&quot;, escreveu Bolsonaro sobre uma foto mostrando os dois casais com o comentário: &quot;Entende agora porque Macron persegue Bolsonaro?&quot;.
Dois dias depois, com a grande repercussão do print do comentário, que foi apagado depois pelo presidente brasileiro, Emmanuel Macron respondeu:
&quot;O que eu posso dizer? É triste. Eu penso que as mulheres brasileiras têm, sem dúvida, vergonha de ler isso de seu presidente. Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que eles rapidamente tenham um presidente que se comporte à altura&quot;.
O presidente Jair Bolsonaro respondeu, no sábado (24), a um comentário sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron.
Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro
A própria Brigitte se pronunciou sobre o caso depois. Em português, ela agradeceu às mensagens de apoio que recebeu de brasileiros. A hashtag #DesculpaBrigitte foi uma das mais compartilhadas nas redes.
Duas semanas depois, o então ministro da Economia do governo, Paulo Guedes, falou sobre a polêmica e ofendeu novamente a primeira-dama: &quot;A mulher é feia mesmo&quot;.
Brigitte foi professora de Macron
Emmanuel e Brigitte Macron se conheceram quando o presidente francês ainda era menor de idade. Os dois têm uma diferença de idade de 24 anos e a francesa era sua professora de teatro na escola em que ele estudava em Amiens.
Aos 17 anos, Emmanuel disse à atual esposa que iria casar com ela algum dia. Em 2007, cumpriu a promessa. 
Na época que se conheceram, Brigitte Trogneux, herdeira de uma empresa de chocolates conhecida por seus macarons, era casada com o banqueiro André Auzière e já tinha três filhos. 
Em sua cerimônia de casamento, o próprio Macron comentou que eles não formam &quot;um casal muito comum, muito normal - não que eu goste muito deste adjetivo - mas é um casal que existe&quot;. 
O presidente eleito Emmanuel Macron e sua mulher, Brigitte Trogneux, comemoram a vitória em palco montado em frente ao Museu do Louvre
REUTERS/Benoit Tessier
Brigitte como primeira-dama
Brigitte demitiu-se de seu emprego como professora após o marido assumir como ministro da Economia, em 2014, e tornou-se sua conselheira.
Segundo a imprensa francesa, ela tem o crédito de ter influenciado a visão do marido sobre mulheres na política. Em uma entrevista à revista &quot;Vanity Fair&quot;, antes de chegar à Presidência, ele disse que ela teria papel ativo em seu governo.
&quot;Se eu for eleito - não, desculpe, quando nós formos eleitos - ela vai estar lá, com um papel e um lugar para ocupar. Ela terá uma presença, ela terá voz, uma visão das coisas. Ela estará do meu lado, como sempre esteve, mas ela também terá um papel público&quot;, afirmou.
Durante a campanha das eleições presidenciais, caricaturas fizeram piada às custas do casal, mostrando Macron como um estudante que recebe instruções de sua mulher. 
Marine Le Pen, líder da extrema direita da França e rival de Macron nas urnas, também fez provocações sobre a origem do relacionamento do casal durante um debate na TV. Olhando para suas anotações, sorriu sarcasticamente e disse: &quot;Sr. Macron, vejo que está tentando jogar professor e aluno comigo, mas esta não é a minha&quot;. 
Em 2023, a primeira-dama denunciou um ataque contra um sobrinho-neto, que foi espancado do lado de fora da loja de chocolates de sua família, aparentemente com motivação política. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/1qINaCDhetmP9-6JWn7iECX31_8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/S/p/pEnC4mRZabW64eEXJhBA/brigitte.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Quem, Brigitte, Macron:, primeira-dama, França, já, foi, vítima, fake, news, ofensa, Bolsonaro</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Como o Ártico se transformou numa das regiões mais disputadas por potências globais</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/como-o-artico-se-transformou-numa-das-regioes-mais-disputadas-por-potencias-globais</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/como-o-artico-se-transformou-numa-das-regioes-mais-disputadas-por-potencias-globais</guid>
<description><![CDATA[      À medida que o gelo do Ártico derrete, as potências globais aproveitam novas oportunidades para extrair petróleo, acelerar o comércio e aumentar sua presença militar. Ártico se tornou numa das regiões mais disputadas por potências globais.
BBC
Assim que Magnus Mæland se tornou prefeito de uma pequena cidade no extremo norte da Noruega, no fim de 2023, três delegações da China bateram à sua porta.
&quot;É porque eles querem ser uma superpotência polar&quot;, ele diz.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A China pode não vir logo à mente quando se pensa no Ártico, mas está determinada a ser um grande protagonista na região. O país asiático tem competido para comprar imóveis, se envolver em projetos de infraestrutura e espera estabelecer uma presença regional permanente.
A China já se descreve como um &quot;Estado quase ártico&quot;, embora sua capital regional mais ao norte, Harbin, esteja aproximadamente na mesma latitude de Veneza, na Itália.
Mas o Ártico está se tornando rapidamente uma das regiões mais disputadas do mundo. Pequim enfrenta a forte concorrência da Rússia, da Europa, da Índia e dos EUA.
A corrida pelo Ártico já começou.
Cientistas climáticos afirmam que o Ártico está aquecendo quatro vezes mais rápido do que qualquer outro lugar no planeta. Isso afeta os ecossistemas, a vida selvagem e as populações locais. O Ártico é enorme, abrangendo 4% do globo.
Mas as potências globais veem um novo mundo de oportunidades se abrindo no Ártico devido às mudanças ambientais.
O derretimento do gelo no Ártico facilita o acesso aos incríveis recursos naturais da região — minerais essenciais, petróleo e gás —, estima-se que cerca de 30% do gás natural inexplorado se encontra no Ártico.
E está abrindo possibilidades para novas rotas comerciais marítimas, reduzindo drasticamente o tempo de viagem entre a Ásia e a Europa. No setor de exportação, tempo é dinheiro. A China está desenvolvendo um plano de &quot;Rota da Seda Polar&quot; para o transporte marítimo no Ártico.
Kirkenes espera ser a primeira parada europeia para navios de carga chineses no futuro, mas tem receio de permitir que Pequim tenha muita influência no porto.
BBC
Quando visitei o porto de Kirkenes, pareceu bastante fantasmagórico.
Dentro do Círculo Polar Ártico, no ponto mais ao norte da Noruega continental, a antiga cidade mineradora contrasta fortemente com as montanhas e fiordes cobertos de neve, dignos de cartão-postal, que a cercam.
Há lojas fechadas e armazéns abandonados, diversas janelas quebradas. A cidade parece esquecida e deixada para trás.
Então, você pode imaginar o apelo de possivelmente se tornar o primeiro porto de escala europeu para um grande fluxo de navios porta-contêineres provenientes da Ásia, dependendo da velocidade com que o gelo polar continuar a derreter.
O diretor do porto da cidade, Terje Jørgensen, planeja construir um porto internacional totalmente novo. Seus olhos chegam a brilhar quando ele fala em se tornar a Singapura do Extremo Norte da Europa.
&quot;O que estamos tentando construir aqui em Kirkenes é um porto de transbordo onde três continentes se encontram: América do Norte, Europa e Ásia. Levaremos as mercadorias para terra, e as recarregaremos em outros navios [para posterior exportação]. Não precisamos vender nenhuma terra para ninguém. Nem para uma empresa britânica, nem para uma empresa chinesa.&quot;
Novas leis na Noruega proíbem a transferência de propriedades ou empresas, se a venda puder prejudicar &quot;os interesses de segurança noruegueses&quot;, diz ele. O que eles estão esperando, segundo ele, são diretrizes claras do governo sobre que tipo de infraestrutura crítica isso pode abranger.
O prefeito Mæland certamente parece cauteloso em relação às intenções da China. &quot;Queremos ter um relacionamento com a China, mas não queremos depender da China&quot;, ele afirma.
&quot;A Europa precisa se perguntar: &#039;Até que ponto você quer ser dependente de regimes totalitários e autoritários?&quot;
A abordagem da China de comprar sua passagem para o Ártico está começando a ser rejeitada em todo o Ártico europeu. Tentativas recentes de Pequim de comprar portos marítimos na Noruega e na Suécia e um aeroporto na Groenlândia, por exemplo, foram recusadas.
Isso está jogando a China — a maior superpotência emergente do mundo, com sua sede polar — nos braços do principal ator no Ártico, a Rússia.
A cidade de Kirkenes sentiu o impacto econômico da guerra na Ucrânia, com o desaparecimento dos visitantes russos e a quase extinção do comércio entre fronteiras.
BBC
A Rússia controla uma impressionante metade da costa do Ártico — e está absorvendo os investimentos chineses.
Os dois países também cooperam militarmente no Ártico. A guarda costeira da China entrou no Ártico pela primeira vez em outubro, em uma patrulha conjunta com as forças russas. Os dois países haviam realizado exercícios militares conjuntos no mês anterior. Em julho, bombardeiros de longo alcance de ambos os países patrulharam provocativamente o Oceano Ártico perto do Alasca, nos EUA.
É como se Pequim e Moscou estivessem olhando para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que intensificou seus exercícios no Ártico, e dissessem: Nós também podemos fazer isso.
Todos os países que fazem fronteira com o Ártico são membros da Otan, exceto a Rússia. A Finlândia e a Suécia aderiram à aliança militar após a invasão em grande escala da Ucrânia.
Andreas Østhagen, membro do Instituto independente Fridtjof Nansen, descreve o Ártico como um &quot;um alvo fácil&quot; para a colaboração russo-chinesa.
&quot;A Rússia precisa de investimentos e atores comerciais que estejam interessados em desenvolver os recursos de GNL (gás natural liquefeito) e petróleo do Ártico, ou desenvolver uma rota marítima do norte como via de navegação.&quot;
&quot;A China é esse mercado. Os dois países estão procurando maneiras de expandir sua cooperação política, econômica e até mesmo militar.&quot;
Mas a China faz questão de não se alinhar demais com a Rússia. Ela quer evitar as sanções ocidentais e continuar fazendo negócios com as potências ocidentais, dentro e fora do Ártico.
A Rússia também tem suas reservas.
&quot;Cuidado para não superestimar a relação entre Rússia e China&quot;, adverte Østhagen. &quot;A Rússia continua cautelosa em deixar a China se aprofundar demais no Ártico.&quot;
Moscou depende fortemente de seus recursos naturais lá. E também estaria cortejando outros investidores do Ártico, incluindo os EUA, de acordo com relatos.
A vista do Rio Pasvik para a Rússia, marcada por um posto de fronteira amarelo no lado norueguês, em grande parte sem vigilância.
BBC
A Rússia também conta com o Ártico para armazenar armas estratégicas —principalmente na península de Kola, que está repleta de recursos nucleares e abriga sua lendária Frota do Norte.
Na Noruega, os habitantes de Kirkenes vivem sob a sombra do Urso Russo que mora ao lado. Sempre viveram. A fronteira com a Rússia fica a 10 minutos de carro. E a península de Kola parece desconfortavelmente próxima.
Na época da Guerra Fria, a cidade ficou conhecida como um ninho de espiões —uma linha de frente entre o Ocidente e a União Soviética.
A Noruega acredita que a Rússia está usando o Ártico para treinar novos recrutas para lutar e para pilotar bombardeiros para atacar a Ucrânia.
Embora não esteja diretamente em guerra com a Rússia, a Noruega, e especificamente o norte do país, ao longo de sua fronteira terrestre de aproximadamente 200 quilômetros, se sente sob ataque.
&quot;Vemos isso aqui, localmente&quot;, diz o coronel Jørn Kviller, que conversou com a reportagem perto das águas claras do Rio Pasvik, que separa a Noruega da Rússia. Bem à nossa frente estão os postos de fronteira amarelos da Noruega, e os vermelhos e verdes da Rússia.
Desde a invasão em grande escala da Ucrânia, tem havido incidentes cada vez mais frequentes de interferência de GPS, o que fez com que até os pilotos comerciais mudassem de sistema de navegação. Os casos de espionagem na fronteira — &quot;tudo, desde informações de inteligência de sinais até o envio de agentes para a Noruega&quot; — aumentaram muito, segundo Kviller.
Trump afirma que Putin está &quot;completamente louco&quot;
A Noruega e seus aliados da Otan também estão em alerta contra submarinos espiões russos e outras embarcações no Ártico.
Pude ver como a Noruega monitora essa ameaça, depois que obtivemos autorização para entrar no comando militar conjunto do país, da época da Guerra Fria. Ele fica no interior de uma montanha de quartzo em Bodø, dentro do Círculo Polar Ártico.
Encontramos um labirinto de túneis e salas de vigilância onde a Noruega coleta informações de inteligência em tempo real por terra, ar e mar, com foco em embarcações de aparência suspeita dentro e perto de suas águas árticas. Tudo é compartilhado em tempo real com os aliados da Otan.
Basicamente, qualquer embarcação russa que queira entrar na Europa precisa passar primeiro pelas águas norueguesas.
Os agentes do quartel-general nas montanhas estão atentos a sinais de espionagem e sabotagem em torno do que os oficiais chamam de &quot;infraestrutura crítica&quot; subaquática, como parte da guerra híbrida do Kremlin contra o Ocidente.
Os alvos incluem cabos de comunicação submarinos — que conectam continentes e permitem transações financeiras no valor de trilhões de dólares por dia — e também oleodutos e gasodutos.
A Noruega é um importante fornecedor de gás natural para a Europa, incluindo o Reino Unido, especialmente desde que foram impostas sanções às exportações russas após a invasão em grande escala da Ucrânia.
Moscou vem modernizando suas capacidades militares no Ártico. Possui uma frota considerável de submarinos espiões e nucleares. Se passarem despercebidos, eles podem potencialmente lançar mísseis contra capitais em toda a Europa e também ameaçar os EUA.
Oficiais de inteligência monitoram os movimentos russos nas águas do Ártico a partir do quartel-general militar dentro de uma montanha.
BBC
Os comandantes militares noruegueses ainda mantêm contato semanal com seus homólogos em Moscou.
BBC
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Europa que ela deve fazer mais por sua própria defesa, mas dentro do Ártico há uma &quot;grande sobreposição de interesses&quot;, diz o vice-almirante Rune Andersen, chefe do quartel-general conjunto norueguês.
&quot;Também se trata da defesa da pátria americana... a concentração russa de armas nucleares, as capacidades que a Rússia está implantando não visam apenas a Europa, mas também os EUA&quot;, ele observa.
Andersen não acredita que nenhuma das partes esteja flertando com um conflito aberto no Ártico, mas com o aumento das tensões globais em outros lugares, como na Ucrânia, existe o potencial de repercutir no Ártico.
A equipe do vice-almirante agenda um telefonema de rotina para a Frota do Norte da Rússia todas as quartas-feiras à tarde — para manter os canais de comunicação abertos, segundo eles. Só por via das dúvidas.
Recrutas observam outros navios de guerra da Otan a bordo da fragata norueguesa Otto Sverdrup.
BBC
O vice-almirante Rune Andersen disse à BBC que os aliados da Otan estavam agora oferecendo um efeito dissuasor mais forte contra a Rússia no Ártico.
BBC
Recrutas e oficiais participando de um exercício de disparo a bordo do Otto Sverdrup.
BBC
Se você sair de Kirkenes e seguir em direção ao Polo Norte, vai encontrar o magnífico arquipélago norueguês de Svalbard mais ou menos no meio do caminho. É o lar de blocos de gelo, geleiras e mais ursos polares do que gente.
Svalbard está no centro da disputa entre as potências globais pelos recursos do Ártico. Embora seja norueguês, o arquipélago é governado por um tratado que permite que pessoas de todos os países signatários trabalhem lá sem visto. A maioria está empregada em minas, na área de turismo e pesquisa científica.
Isso pode parecer harmonioso, mas desde a invasão em grande escala da Ucrânia, tem havido uma notável demonstração de poder nacionalista em algumas comunidades daqui.
Isso inclui desfiles militares do assentamento russo para marcar as comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial, o hasteamento de uma bandeira soviética sobre a infraestrutura russa e a crescente suspeita de que os chineses tenham transformado sua estação de pesquisa de Svalbard em uma unidade com dupla finalidade — para espionagem militar.
Independentemente de isso ser verdade ou não, o prefeito local Terje Aunevik diz que seria ingênuo sugerir que não há coleta de informações de inteligência nos centros de pesquisa dos diferentes países.
&quot;É claro que há... Acho que o mundo foi dominado pelo FOMO [medo de ficar de fora] do Ártico.&quot;
No dia em que cheguei a Svalbard, era Dia Nacional da Noruega. As ruas estavam tomadas por um desfile de mães, pais e crianças da escola local, vestidos com o traje nacional norueguês.
Longyearbyen é a cidade mais setentrional do mundo. A luz do Sol brilha nas águas do Ártico abaixo da rua principal e nas montanhas cobertas de neve e gelo ao redor.
Para onde quer que eu olhe, vejo vitrines de lojas, carrinhos de bebê e penteados adornados com as cores da bandeira norueguesa. Talvez eu tenha imaginado isso, mas em meio a toda a alegria, parecia que havia outro sentimento não dito naquele dia, um lembrete: &quot;Svalbard pertence a nós!
O clima crescente de rivalidades nacionais no Ártico não é isento de consequências.
As pessoas em Svalbard celebram o Dia Nacional da Noruega.
BBC
O derretimento do gelo no Ártico está abrindo possibilidades para rotas comerciais mais rápidas entre a Ásia e a Europa.
BBC
As comunidades indígenas da região, das quais pouco mais da metade vive no Ártico russo, muitas vezes sentem que há uma falha por parte daqueles que estão no poder em reconhecer os direitos dos povos que há muito tempo chamam a região de lar.
Miyuki Daorana, uma jovem ativista da Groenlândia que representa a comunidade indígena inuíte, diz que quando Donald Trump alegou que queria comprar o país durante seu primeiro mandato na presidência, eles acharam graça. Mas, desta vez, a sensação é diferente, segundo ela.
&quot;Devido à atual situação política global, com os jogos de poder e a disputa por recursos, é muito mais sério.&quot;
Ela e outros membros de comunidades indígenas acusam os países europeus de usar a &quot;crise climática&quot; como desculpa para &quot;extrair e invadir terras indígenas&quot;.
&quot;É algo que chamamos de colonialismo verde ou agressão do desenvolvimento, em que eles realmente querem tirar cada vez mais das terras&quot;, diz ela.
&quot;[O Ártico] não é apenas um tema para nós. Não é apenas um interesse, não é um estudo. É literalmente nossas vidas, lutas e emoções reais e injustiças bastante desiguais.&quot;
&quot;O governo e os políticos deveriam trabalhar para as pessoas. Mas eu não vejo isso. São, em sua maioria, palavras diplomáticas.&quot;
Não faz muito tempo, costumava-se ouvir falar da excepcionalidade do Ártico, em que os oito países que fazem fronteira com o Ártico — Canadá, Rússia, EUA, Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia — junto a representantes de seis comunidades indígenas do Ártico e outros países observadores, incluindo a China e o Reino Unido, deixariam de lado as diferenças políticas para trabalhar juntos para proteger e governar essa parte incrível do mundo.
Mas estamos agora em uma época de grandes políticas de poder. Cada vez mais, os países agem de acordo com seus próprios interesses.
Com tantas nações rivais agora no Ártico, os riscos de má interpretação ou erro de cálculo são altos. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/peAH81_90TuWg4QqEWNcG3mKUt8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/u/5/yPXciAS8u26MiRdh07nA/thumbnail-image010.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Como, Ártico, transformou, numa, das, regiões, mais, disputadas, por, potências, globais</media:keywords>
</item>

<item>
<title>VÍDEO: Após &amp;apos;tapa&amp;apos;, esposa de Macron nega dar o braço ao presidente da França</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/video-apos-tapa-esposa-de-macron-nega-dar-o-braco-ao-presidente-da-franca</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/video-apos-tapa-esposa-de-macron-nega-dar-o-braco-ao-presidente-da-franca</guid>
<description><![CDATA[      Cena ocorreu após imagens mostrarem mãos de Brigitte atingindo o rosto do presidente francês quando o casal desembarcava em Hanói, no Vietnã. Ele negou briga e disse que era uma &#039;brincadeira&#039;.  Após &#039;tapa&#039;, esposa de Macron nega dar o braço para o marido
Emmanuel Macron e a esposa, Brigitte Macron, protagonizaram mais uma cena incomum nesta segunda-feira (26) ao desembarcarem no Vietnã. Após o gesto dentro do avião que pareceu um tapa no rosto do presidente francês, a primeira-dama se recusou a dar o braço ao marido. 
Esse era um costume do casal, feito antes de descerem a escada da aeronave. 
Imagens do desembarque mostram Macron estendendo o braço para Brigitte. Ela, no entanto, não reage e desce segurando o corrimão da escada, sem tocar no marido.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
QUEM É BRIGITTE MACRON: primeira-dama da França já foi vítima de fake news e de ofensa de Bolsonaro 
Após forte repercussão do caso, Macron minimizou o flagra do gesto de Brigitte empurrando seu rosto e disse que se tratava de uma &quot;brincadeira&quot; durante uma &quot;discussão&quot;. 
&quot;Eu estava discutindo, ou melhor, brincando, com minha esposa&quot;, disse Macron a repórteres em Hanói. &quot;Não é nada&quot;.
O que aconteceu no avião presidencial 
Vídeo mostra momento em que mão atinge rosto de presidente da França
As imagens mostram a porta do avião presidencial se abrindo e o presidente francês discutindo com alguém, sem aparentemente perceber que a porta foi aberta. 
Em seguida, Brigitte surge ao lado e coloca as duas mãos no rosto de Macron, empurrando-o levemente. (Veja acima)
Macron parece surpreso, vira rapidamente e acena para a imprensa. O casal desce as escadas do avião e o presidente estende o braço para a esposa, como é seu costume, mas ela não aceita.
O vídeo, que viralizou rapidamente, provocou uma avalanche de comentários nas redes sociais.
Um assessor de Macron descreveu o incidente como uma inofensiva &quot;briga&quot; de casal.
Já outro membro do círculo de Macron minimizou o incidente à agência de notícias AFP: &quot;Foi um momento em que o presidente e sua esposa estavam relaxando antes do início da viagem, estavam brincando&quot;, disse a fonte, que pediu anonimato. &quot;É um momento de cumplicidade&quot;, acrescentou. 
Momento em que presidente da França, Emmanuel Macron, desembarca em Hanoi, no Vietnã, e uma mão aparenta atingir seu rosto, em 25 de maio de 2025.
Reuters TV via Reuters
Brigitte é 24 anos mais velha que Macron e ex-professora de teatro do presidente francês. Eles são casados desde 2007. 
O líder francês já admitiu que eles não formam &quot;um casal muito comum&quot;, e o início de sua relação é cercado de polêmicas. Macron era estudante de uma escola privada em Amiens quando se conheceram, e seus pais suspeitaram de possível envolvimento enquanto ele ainda era menor de idade, segundo sua biógrafa.
O Vietnã é a primeira escala de uma viagem de quase uma semana de Macron pelo sudeste asiático, durante a qual também visitará Indonésia e Singapura. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/-Rv5e6-9KbTvUtjo-R7QGSuudPU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/I/U/IBC7ulQrWU82MQfsWqmQ/2025-05-26t094203z-1129458374-rc2lpea8nebk-rtrmadp-3-vietnam-france-macron-wife.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>VÍDEO:, Após, tapa, esposa, Macron, nega, dar, braço, presidente, França</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Manifestantes israelenses invadem galpão de agência da ONU em Jerusalém Oriental</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/manifestantes-israelenses-invadem-galpao-de-agencia-da-onu-em-jerusalem-oriental</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/manifestantes-israelenses-invadem-galpao-de-agencia-da-onu-em-jerusalem-oriental</guid>
<description><![CDATA[      Integrantes do grupo gritaram &#039;morte aos árabes&#039; durante invasão, que teve a presença de parlamentar israelense. A UNRWA foi banida por Israel em 2024 por acusações de envolvimento com ataque terrorista de 7 de outubro de 2023. Sacos de alimentos da Agência da ONU para Refugiados em Gaza (UNRWA) são posicionados em Rafah
Mohammed Salem/Reuters
Manifestantes israelenses invadiram um galpão da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA), em Jerusalém Oriental nesta segunda-feira (26), informou o órgão.
A invasão ocorreu durante uma marcha anual para comemorar a conquista da parte oriental da cidade por Israel. Grupos de jovens judeus israelenses participaram do ato, que passava por bairros muçulmanos na Cidade Antiga de Jerusalém.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Durante o ato, dezenas desses manifestantes, incluindo um membro do parlamento israelense, forçaram a entrada no galpão da UNRWA, segundo o coordenador da agência na Cisjordânia, Roland Friedrich.
O galpão está em grande parte vazio desde janeiro deste ano, quando os funcionários foram orientados a não comparecer por questões de segurança. A ONU afirma que não abandonou o complexo e que ele está protegido pelo direito internacional.
Alguns dos manifestantes que compunham o grupo invasor gritaram “morte aos árabes” e &quot;que sua aldeia queime&quot;, e assediaram residentes palestinos na Cidade Antiga de Jerusalém.
A UNRWA foi banida por Israel em 2024, que acusa a agência de ter relação com o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023. A invasão do galpão teve participação de Yulia Malinovsky, uma das parlamentares israelenses responsáveis pela lei que baniu a agência.
A polícia israelense não se pronunciou sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
França e Reino Unido reagem à fala do primeiro ministro de Israel
A UNRWA esteve no centro de uma polêmica em 2024. Em janeiro, uma investigação interna foi aberta na agência para apurar um possível envolvimento de 12 de seus funcionários nos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023. As informações foram passadas por autoridades israelenses. Em agosto, a ONU afirmou que nove funcionários da UNRWA &quot;podem estar envolvidos&quot; nos ataques.
A agência da ONU foi estabelecida há cerca de 75 anos para atender refugiados palestinos da guerra de 1948, durante a criação do Estado de Israel. A atuação do órgão, principal organização das Nações Unidas que fornece serviços de ajuda e educação a milhões de palestinos na Cisjordânia ocupada e em Gaza, está descrita em acordo firmado entre Israel e ONU de 1967.
O banimento da agência em Israel, aprovado pelo parlamento israelense em outubro de 2024, proibiu todas as atividades da UNRWA no território israelense, incluindo em Jerusalém Oriental. A agência classificou o banimento como &quot;ultrajante&quot; e afirmou que pode causar o colapso do atendimento humanitário nos territórios palestinos.
Marcha do Dia de Jerusalém
Policiais israelenses entram em confronto com jovens israelenses durante marcha do Dia de Jerusalém em 26 de maio de 2025.
AP Photo/Ohad Zwigenberg
A marcha dos jovens israelenses nesta segunda-feira (26) comemorou o Dia de Jerusalém, que marca a captura da parte oriental da cidade por Israel, incluindo a Cidade Antiga e seus locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos, durante a guerra do Oriente Médio de 1967.
O evento ameaça aumentar ainda mais as tensões em uma cidade já instável, após quase 600 dias de guerra em Gaza.
Comerciantes palestinos fecharam suas lojas mais cedo e a polícia se posicionou nos becos estreitos antes da marcha, que muitas vezes se transforma em uma procissão turbulenta e por vezes violenta de judeus ultranacionalistas. Em determinado momento, um policial levantou os braços em comemoração, reconheceu um manifestante e foi o abraçar.
Jerusalém está no centro do conflito entre israelenses e palestinos, que veem a cidade como parte essencial de suas identidades nacional e religiosa. Trata-se de um dos pontos mais difíceis do conflito e frequentemente se torna um foco de tensão.
A procissão do ano passado, realizada durante o primeiro ano da guerra em Gaza, viu israelenses ultranacionalistas atacarem um jornalista palestino na Cidade Antiga e fazerem apelos à violência contra palestinos. Há quatro anos, a marcha ajudou a desencadear uma guerra de 11 dias em Gaza.
Ônibus de turismo com jovens judeus ultranacionalistas chegaram próximos aos acessos à Cidade Antiga, trazendo centenas de pessoas de fora de Jerusalém, incluindo de assentamentos na Cisjordânia ocupada por Israel.
A polícia informou ter detido algumas pessoas, sem especificar quantas, e disse ter “agido rapidamente para evitar violência, confrontos e provocações.”
Voluntários de organizações pacifistas, como Standing Together e Free Jerusalem, tentaram se posicionar entre os manifestantes e os moradores para evitar confrontos.
“Esta é a nossa casa, este é o nosso Estado”, gritou um manifestante a uma mulher palestina.
“Vai embora daqui!”, ela respondeu, em hebraico. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/XQoscR1t3HGJY70cTvkbfD8eaMY=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/3/n/etjhxXROA2hBhymDYHOw/2024-03-13t143641z-2-lynxnpek2c0g5-rtroptp-4-israel-palestinos-eua-unrwa.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Manifestantes, israelenses, invadem, galpão, agência, ONU, Jerusalém, Oriental</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Alta abstenção de eleitores retrata a tragédia venezuelana</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/alta-abstencao-de-eleitores-retrata-a-tragedia-venezuelana</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/alta-abstencao-de-eleitores-retrata-a-tragedia-venezuelana</guid>
<description><![CDATA[      Maduro se declara vitorioso em eleições boicotadas pela oposição e que consolidam mais poder para o desacreditado regime chavista. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante campanha para as eleições legislativas em Caracas, na Venezuela, em 22 de maio de 2025.
Ariana Cubillos/ AP
Dois dias antes do voto, o ditador Nicolás Maduro resumiu, com um ato falho, o estado do regime que comanda há 12 anos na Venezuela, ao encerrar a campanha para as eleições legislativas e estaduais:
 “O chavismo é minoria e vai ganhar as eleições&quot;. 
Ele ainda tentou se corrigir, mas a gafe reverberou na velocidade das redes sociais.
Neste domingo (25), as urnas demonstraram que o lapso de Maduro foi certeiro. Cerca de 60% dos eleitores se abstiveram de votar, obedecendo a um boicote convocado pela oposição. E em mais um pleito dominado pelo descrédito, o regime, em minoria, se declarou vitorioso: elegeu 23 governadores e pelo menos 40 das 50 cadeiras em jogo no Parlamento.
O chavismo recuperou os governos de Zulia, Barinas e Nueva Esparta, e diz ter obtido 82% dos votos. A oposição elegeu apenas um governador, José Alberto Galíndez, de Cojedes. 
O ex-governador Henrique Capriles, que desafiou o boicote liderado pela líder opositora María Corina Machado, foi eleito deputado e fará figuração numa bancada minoritária.
Este panorama traduz a tragédia venezuelana em mais uma jornada eleitoral. De um lado, eleitores sendo obrigados a votar pelos comandos chavistas. De outro, a oposição rachada entre o dilema de votar ou não. 
Partido de Maduro vence eleição legislativa e mantém controle do Congresso
Num roteiro conhecido, o regime denunciou planos de sabotagem e prendeu 70 opositores nos dias que antecederam o voto.
Diante disso, as seções eleitorais desertas contrastavam com as de julho de 2024, no pleito em que Maduro se declarou vencedor sem apresentar as atas eleitorais. Desde então, María Corina está na clandestinidade, e Edmundo González, no exílio — ambos reivindicando a vitória por 70% dos votos.
Maduro classificou a envergonhada vitória deste domingo como resiliência do chavismo. O regime apostou no voto como um marco para virar a página do fiasco eleitoral das eleições presidenciais do ano passado, deslegitimado pela comunidade internacional.
O argumento de paz e estabilidade no país, alardeado pelo ditador e seus asseclas, não alcança a maioria dos eleitores venezuelanos, que, desta vez, optou por desprezar o ato de votar como um símbolo de resistência. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/BckjOFvDMKQ5aWfG23mhyaG5JNc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/J/r/XLJoBiRjq8kg5BAaerVg/ap25143104365196.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Alta, abstenção, eleitores, retrata, tragédia, venezuelana</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Ucrânia acusa Rússia de fazer maior ataque de drones da guerra; Trump diz que Putin &amp;apos;ficou louco&amp;apos;</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/ucrania-acusa-russia-de-fazer-maior-ataque-de-drones-da-guerra-trump-diz-que-putin-ficou-louco</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/ucrania-acusa-russia-de-fazer-maior-ataque-de-drones-da-guerra-trump-diz-que-putin-ficou-louco</guid>
<description><![CDATA[      Número recorde de 355 drones foi registrado em bombardeio realizado na madrugada desta segunda (26), um dia após maior ataque aéreo russo contra a Ucrânia no conflito, segundo afirmaram fontes militares ucranianas a agências de notícias. Bombeiros tentam apagar um incêndio após um ataque russo na região de Kiev em 25 de maio de 2025
Serviço de Emergência da Ucrânia/AP
 
Um oficial ucraniano afirmou nesta segunda-feira (26) que a Rússia realizou o maior ataque de drones da guerra, que já dura mais de três anos, na madrugada de domingo para segunda. Este é o segundo dia seguido que a Rússia realiza bombardeios em larga escala contra a Ucrânia.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O bombardeio russo incluiu 355 drones, quantidade maior que em qualquer ataque aéreo anterior, afirmou Yuriy Ihnat, chefe do departamento de comunicações da Força Aérea da Ucrânia, a agências de notícias Associated Press (AP). Os drones utilizados são do tipo Shahed, de fabricação iraniana.
Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, outros nove mísseis de cruzeiro Kh-101 foram utilizados no ataque norturno. Alguns civis ficaram feridos, segundo os relatos oficiais. Ainda não há relatos de mortes até a última atualização desta reportagem.
A utilização recorde de drones em um bombardeio ocorreu um dia após a Rússia ter realizado o maior ataque aéreo do conflito, quando outros 367 projéteis (69 mísseis e 298 drones) foram utilizados contra a Ucrânia. Diversas regiões foram atingidas, incluindo a capital Kiev, ao menos 12 morreram e dezenas ficaram feridos. 
O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que os ataques aéreos na Ucrânia atingiram alvos militares e foram resposta a ataques ucranianos contra civis russos. A Rússia também acusou a Ucrânia de também ter realizado um ataque aéreo. As defesas aéreas derrubaram 220 drones ucranianos nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Defesa russo.
O ataque russo de sábado para domingo gerou uma reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: &quot;Putin ficou louco&quot;, afirmou o líder americano em publicação em sua rede social Truth Social. (Leia mais abaixo)
Os bombardeios russos, os quais autoridades ucranianas descreveram como um fim de semana de &quot;terror&quot;, ocorreram em meio a uma troca recorde de prisioneiros de guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ao todo, 1.000 prisioneiros de guerra foram trocados entre os dois países em três rodadas distintas entre sexta-feira e domingo.
Trump: &#039;Putin ficou louco&#039;
Donald Trump e Vladimir Putin
AP Photo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o presidente russo, Vladimir Putin, de &quot;louco&quot; e disse estar insatisfeito com os bombardeios russos na Ucrânia neste fim de semana.
&quot;Ele [Putin] ficou completamente maluco! (...) Algo aconteceu com ele, está matando um monte de gente desnecessariamente, e não estou falando apenas de soldados. Mísseis e drones sendo lançados contra cidades na Ucrânia sem nenhuma razão&quot;, afirmou Trump em publicação em sua rede social Truth Social.
Mais cedo, o presidente americano já havia demonstrado sua insatisfação com Putin em depoimento a repórteres no aeroporto de Morristown, Nova Jersey. &quot;Não sei o que há de errado com ele. O que diabos aconteceu com ele? Ele está matando muita gente. Não estou feliz com isso&quot;, disse Trump. 
Trump levantou a possibilidade de impor mais sanções à Rússia em resposta aos ataques em andamento. &quot;Sempre me dei bem com ele, mas ele está enviando foguetes para cidades e matando pessoas, e eu não gosto disso nem um pouco&quot;, disse Trump.
A capital ucraniana, Kiev, e outras regiões do país foram alvo de um ataque de grandes proporções de drones e mísseis russos que matou pelo menos 12 pessoas e feriu dezenas neste domingo. Autoridades ucranianas descreveram o ataque como o maior ataque aéreo desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
A Rússia atingiu a Ucrânia com 367 drones e mísseis, o maior ataque aéreo individual da guerra, de acordo com Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/e5TmG8U556FhVoqxbjgNRK4OhqQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/k/W/aZ0M3tQImQYMAAaUxxWw/ap25145202602542.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Ucrânia, acusa, Rússia, fazer, maior, ataque, drones, guerra, Trump, diz, que, Putin, ficou, louco</media:keywords>
</item>

<item>
<title>&amp;apos;Putin ficou louco&amp;apos;: a reação enfurecida de Trump a violento ataque da Rússia à Ucrânia</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/putin-ficou-louco-a-reacao-enfurecida-de-trump-a-violento-ataque-da-russia-a-ucrania</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/putin-ficou-louco-a-reacao-enfurecida-de-trump-a-violento-ataque-da-russia-a-ucrania</guid>
<description><![CDATA[      O presidente dos EUA intensificou suas críticas depois que a Rússia disparou 367 drones e mísseis, o maior número em uma única noite desde a invasão de 2022. Trump criticou Putin e Zelensky neste fim de semana.
Getty Images via BBC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou com raiva seu descontentamento com o líder russo, Vladimir Putin, no domingo (25/5), após o maior ataque aéreo de Moscou contra a Ucrânia até o momento.
&quot;O que diabos aconteceu com ele? Ele está matando muita gente&quot;, disse Trump a jornalistas no Estado de Nova Jersey, chamando Putin de &quot;completamente louco&quot; nas redes sociais.
&quot;Ele ficou completamente LOUCO! Ele está matando muita gente desnecessariamente, e não estou falando só de soldados&quot;, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Trump telefona para Putin e discute cessar-fogo na Ucrânia
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia dito que o silêncio de Washington sobre os recentes ataques russos estava encorajando Putin e pediu &quot;forte pressão&quot; —incluindo sanções mais duras— sobre Moscou.
Pelo menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na Ucrânia na noite de domingo, depois que a Rússia disparou 367 drones e mísseis, o maior número em uma única noite desde a invasão em grande escala de Putin em 2022.
No domingo, a capital ucraniana foi atacada por drones russos pela terceira noite consecutiva, disse o chefe da administração militar da cidade.
Em uma publicação no Telegram, Timur Tkachenko diz que os ataques causaram danos no distrito de Dnipro, mas que não houve mortes.
Críticas a Putin e Zelensky
Sirenes de ataque aéreo alertando para drones e mísseis ainda soavam em muitas regiões da Ucrânia na manhã desta segunda-feira (26/5).
Pelo menos três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em Kharkiv, no nordeste do país, em ataques russos, disse o prefeito da cidade, Ihor Terekhov.
Falando a jornalistas no domingo, Trump disse sobre Putin: &quot;Eu o conheço há muito tempo, sempre me dei bem com ele, mas ele está lançando foguetes em cidades e matando pessoas, e eu não gosto disso nem um pouco.&quot;
Ucrânia acusa Rússia de realizar maior ataque de drones da guerra
Trump conversou com jornalistas no Estado de Nova Jersey.
Getty Images via BBC
Pouco depois, Trump escreveu na Truth Social que Putin &quot;enlouqueceu completamente&quot;.
&quot;Eu sempre disse que ele quer toda a Ucrânia, não apenas parte dela, e isso pode ser verdade, mas se ele fizer isso, levará à queda da Rússia!&quot;
O presidente dos EUA, no entanto, também teve palavras duras para Zelensky, dizendo que &quot;ele não está fazendo nenhum favor ao seu país falando dessa maneira&quot;.
&quot;Tudo o que ele diz causa problemas, eu não gosto, e é melhor ele parar.&quot;
Embora os aliados europeus de Kiev estejam preparando novas sanções contra a Rússia, os EUA indicaram que continuarão tentando mediar negociações de paz. Mas os EUA também alertaram que se retirarão do processo de negociações caso não haja progresso.
Na semana passada, Trump e Putin mantiveram uma conversa por telefone de duas horas na qual discutiram uma proposta de acordo de cessar-fogo dos EUA para interromper os conflitos.
O presidente dos EUA declarou que acreditava que a ligação havia transcorrido &quot;muito bem&quot; e disse que a Rússia e a Ucrânia &quot;iniciariam imediatamente&quot; negociações para um cessar-fogo e o fim da guerra.
Ataques destruíram prédios em Kiev.
Getty Images via BBC
A Ucrânia declarou publicamente que aceitaria um cessar-fogo de 30 dias.
Putin apenas declarou que a Rússia trabalhará com a Ucrânia para redigir um memorando sobre uma &quot;possível paz futura&quot;, uma atitude que o governo ucraniano e seus aliados europeus disseram que é mera tentativa de retardar os esforços de paz.
As primeiras negociações diretas entre a Ucrânia e a Rússia desde 2022 foram realizadas em 16 de maio em Istambul, na Turquia.
Com exceção de uma grande troca de prisioneiros de guerra na semana passada, houve pouco ou nenhum progresso em favor de uma trégua nos combates.
Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território da Ucrânia, incluindo a Crimeia, a península no sudeste da Ucrânia anexada por Moscou em 2014. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/KDYuuhLeeCOGSRjHqTXHR8IOYZk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/U/7/sUla0dTvG7MSl2cHKdNw/thumbnail-image001-81-.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Putin, ficou, louco:, reação, enfurecida, Trump, violento, ataque, Rússia, Ucrânia</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Multidão se reúne na Turquia para festejar cura de menino de 3 anos da leucemia; VÍDEO</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/multidao-se-reune-na-turquia-para-festejar-cura-de-menino-de-3-anos-da-leucemia-video</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/multidao-se-reune-na-turquia-para-festejar-cura-de-menino-de-3-anos-da-leucemia-video</guid>
<description><![CDATA[      Grande festa ocorreu depois que uma publicação do pai do menino nas redes sociais viralizou. Ele contou que, após dois anos de tratamento contra o câncer, o sonho de Ali era soltar balões no céu para comemorar e pediu que mais pessoas se juntassem à família. Multidão se reúne na Turquia para festejar cura de menino de 3 anos da leucemia
Milhares de pessoas se reuniram em Sancaktepe, um distrito de Istambul, na Turquia, para comemorar a cura de um menino de 3 anos após dois anos de tratamento contra a leucemia, neste domingo (25).
A grande festa, que contou até com o apoio do Prefeitura, ocorreu depois que uma publicação do pai do menino nas redes sociais viralizou. 
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Samet Demir, que é dono de uma loja de ferragens local, contou que o sonho do filho era soltar balões no céu para comemorar sua cura e pediu que mais pessoas se juntassem à família.
&quot;Amigos, não temos um círculo grande. Meu filho venceu o câncer e quer soltar balões. Vocês se juntam a nós?&quot;, escreveu.
O apelo tocou muita gente. Um grupo de mais de 200 motociclistas fez questão de participar, um casal recém-casado - ainda com as roupas de gala do casamento - apareceu, e até o prefeito local e o vice-prefeito de Istambul estiveram presentes.
&quot;Não esperávamos tantas pessoas. Que Deus abençoe a todos. Agradeço a todos que nos apoiaram neste dia feliz. Espero que este evento se torne uma fonte de esperança para outros pacientes. Pensei que poucas pessoas viriam, nunca imaginei uma participação tão grande&quot;, agradeceu o pai.
Ali, de 3 anos, no colo do pai
Prefeitura de Sancaktepe / Divulgação via REUTERS
Ali Asaf, que foi diagnosticado com a doença quando tinha apenas 8 meses, estava com uma capa vermelha de super-herói quando subiu ao palco montado para a celebração. Os pais dele foram às lágrimas.
&quot;Foi uma jornada muito difícil. Só quem a vive verdadeiramente entende. Neste dia de alegria, nos sentimos como uma grande família&quot;, afirmou a mãe do garoto, Esra. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/ls5YqNrzOidmSWK7N0R59sLNoUs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/n/t/oE2RfvRtyp7D6ILEmYXg/menino.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Multidão, reúne, Turquia, para, festejar, cura, menino, anos, leucemia, VÍDEO</media:keywords>
</item>

<item>
<title>&amp;apos;Colônia do Brasil?&amp;apos;: Como influência brasileira gera tensão em Portugal</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/colonia-do-brasil-como-influencia-brasileira-gera-tensao-em-portugal</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/colonia-do-brasil-como-influencia-brasileira-gera-tensao-em-portugal</guid>
<description><![CDATA[      Memes sobre &#039;Guiana Brasileira&#039; nas redes sociais são sintomas de uma realidade percebida com cada vez mais nitidez por imigrantes em Portugal — mas também rejeitada por alguns portugueses. Meme &#039;Guiana Brasileira&#039; irrita portugueses nas redes sociais: &#039;Isso não é brincadeira&#039;
&quot;A brasileirização de Portugal é preocupante.&quot; Foi assim que uma página ligada à direita radical reagiu à notícia de que uma rede de supermercados portuguesa passaria a aceitar o PIX como forma de pagamento em algumas de suas filiais em Braga, no norte do país.
O perfil Resistência Lusitana no X (antigo Twitter) compartilha com frequência informações sobre imigração e criminalidade, além de atualizações sobre o partido Chega e seu líder, André Ventura.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Na postagem sobre o método de pagamento direcionado aos imigrantes brasileiros, alguns comentários refletem a mesma preocupação dos moderadores da página: &quot;A brasileirização é a maior ameaça à sobrevivência da identidade portuguesa&quot;, diz um. &quot;Queríamos o contrário, a relusitanização do Brasil&quot;, afirma outro.
Mas a maioria das interações vem de brasileiros, que brincam com a ideia de que a influência sobre o ex-conquistador cresceu tanto, que Portugal passa por um processo de &quot;recolonização&quot;.
Nas redes sociais, portugueses reagiram aos memes
Reprodução/ TikTok
&quot;Super normal que mercados na Guiana Brasileira aceite receber com os métodos de pagamentos brasileiros, não?&quot;, escreve um. &quot;Reparação histórica&quot; e &quot;Quando vcs trouxeram espelhos, álcool e miçangas em 1500, pra usar no BR como dinheiro, tava bom né. N adianta reclamar&quot;, dizem outros.
Os comentários fazem referência a memes que circulam nas redes sociais e que dão tom cômico à rixa entre brasileiros e portugueses, atrelada principalmente ao período da colonização.
Os memes que apelidam Portugal de &quot;Guiana Brasileira&quot; — e outros nomes criativos como &quot;Pernambuco em pé&quot; e &quot;Faixa de Gajos&quot;, para insinuar que o país lusitano é uma nova extensão do Brasil — começaram a circular nas redes sociais nas últimas semanas após o time de futebol feminino do Barcelona utilizar uma expressão típica do Brasil em uma postagem sobre a contratação de uma jogadora portuguesa.
Usuários lusitanos — mais uma vez — reclamaram do &quot;brasileirismo&quot; e acusaram o time de falta de empenho ao utilizarem frases que não fazem parte do cotidiano de Portugal. E a reclamação logo chegou até os brasileiros, que resolveram tomar a piada para si.
E apesar de muitos verem as postagens com humor, alguns portugueses se sentiram provocados e ofendidos.
A rápida ascensão do Chega, partido de direita e anti-imigração que empatou com a esquerda em Portugal
O peso dos brasileiros na eleição de Portugal 
O português de Portugal está ficando mais brasileiro? As expressões ouvidas com cada vez mais frequência no país
O movimento nas redes sociais, assim como o episódio envolvendo a adoção do Pix pelo supermercado em Braga, são sintomas de uma realidade percebida com cada vez mais nitidez por imigrantes em Portugal — mas também rejeitada por alguns portugueses —, que é a influência das expressões culturais brasileiras.
&quot;Há uma comunidade crescente de brasileiros em Portugal e uma população tão grande faz-se notar, ainda mais porque a cultura brasileira não é propriamente silenciosa, mas sim exuberante&quot;, avalia Pedro Góis, professor da Universidade de Coimbra.
Ao todo, mais de 510 mil brasileiros vivem em Portugal atualmente, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Segundo o especialista em sociologia etnicidade e da identidade ouvido pela BBC News Brasil, a onda migratória atual, diferentemente dos fluxos anteriores, engloba migrantes de todas as classes sociais da sociedade brasileira — tornando sua influência maior e mais perceptível.
&quot;Abriram-se muitos negócios brasileiros e há maior contágio da cultura brasileira por meio da música, da dança e da própria língua que chega com muita força através das redes sociais.&quot;
&#039;Brasileiro&#039; e Carnaval nas ruas
A rede de supermercados Continente confirmou à BBC News Brasil que está oferecendo aos seus clientes a possibilidade de utilizarem o Pix para pagar suas compras como parte de um projeto-piloto em 6 lojas na região de Braga.
A cidade no extremo norte de Portugal, aliás, é descrita por muitos como um reduto de imigrantes brasileiros no país.
A concentração é tamanha — são cerca de 15 mil imigrantes brasileiros, ou 8% da população local — que a cidade já é apelidada de Braguil (Braga + Brasil) e seus moradores sul-americanos de bragaleiros.
Segundo a rede Continente, o objetivo ao disponibilizar o Pix em suas lojas é &quot;melhorar a experiência de compra&quot; de todos os seus clientes.
Para atrair a comunidade brasileira, outros comércios no país também tem adotado o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, como a loja de departamento El Corte Inglés, a rede de eletroeletrônicos Worten e estabelecimentos menores.
🚨 🇧🇷 | Na região de Braga, supermercado Continente aceita pagamentos com pix do Brasil.

A brasileirização de Portugal é preocupante. pic.twitter.com/FMPUYj2LzX
— Resistência Lusitana (@resist_lusitana) May 10, 2025
Para além disso, são inúmeras as lojas e supermercados que passaram a vender produtos importados diretamente do outro lado do Atlântico — de alimentos típicos a produtos de beleza. Isso sem contar os muitos restaurantes dedicados à culinária brasileira, alguns até comandados por chefs portugueses.
&quot;Não preciso procurar muito para encontrar um pastel ou uma coxinha quando tenho vontade&quot;, diz Matheus Morais da Silva, de 30 anos. Natural de Mogi das Cruzes, São Paulo, ele mora há pouco mais de 2 anos em Águeda, um município de 14 mil habitantes nos arredores de Aveiro.
E ainda que a população brasileira na pequena cidade seja restrita quando comparada às de outras regiões, Silva diz ouvir o &#039;brasileiro&#039; todos os dias na fábrica onde trabalha.
&quot;São tantos funcionários brasileiros que até os chefes, portugueses, estão se adaptando e usando expressões e gírias brasileiras para se integrar mais com a gente&quot;, diz. &quot;Nos cumprimentam com &#039;Beleza, cara&#039; ou perguntam se ouvimos a última música da Anitta.&quot;
Matheus Silva diz ouvir o &#039;brasileiro&#039; todos os dias na fábrica onde trabalha em Portugal
ARQUIVO PESSOAL
&#039;Grama&#039;, &#039;geladeira&#039;, &#039;dica&#039; e muitas outras palavras e expressões &#039;brasileiras&#039; também têm se tornado cada vez mais comuns no vocabulário dos portugueses, segundo linguistas e estudiosos do tema.
Elas são usadas principalmente por crianças e adolescentes, que seguem com assiduidade influencers e youtubers do Brasil nas redes sociais. Mas mesmo a população mais velha também tem aderido aos brasileirismos.
Em Lisboa, que abriga a maior comunidade brasileira na Europa, segundo o Itamaraty, o &#039;brasileiro&#039; está por toda parte.
A capital portuguesa também recebe todos os anos um dos maiores carnavais fora do Brasil. Em 2025, a Câmara Municipal formalizou a incorporação do Carnaval Brasileiro de Rua no calendário da cidade.
&quot;O Carnaval Brasileiro de Rua já faz parte da nossa identidade&quot;, disse o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, ao assinar o protocolo de cooperação com a Embaixada do Brasil em Portugal que formalizou a data.
Feijoada na universidade
Entre os brasileiros no país, 19 mil estão matriculados em instituições de Ensino Superior portuguesas, segundo o Ministério da Educação. A exportação de estudantes é facilitada pelo reconhecimento da nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por 26 universidades de Portugal para o processo de ingresso.
&quot;Eu não tenho nenhuma turma onde não há estudantes brasileiros&quot;, diz Pedro Góis.
E segundo o sociólogo, todo esse intercâmbio traz muitos benefícios para Portugal. &quot;As universidades usam o mercado brasileiro para exportar seu serviço sem sair de Portugal. E é uma estratégia vantajosa, porque o país recebe a mensalidade e os gastos desses estudantes com moradia, alimentação etc&quot;, diz.
Além disso, afirma, a presença dos imigrantes brasileiros obriga as instituições a rever seus métodos de ensino e sua exigência em torno das normas ortográficas do português europeu.
&quot;Nos obrigou a perceber que a variante da língua que falamos em Portugal é apenas isso, uma variante da língua portuguesa, e que todas as variantes devem ser aceitas.&quot;
E após o término dos estudos, muitos ex-alunos brasileiros continuam vivendo em terras lusitanas após conquistar o diploma, integrando a força de trabalho local.
É o caso de Lara Goulart, 21 anos, que após se formar na Universidade do Algarve trabalha como gerente de mídia social em Faro.
Em seus três anos em Portugal, a paranaense natural de Curitiba diz ter notado um crescimento ininterrupto da influência brasileira no país, especialmente entre os mais jovens.
&quot;Meus amigos e colegas de faculdade portugueses sabem mais sobre as celebridades brasileiras do que eu. Estão sempre por dentro do que acontece entre os influenciadores brasileiros e conhecem todas as músicas famosas&quot;, relata.
&quot;Nas festas que vou em Faro só toca funk&quot;, diz ainda.
&quot;Meus amigos e colegas de faculdade portugueses sabem mais sobre as celebridades brasileiras do que eu&quot;, diz a brasileira Lara, de 21 anos
ARQUIVO PESSOAL
A curitibana também repara que, cada vez mais, os portugueses com quem convive fazem comentários sobre a situação política do Brasil.
&quot;Eu sei que o meme da &#039;Guiana brasileiro&#039; é só uma brincadeira, mas às vezes realmente parece que Portugal se tornou uma colônia do Brasil, porque eles sabem muito mais sobre a gente do que sabemos sobre eles&quot;, afirma.
Em seus anos como estudante de Ciências da Comunicação, Goulart fez parte da associação de estudantes brasileiros da sua universidade. Uma das ações da organização foi instaurar um cardápio típico brasileiro ao menos uma vez por mês no restaurante da instituição. &quot;Até hoje, eles servem feijoada, moqueca, estrogonofe e outros pratos no dia a dia&quot;, conta.
Até nos tribunais
O intercâmbio na área da educação pode crescer ainda mais. O Parlamento português debateu no final de 2024 a possibilidade de integrar professores formados no Brasil ao sistema de ensino local, como uma solução para a crescente falta de docentes em disciplinas específicas.
A proposta dividiu opiniões, com os representantes do partido de direita radical Chega se posicionando contra o projeto. Mas em fevereiro deste ano, o primeiro-ministro Luís Montenegro, do Partido Social Democrata (PSD), disse que há interesse em recrutar docentes brasileiros e acelerar os processos de reconhecimento de diploma dos professores estrangeiros no país.
A validação dos títulos profissionais obtidos no Brasil, aliás, é uma reivindicação de muitos imigrantes que vivem hoje em Portugal.
Duas comunidades que foram bem sucedidas em ter sua demanda acolhida e hoje conquistaram seu lugar no mercado de trabalho lusitano são dentistas e advogados brasileiros.
O fluxo migratório de dentistas aconteceu principalmente na década de 1990. Mas são os advogados que têm provocado uma mudança mais significativa na cultura local, diz Pedro Góis, da Universidade de Coimbra.
Quase 10% dos membros votantes da Ordem dos Advogados Portugueses são brasileiros. Muitos deles conseguiram atuar em terras lusitanas graças a um convênio estabelecido entre a organização e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que permitia que profissionais inscritos em uma das entidades pudessem aderir à outra sem precisar realizar estágio ou provas.
O acordo foi revogado em 2023, mas os advogados já inscritos ou que já tinham dado entrada em seu processo não foram afetados pela decisão.
&quot;Estes advogados trouxeram para Portugal uma cultura muito judicialista do Brasil, que agora começa a aparecer aqui&quot;, diz o sociólogo português Pedro Góis, em referência à prática que leva questões de cunho político ou de responsabilidade de instituições públicas aos órgãos do Poder Judiciário.
Colombina Clandestina é um bloco de carnaval organizado por migrantes brasileiros, em Lisboa
GETTY IMAGES
Segundo o especialista, isso tem acontecido especialmente em processos envolvendo a AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo).
&quot;Quando os prazos para análise de casos de imigrantes que querem se regularizar não são cumpridos, muitos advogados entram com um processo para obrigar o cumprimento&quot;, relata Góis.
E apesar da judicialização ser criticada em muitas esferas do Direito, o sociólogo vê um lado positivo na prática importada do Brasil. &quot;Isso obriga ao Estado a melhorar e a ser mais ágil na resposta&quot;, opina.
&#039;Ameaça nacional&#039;
Mas nem todos em Portugal veem a influência da cultura, costumes e da variante linguística brasileiras como positivas.
Apesar das brincadeiras sobre o tema nas redes sociais terem provocado reações divertidas de muitos portugueses, outros se mostraram ofendidos.
&quot;O meme Guiana Brasileira é um grande desrespeito ao povo português, aos seus 900 anos de história e àquilo que Portugal significa para o mundo. É uma verdadeira ameaça nacional e tem que ser mesmo encarada como uma ameaça nacional e a nossa existência e autonomia&quot;, disse o influenciador Lucas Claro em um vídeo postado em sua página no TikTok.
Em entrevista à BBC News Brasil, o português de 24 anos, natural da Margem Sul do Tejo, em Lisboa, disse entender que as postagens sobre &quot;recolonização de Portugal&quot; são uma forma do povo brasileiro se afirmar perante outros povos, mas reafirmou sua opinião de que se trata de uma &quot;falta de respeito&quot;.
&quot;E não condiz com a realidade&quot;, diz ele. &quot;A influência brasileira aqui em Portugal é limitada e muitos portugueses nem conhecem a cultura. Eu, por acaso, gosto do açaí, gosto do funk, mas há muitos portugueses que não gostam.&quot;
Sobre a influência da variante brasileira da língua portuguesa, Claro afirma também não perceber uma influência tão grande.
O influenciador nota ainda que, com o crescimento da direita radical em Portugal e no mundo, memes como esse podem contribuir para a hostilidade contra os imigrantes no país. &quot;Há portugueses que são fanáticos e eu acho que estes memes ativam uma discriminação que é má para os brasileiros que estão aqui&quot;, diz.
Memes criados por brasileiros apelidaram Portugal de &quot;Guiana Brasileira&quot; — e outros nomes criativos — para insinuar que o país lusitano é uma nova extensão do Brasil
Rede X
Outros vídeos publicados nas redes sociais por portugueses também demostram que nem todos veem os memes como apenas piadas.
&quot;Cada um tem as suas culturas. Vocês fiquem com o Brasil de um lado do Atlântico que nós ficamos com Portugal do outro lado. Não se tentem convencer que um dia Portugal será brasileiro&quot;, disse Bruno, outro usuário, no TikTok.
Páginas como a Resistência Lusitana, que criticam a &quot;brasileirização de Portugal&quot;, também não são incomuns.
Geralmente, esses mesmos perfis também compartilham vídeos e textos em apoio a políticas anti-imigração e, por vezes, conteúdos xenofóbicos.
O perfil Identidade e Futuro, que tem cerca de 8 mil seguidores no Facebook, faz postagens em defesa da &quot;reimigração&quot;, como os grupos de direita radical chamam a expulsão ou o retorno forçado de imigrantes aos seus países de origem.
A página listou em um post recente as &quot;consequências de se estar a transformar Portugal num novo Brasil&quot;. Segundo os autores, a influência brasileira tem produzido aumento da criminalidade, perda de postos de trabalho pelos portugueses, foco do Estado nos imigrantes e uso incorreto da língua portuguesa.
O discurso anti-imigração no país também impulsiona os casos de agressão. Entre 2017 e 2021, as denúncias de xenofobia contra brasileiros em Portugal cresceram 505%, segundo balanço da Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial do país.
O paulista Matheus da Silva diz ser alvo frequente de comentários preconceituosos feitos por portugueses em suas redes sociais. Recentemente, também foi vítima de um ataque verbal nas ruas de sua cidade.
&quot;Volta para a sua terra, aqui não é o seu lugar&quot;, relatou ter ouvido de um homem português durante um breve desentendimento no trânsito.
A BBC News Brasil procurou as páginas Resistência Lusitana e Identidade e Futuro, para entrevista, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.
Ressentimento x dificuldade de confrontar o passado
Para a historiadora e professora da Universidade de Oklahoma Patricia Martins, há entre a sociedade portuguesa uma visão idealizada do imperialismo português, além da ausência de uma revisão crítica sobre o período colonial, especialmente no ensino básico.
Isso, diz a portuguesa especialista em história colonial e raça, pode ajudar a explicar a forma como alguns portugueses reagiram aos memes nas redes sociais.
&quot;Portugal ainda carrega muitas feridas abertas difíceis de confrontar do Império, ao mesmo tempo em que há uma necessidade entre os portugueses de silenciar ou de não querer olhar para o colonialismo&quot;, afirma.
Para a pesquisadora, já há no Brasil uma discussão avançada sobre o passado como colônia e o racismo fruto dessa exploração e da escravidão, enquanto em Portugal esse debate ainda é muito incipiente.
Ainda segundo Martins, o movimento de resistência à imigração e à presença brasileira em Portugal acompanha o fenômeno do avanço da direita radical na Europa e no mundo.
&quot;A extrema-direita tem muita capacidade de cooptar as redes sociais e, com o seu crescimento, há também o crescimento de uma certa ansiedade nacionalista e pânico moral&quot;, diz a portuguesa.
&quot;E em Portugal essa ansiedade passa pela comunidade brasileira, mas também — e às vezes até mais — por outras comunidades imigrantes que estão a crescer.&quot;
Adriana Capuano, socióloga e professora da Universidade Federal do ABC (UFABC), também vê uma conexão entre os fenômenos. Segundo a pesquisadora da migração internacional, é comum que grandes ondas migratórias criem tensão entre culturas.
E as piadas e memes criados por brasileiros nas redes sociais podem acirrar ainda mais as questões mal resolvidas, diz Capuano.
&quot;Os memes ferem não somente a ideia de nação portuguesa, mas toca sobretudo na melancolia ou ressentimento que parece haver em Portugal em relação ao passado do país como potência mundial&quot;, opina.
Ainda segundo a socióloga, pode haver uma dificuldade, especialmente entre os portugueses mais velhos, de compreender a &quot;jocosidade&quot; das redes sociais.
Gravura mostra família de colonizadores portugueses no Brasil, por volta de 1820
GETTY IMAGES
Por outro lado, diz a estudiosa brasileira, o comportamentos dos usuários brasileiros parece ter como plano de fundo um ressentimento em relação ao passado e à colonização por Portugal — e também aos casos de xenofobia vividos pelos imigrantes.
&quot;Além do ressentimento pela colonização, há um sentimento de revanche muito contemporâneo de quem está vivendo em Portugal e se vê no dia a dia subjugado a algumas situações desconfortáveis&quot;, diz Adriana Capuano.
&quot;A brincadeira é uma forma de escape&quot;, resume.
Já o professor Pedro Góis, da Universidade de Coimbra, afirma que apesar da crescente influência em diversos setores da sociedade lusitana, a ideia de uma &quot;brasileirização de Portugal&quot; é um exagero.
&quot;É uma mistura natural que está a acontecer. Não é uma invasão&quot;, diz. &quot;E está longe de ser uma colonização, é mais uma partilha.&quot;
O sociólogo também minimiza os efeitos das piadas na internet. &quot;Os memes fazem parte desse processo de contato entre as duas culturas e não vejo como algo de todo negativo ou que possa colocar em risco as relações luso-brasileiras.&quot;
Entenda como funciona o visto de procura de trabalho em Portugal ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/h2MIE8DUYVaRUS02RqfSH60DfWs=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/S/G/U6PEiNQyG8nBkpUNDoAA/389d4030-3579-11f0-8947-7d6241f9fce9.png.webp" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Colônia, Brasil:, Como, influência, brasileira, gera, tensão, Portugal</media:keywords>
</item>

<item>
<title>VÍDEO mostra momento em que mãos de primeira&#45;dama da França atingem rosto de Macron em desembarque</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/video-mostra-momento-em-que-maos-de-primeira-dama-da-franca-atingem-rosto-de-macron-em-desembarque</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/video-mostra-momento-em-que-maos-de-primeira-dama-da-franca-atingem-rosto-de-macron-em-desembarque</guid>
<description><![CDATA[      Imagens do momento em que portas de avião presidencial se abriram após chegada de Macron em Hanói, no Vietnã, mostraram que a primeira-dama Brigitte atinge rosto do presidente. Macron negou briga e disse que era uma brincadeira.  Vídeo mostra momento em que mão atinge rosto de presidente da França
O gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron, minimizou as imagens que viralizaram ao mostrar o momento em que a primeira-dama, Brigitte Macron, empurra o rosto de seu marido durante o desembarque do casal em Hanói, no Vietnã, nesta segunda-feira (26). 
As imagens mostram que, no momento em que a porta do avião presidencial se abre, o presidente trava uma discussão com alguém, sem aparentemente perceber que a porta foi aberta. Os braços de sua esposa, Brigitte, emergem do lado esquerdo da porta. Ela coloca as duas mãos no rosto do marido e o empurra. (Veja acima)
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Macron parece surpreso, vira rapidamente e acena para a imprensa. O casal desce as escadas do avião e o presidente estende o braço para a esposa, como é seu costume, mas ela não aceita.
O vídeo, que viralizou rapidamente, provocou uma avalanche de comentários nas redes sociais.
Após a forte repercussão do caso, o presidente francês se pronunciou e disse tratar-se apenas de uma &quot;brincadeira&quot;. &quot;Eu estava discutindo, ou melhor, brincando, com minha esposa&quot;, disse Macron a repórteres em Hanói. &quot;Não é nada&quot;. 
Um assessor do presidente descreveu o incidente como uma inofensiva &quot;briga&quot; de casal.
Já outro membro do círculo de Macron minimizou o incidente à agência de notícias AFP: &quot;Foi um momento em que o presidente e sua esposa estavam relaxando antes do início da viagem, estavam brincando&quot;, disse a fonte, que pediu anonimato. &quot;É um momento de cumplicidade&quot;, acrescentou. 
Momento em que presidente da França, Emmanuel Macron, desembarca em Hanoi, no Vietnã, e uma mão aparenta atingir seu rosto, em 25 de maio de 2025.
Reuters TV via Reuters
QUEM É BRIGITTE MACRON: primeira-dama da França já foi vítima de fake news e de ofensa de Bolsonaro 
Brigitte é 24 anos mais velha que Macron e ex-professora de teatro do presidente francês. Eles são casados desde 2007. 
O líder francês já admitiu que eles não formam &quot;um casal muito comum&quot;, e o início de sua relação é cercado de polêmicas. Macron era estudante de uma escola privada em Amiens quando se conheceram, e seus pais suspeitaram de possível envolvimento enquanto ele ainda era menor de idade, segundo sua biógrafa.
O Vietnã é a primeira escala de uma viagem de quase uma semana de Macron pelo sudeste asiático, durante a qual também visitará Indonésia e Singapura. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/-Rv5e6-9KbTvUtjo-R7QGSuudPU=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/I/U/IBC7ulQrWU82MQfsWqmQ/2025-05-26t094203z-1129458374-rc2lpea8nebk-rtrmadp-3-vietnam-france-macron-wife.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>VÍDEO, mostra, momento, que, mãos, primeira-dama, França, atingem, rosto, Macron, desembarque</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Bombardeio israelense em escola que abrigava deslocados em Gaza deixa 36 mortos</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/bombardeio-israelense-em-escola-que-abrigava-deslocados-em-gaza-deixa-36-mortos</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/bombardeio-israelense-em-escola-que-abrigava-deslocados-em-gaza-deixa-36-mortos</guid>
<description><![CDATA[      Vítimas incluem mulheres e crianças, segundo autoridades de saúde da Faixa de Gaza. Ao todo, 52 palestinos morreram em ataques israelenses no território nesta segunda (26). Palestinos embalam corpos de mortos após bombardeio israelense a escola usada como abrigo de palestinos em 26 de maio de 2025.
AP Photo/Jehad Alshrafi
Um ataque israelense contra uma escola que abrigava pessoas deslocadas em Gaza matou 36 pessoas e deixou dezenas de feridos na manhã desta segunda-feira (26), madrugada de domingo no horário de Brasília, segundo autoridades de Saúde locais.
Médicos disseram que as dezenas de vítimas do ataque à escola, no bairro de Daraj, na Cidade de Gaza, incluíam mulheres e crianças.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Alguns corpos estavam gravemente queimados, de acordo com imagens que circularam nas redes sociais e reportadas pela agência de notícias Reuters.
Ao todo, 52 palestinos morreram em ataques israelenses no território nesta segunda (26), segundo a Defesa Civil de Gaza.
Israel intensificou suas operações militares em Gaza no início de maio, dizendo que está buscando eliminar as capacidades militares e governamentais do grupo terrorista Hamas e trazer de volta os reféns restantes que foram capturados em outubro de 2023.
Homem chora em funeral de vítimas palestinas de ataque israelense ao hospital Nasser, em Khan Younis, na Faixa de Gaza
Hatem Khaled/Reuters
O exército israelense disse que forças israelenses atacaram um centro de controle do Hamas durante a noite de domingo (25), visando uma instalação que era usada para &quot;planejar e reunir inteligência para executar ataques terroristas contra civis e tropas israelenses&quot;.
Apesar da crescente pressão internacional que levou Israel a suspender o bloqueio ao fornecimento de ajuda humanitária diante dos alertas de fome iminente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse na semana passada que Israel controlaria toda a Faixa de Gaza.
Israel assumiu o controle de cerca de 77% do território palestino por meio de forças terrestres ou ordens de evacuação e bombardeios que mantêm os moradores longe de suas casas, disse o gabinete de imprensa de Gaza.
A campanha israelense, desencadeada depois que militantes islâmicos do Hamas atacaram comunidades israelenses em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, devastou Gaza e expulsou quase todos os seus dois milhões de moradores de suas casas.
A ofensiva matou mais de 53 mil pessoas, muitas delas civis, de acordo com autoridades de saúde de Gaza.
Ataques israelenses deixam 23 mortos na faixa de Gaza ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/15Lxkz_tSiw5a36SvVFGA3RT0Zk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/u/I/QBrIqDRcCXRKDVCaVQqg/2025-05-25t110324z-2074298597-rc2voeaqwffw-rtrmadp-3-israel-palestinians-gaza.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Bombardeio, israelense, escola, que, abrigava, deslocados, Gaza, deixa, mortos</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Diretor de organização humanitária apoiada pelos EUA deixa cargo e denuncia falta de humanidade</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/diretor-de-organizacao-humanitaria-apoiada-pelos-eua-deixa-cargo-e-denuncia-falta-de-humanidade</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/diretor-de-organizacao-humanitaria-apoiada-pelos-eua-deixa-cargo-e-denuncia-falta-de-humanidade</guid>
<description><![CDATA[      Fundação Humanitária de Gaza já foi acusada pela ONU de agravar a crise humanitária e promover a realocação forçada de palestinos. Palestinos e grupos de ajuda humanitária suspeitam que Israel esteja gradualmente adotando uma nova tática no norte de Gaza
Reuters
O chefe de uma organização humanitária privada apoiada pelos EUA, encarregada de distribuir ajuda em Gaza usando um plano iniciado por Israel, renunciou no domingo (26). 
Jake Wood, ex-fuzileiro naval dos EUA e diretor executivo da Fundação Humanitária de Gaza nos últimos dois meses, disse em um comunicado que renunciou porque a organização não conseguiu aderir &quot;aos princípios humanitários de humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência, que não abandonarei&quot;.
A declaração de Wood não forneceu mais detalhes e ele não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Autoridades israelenses, palestinas, americanas e da ONU também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
A ajuda humanitária começou a chegar a Gaza aos poucos nos últimos dias, depois que Israel cedeu à pressão internacional após impor um bloqueio desde o início de março. 
Um grupo global de monitoramento da fome alertou que meio milhão de pessoas correm o risco de morrer de fome – um quarto da população do enclave onde Israel e o grupo militante palestino Hamas estão em guerra desde outubro de 2023.
Israel acusou o Hamas de roubar ajuda, o que o grupo nega, e está bloqueando as entregas humanitárias para Gaza até que o Hamas liberte todos os reféns restantes feitos em seu ataque a Israel.
Criada em fevereiro com apoio dos Estados Unidos e de Israel, a  Fundação Humanitária de Gaza é responsável por um novo plano de entrega de ajuda à Faixa de Gaza. A estratégia, no entanto, tem sido alvo de críticas de organizações internacionais, incluindo a ONU, que acusam o projeto de agravar a crise humanitária e promover a realocação forçada de palestinos.
No início deste mês, Wood escreveu uma carta a Israel, dizendo que a fundação não compartilharia nenhuma informação pessoalmente identificável dos destinatários da ajuda com Israel. 
Wood também pediu a Israel que facilitasse o fluxo de ajuda suficiente &quot;usando as modalidades existentes&quot; até que a infraestrutura da fundação esteja totalmente operacional. Ele escreveu que isso era essencial para aliviar a pressão humanitária contínua e aliviar a pressão sobre os locais de distribuição durante os primeiros dias de operação da fundação. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/ttnlFDP3ieG-3V_CTyLvH9TapMM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/v/B/HLlTgATka66huCjUBdsQ/foto-1-palestinos-e-grupos-de-ajuda-humanitaria-suspeitam-que-israel-esteja-gradualmente-adotando-uma-nova-tatica-no-norte-de-gaza.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Diretor, organização, humanitária, apoiada, pelos, EUA, deixa, cargo, denuncia, falta, humanidade</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Eleições na Venezuela: partido governista mantém controle do Congresso em meio à divisão da oposição</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/eleicoes-na-venezuela-partido-governista-mantem-controle-do-congresso-em-meio-a-divisao-da-oposicao</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/eleicoes-na-venezuela-partido-governista-mantem-controle-do-congresso-em-meio-a-divisao-da-oposicao</guid>
<description><![CDATA[      Partido do governo recebeu quase 83% dos votos nas eleições legislativas, segundo Conselho Eleitoral da Venezuela.  O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante campanha para as eleições legislativas em Caracas, na Venezuela, em 22 de maio de 2025.
Ariana Cubillos/ AP
O partido socialista governista da Venezuela obteve sua maioria na Assembleia Nacional nas eleições de domingo (25), conquistando quase 83% dos votos. 
A disputa foi marcada por profunda divisão entre partidos que se opõem ao governo do presidente Nicolás Maduro.
Oposição pede boicote em eleições locais e legislativas na Venezuela 
Alguns dos principais líderes da oposição do país pediram que os eleitores se abstivessem de votar em protesto contra os resultados oficiais da eleição presidencial de julho de 2024, que a oposição diz ter vencido, mas que as autoridades dizem ter sido vencida por Maduro.
Os resultados legislativos de domingo manterão o partido governista no controle do gabinete do procurador-geral e do tribunal superior, cujos membros são eleitos pelos legisladores.
O pleito é a primeira vez que os venezuelanos irão às urnas desde a disputa presidencial do ano passado, que o presidente Nicolás Maduro alegou ter vencido apesar de evidências que indicam vitória da oposição (leia mais abaixo).
No pleito deste domingo, foram esclhidos: 
Deputados estaduais;
285 deputados federais;
Todos os 24 governadores da Venezuela - incluindo, pela primeira vez, o de Essequibo, a região da Guiana que Caracas alega ser seu território.
Cerca de 8,9 milhões participaram da eleição, segundo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Carlos Quintero , o mesmo número das eleições de 2021. Cerca de 21 milhões de eleitores estavam aptos a votar.
Os candidatos da oposição conquistaram apenas um governo, uma queda em relação aos quatro conquistados pelos partidos de oposição em 2021.
Seções vazias
As seções eleitorais em Caracas e outras cidades do interior como San Cristóbal, Maracaibo e Barinas estavam desertas na metade do dia, constataram jornalistas da AFP.
Essa imagem difere do pleito presidencial bastante concorrido de 28 de julho do ano passado, no qual Maduro foi proclamado vencedor em meio a denúncias de fraude.
Os fortes protestos que vieram na sequência dessas eleições terminaram com um saldo de 28 mortes e mais de 2.400 prisões.
O governo mobilizou mais de 400 mil efetivos para a segurança da votação, restringiu as passagens fronteiriças e suspendeu a conexão aérea com a Colômbia após denunciar que ela foi usada por &quot;mercenários&quot; para viajar ao país e atentar contra o processo.
Entre os detidos pelo suposto complô está o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, um aliado próximo de Corina Machado.
&quot;Até agora não houve nenhum incidente&quot;, indicou o ministro da Defesa, Vladimir Padrino
Veja também: ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/BckjOFvDMKQ5aWfG23mhyaG5JNc=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/J/r/XLJoBiRjq8kg5BAaerVg/ap25143104365196.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Eleições, Venezuela:, partido, governista, mantém, controle, Congresso, meio, divisão, oposição</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Terremoto de magnitude 5,8 atinge região de Tarapacá, no Chile</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/terremoto-de-magnitude-58-atinge-regiao-de-tarapaca-no-chile</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/terremoto-de-magnitude-58-atinge-regiao-de-tarapaca-no-chile</guid>
<description><![CDATA[      Informação foi divulgada pelo Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC).  Terremoto de magnitude 5,8 atinge ao Chile
Reprodução/EMSC
Um terremoto de magnitude 5,8 foi registrado na região de Tarapacá, no norte do Chile, nesta segunda-feira (26), segundo informações do Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC).
O tremor ocorreu a uma profundidade de 103 quilômetros, às 23h50 no horário local. 
 Até o momento, não há informações sobre danos materiais ou vítimas.
As autoridades locais seguem acompanhando a situação e orientam a população a seguir as recomendações dos órgãos de emergência.
O terremoto consta no sistema de monitoramento em tempo real do EMSC.
Terremoto de magnitude 5,7 atinge o Chile
EMSC ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/YwIqwp6TMLmwXCwaoig8oBdPGZ0=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/o/C/ZrKpioRpidXeoNsxRAdg/gr2kihuxcae3bqf.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Terremoto, magnitude, 5, 8, atinge, região, Tarapacá, Chile</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Trump diz que não está feliz com Putin por bombardear a Ucrânia</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/trump-diz-que-nao-esta-feliz-com-putin-por-bombardear-a-ucrania</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/trump-diz-que-nao-esta-feliz-com-putin-por-bombardear-a-ucrania</guid>
<description><![CDATA[      A capital ucraniana, Kiev, e outras regiões do país foram alvo de um ataque de grandes proporções de drones e mísseis russos que matou pelo menos 12 pessoas e feriu dezenas neste domingo.  
Bombeiros tentam apagar um incêndio após um ataque russo na região de Kiev em 25 de maio de 2025
Serviço de Emergência da Ucrânia/AP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou neste domingo profunda insatisfação com o bombardeio russo na Ucrânia no fim de semana, dizendo sobre o presidente russo, Vladimir Putin: &quot;Não estou satisfeito com Putin&quot;.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
&quot;Não sei o que há de errado com ele. O que diabos aconteceu com ele? Certo? Ele está matando muita gente. Não estou feliz com isso&quot;, disse Trump a repórteres no aeroporto de Morristown, Nova Jersey, enquanto se preparava para retornar a Washington. 
Trump  levantou a possibilidade de impor mais sanções à Rússia em resposta aos ataques em andamento. &quot;Sempre me dei bem com ele, mas ele está enviando foguetes para cidades e matando pessoas, e eu não gosto disso nem um pouco&quot;, disse Trump.
A capital ucraniana, Kiev, e outras regiões do país foram alvo de um ataque de grandes proporções de drones e mísseis russos que matou pelo menos 12 pessoas e feriu dezenas neste domingo. Autoridades ucranianas descreveram o ataque como o maior ataque aéreo desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
A Rússia atingiu a Ucrânia com 367 drones e mísseis, o maior ataque aéreo individual da guerra, de acordo com Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/e5TmG8U556FhVoqxbjgNRK4OhqQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/k/W/aZ0M3tQImQYMAAaUxxWw/ap25145202602542.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Trump, diz, que, não, está, feliz, com, Putin, por, bombardear, Ucrânia</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Trump diz que quer uma  lista de estudantes estrangeiros de Harvard</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/trump-diz-que-quer-uma-lista-de-estudantes-estrangeiros-de-harvard</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/trump-diz-que-quer-uma-lista-de-estudantes-estrangeiros-de-harvard</guid>
<description><![CDATA[      Ele deu a declaração no avião enquanto voltava para a Casa Branca. Uma juíza de Boston barrou uma decisão de Trump que, na prática, impedia alunos estrangeiros de estudares na Universidade Harvard, a mais antiga dos EUA
Nathan Howard/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump disse neste domingo que quer uma  lista de estudantes estrangeiros de Harvard, de acordo com a agência Reuters. Ele deu a declaração no avião enquanto voltava para a Casa Branca.  
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, revogou na quinta-feira (22) a autoridade da Universidade de Harvard para matricular estrangeiros, ameaçando o futuro de milhares de estudantes e os valiosos recursos que injetam na instituição.
Kristi Noem havia ameaçado no mês passado bloquear os estudantes internacionais, a menos que a universidade entregasse arquivos sobre as &quot;atividades ilegais e violentas&quot; dos titulares de vistos. 
Mas Harvard apresentou uma ação contra a medida e a juíza Allison Burroughs, do tribunal federal de Massachusetts, proibiu na sexta-feira &quot;a administração Trump de implementar (...) a revogação da certificação SEVIS (Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio)&quot;.
A medida do governo foi suspensa até uma audiência judicial preliminar em 29 de maio. Mais de 25% dos alunos de Harvard são estrangeiros. 
O presidente Trump está furioso com Harvard, de onde saíram 162 prêmios Nobel, por rejeitar sua exigência de aceitar a supervisão em termos de admissões e contratações.
A Casa Branca está adotando medidas drásticas contra as universidades americanas em várias frentes, alegando antissemitismo fora de controle nos campi e a necessidade de reverter programas de diversidade direcionados a abordar a opressão histórica de minorias.
A administração ameaçou Harvard com a revisão de 9 bilhões de dólares em financiamento governamental, congelou uma primeira parcela de 2,2 bilhões de dólares em subsídios e 60 milhões de dólares em contratos oficiais. Também deportou uma pesquisadora da Faculdade de Medicina de Harvard. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/Jik1O6sGg61GhutDKO-an4c7-58=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/M/V/9ews7IRNKZnQF9N88q7g/2025-05-23t200814z-412534566-rc2wneajjp3q-rtrmadp-3-usa-trump.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Trump, diz, que, quer, uma, lista, estudantes, estrangeiros, Harvard</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Lula chama de ato &amp;apos;vergonhoso e covarde&amp;apos; ataque de Israel contra Gaza que matou nove filhos de médica</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/lula-chama-de-ato-vergonhoso-e-covarde-ataque-de-israel-contra-gaza-que-matou-nove-filhos-de-medica</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/lula-chama-de-ato-vergonhoso-e-covarde-ataque-de-israel-contra-gaza-que-matou-nove-filhos-de-medica</guid>
<description><![CDATA[      Presidente também disse que os ataques israelenses já não se justificam por ações de defesa ou combate ao terrorismo. Ele voltou a classificar a ofensiva de Israel contra Gaza de &#039;genocídio&#039;.  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou neste domingo (25) de ato &quot;vergonhoso e covarde&quot; o ataque de Israel à Faixa de Gaza que culminou com a morte de nove dos dez filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar.
Para Lula, a ofensiva de Israel contra Gaza já ultrapassou os limites do direito à defesa.
&quot;A morte de 9 dos 10 filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar, como consequência de ataque aéreo do governo de Israel na faixa de Gaza, no sábado (24), é mais um ato vergonhoso e covarde. Seu único filho sobrevivente e seu marido, também médico, seguem internados em estado crítico&quot;, escreveu Lula.
Ele classificou o ataque como um símbolo da &quot;crueldade e desumanidade&quot; do atual conflito, em que “um estado fortemente armado” impõe sua força contra “a população civil indefesa, vitimando diariamente mulheres e crianças inocentes”.
Ataques israelenses deixam 23 mortos na faixa de Gaza
Lula também disse que os ataques israelenses já não se justificam por ações de defesa ou combate ao terrorismo.
Israel está em guerra contra o grupo terrorista Hamas desde os ataques contra o território israelense em 7 de outubro de 2023. O Hamas tem forte presença na Faixa de Gaza.  
&#039;Genocídio&#039;
Um homem sentado enquanto palestinos se reúnem no local de um ataque israelense a uma casa em Gaza.
Reuters via BBC
Lula voltou a classificar a ação de Israel em Gaza como &quot;genocídio&quot;.
&quot;Já não se trata de direito de defesa, combater o terrorismo ou buscar a libertação dos reféns em poder do Hamas. O que vemos em Gaza hoje é vingança. O único objetivo da atual fase desse genocídio é privar os palestinos das condições mínimas de vida com vistas a expulsá-los de seu legítimo território&quot;, completou o presidente.
Não é a primeira vez que Lula adota um tom severo em relação à conduta de Israel em Gaza. Eleele já havia comparado a ação militar israelense ao Holocausto — declaração que gerou forte reação do governo israelense. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/DypWkRN6nFW0uZ5G-baCEKmBgyQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/i/s/jYYWLBTtqjkaIRcwvGFQ/416caf90-3801-11f0-9fd9-17e174727c02.jpg.webp" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Lula, chama, ato, vergonhoso, covarde, ataque, Israel, contra, Gaza, que, matou, nove, filhos, médica</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Guiana terá que &amp;apos;aceitar soberania&amp;apos; venezuelana em Essequibo, diz Maduro</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/guiana-tera-que-aceitar-soberania-venezuelana-em-essequibo-diz-maduro</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/guiana-tera-que-aceitar-soberania-venezuelana-em-essequibo-diz-maduro</guid>
<description><![CDATA[      A Venezuela e a Guiana têm uma disputa centenária sobre os 160 mil km² da região de Essequibo, que se intensificou em 2015 após a descoberta de reservas de petróleo pela ExxonMobi Irfaan Ali, presidente da Guiana, e Nicolas Maduro, presidente da Venezuela
Federico Parra, Keno George/ AFP
O presidente Nicolás Maduro disse neste domingo que, &quot;mais cedo ou mais tarde&quot;, a Guiana terá que &quot;aceitar a soberania da Venezuela&quot; sobre o rico território que os dois países disputam há mais de um século.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Pela primeira vez, a Venezuela vota para eleger autoridades para lidar com os assuntos do território em disputa, depois de aprovar uma lei que torna a vasta região um dos 24 estados do país.
A Venezuela e a Guiana têm uma disputa centenária sobre os 160 mil km² da região de Essequibo, que se intensificou em 2015 após a descoberta de reservas de petróleo pela ExxonMobil.
A Guiana pediu à mais alta corte das Nações Unidas que ratificasse as fronteiras aprovadas em um laudo de 1899, que a Venezuela não reconhece. Os venezuelanos recorrem ao Acordo de Genebra assinado em 1966, antes da independência da Guiana do Reino Unido, que anulou esse laudo e estabeleceu as bases para um acordo negociado.
&quot;Irfaan Ali, presidente da Guiana, funcionário da ExxonMobil, mais cedo ou mais tarde, terá que se sentar comigo para conversar e aceitar a soberania venezuelana&quot;, disse Maduro após votar em Caracas nas eleições para governadores e deputados do Parlamento.
Ali disse à AFP esta semana que via a eleição como uma &quot;ameaça&quot; a seu país, embora também tenha afirmado que ela se insere na estrutura da &quot;propaganda&quot; chavista.
A eleição venezuelana inclui um governador, oito deputados e legisladores regionais para Essequibo.
Esses cargos são simbólicos, pois a área está sob controle da Guiana.
&quot;É o nascimento da nova soberania venezuelana&quot;, comemorou Maduro. &quot;A República Cooperativa da Guiana tem sido um ocupante ilegal como um legado do Império Britânico que ocupou ilegalmente esse território.&quot;
Maduro e Ali se reuniram em 14 de dezembro de 2023 em meio às tensões entre os dois países, o que chegou a gerar alarde sobre um possível conflito armado. Ambos se comprometeram a buscar soluções diplomáticas, embora os ataques pelos microfones sejam constantes.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) chegou a pedir a suspensão das eleições.
&quot;Ninguém deve meter o nariz nessa disputa histórica&quot;, disse Maduro. &quot;Agora nós, com um governador lá com recursos, um orçamento e com todo o apoio que vou lhe dar, vamos recuperar a Guiana Essequiba para o povo&quot;. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/Rmn_lYXldzAnXhytmdkU5CLqz30=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/q/s/fwZ4dDSlOYf0HosQTsyg/000-347r4mg.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Guiana, terá, que, aceitar, soberania, venezuelana, Essequibo, diz, Maduro</media:keywords>
</item>

<item>
<title>A polêmica proposta na Escócia de tornar crime pagar por sexo com prostitutas: &amp;apos;Meu corpo vai virar cena do crime&amp;apos;</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/a-polemica-proposta-na-escocia-de-tornar-crime-pagar-por-sexo-com-prostitutas-meu-corpo-vai-virar-cena-do-crime</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/a-polemica-proposta-na-escocia-de-tornar-crime-pagar-por-sexo-com-prostitutas-meu-corpo-vai-virar-cena-do-crime</guid>
<description><![CDATA[      Projeto de lei apresentado no parlamento escocês prevê tornar ilegal pagamento por serviços sexuais. Defensores da medida afirmam que &#039;comprar acesso sexual de um ser humano é uma forma de violência masculina&#039;, enquanto críticos alertam que ela pode aumentar insegurança das mulheres. Se projeto de lei for aprovado, pagar por serviços sexuais passará a ser crime na Escócia
BBC
Quando tinha 17 anos de idade, Alice (nome fictício) foi demitida de seu emprego em uma central de atendimento telefônico.
Em casa, o ambiente era difícil. Ela não tinha um currículo e suas opções de emprego eram poucas.
Uma amiga havia se envolvido em trabalho sexual e ganhava &quot;muito dinheiro&quot;. Por isso, Alice decidiu trilhar um caminho parecido.
Agora na casa dos 30 anos, ela ainda está trabalhando com isso, apesar de dividir essa rotina com outras oportunidades de emprego.
Mas Alice acredita que uma possível mudança na legislação da Escócia pode deixá-la &quot;terrivelmente&quot; insegura.
A parlamentar escocesa Ash Regan está apresentando um projeto de lei para criminalizar o pagamento por serviços sexuais. A proposta segue o chamado &quot;modelo nórdico&quot;.
Regan é ex-candidata à liderança do Partido Nacional Escocês. Ela defende que confrontar a demanda dos homens pela prostituição ajudará a proteger as mulheres.
Para a parlamentar, &quot;comprar acesso sexual de um ser humano é uma forma de violência masculina&quot;. Por isso, ela está determinada a fazer com que a lei seja alterada.
Atualmente, o pagamento por sexo não é ilegal na Escócia. Mas algumas atividades correlacionadas são, como administrar bordéis, circular em locais públicos para comprar ou vender sexo ou convencer alguém a praticar a prostituição.
Também no Brasil, não é ilegal se prostituir de forma autônoma ou pagar por sexo, quando este envolve maiores de idade. Inclusive, a prostituição é reconhecida pelo Ministério do Trabalho como uma ocupação profisisonal. Entretanto, é crime explorar o trabalho sexual de terceiros (cafetinagem) ou promover essa atividade de forma organizada — em bordéis, por exemplo. 
Regan deseja que as mulheres que se prostituem na Escócia recebam &quot;alternativas de saída&quot; e o direito legal à assistência. Além disso, ela propõe a revogação de eventuais condenações anteriores por atos relacionados à prostituição.
Mas suas propostas dividem as pessoas que desejam garantir a segurança das profissionais do sexo.
Alice explica que a internet mudou o cenário do que ela chama de &quot;profissionais do sexo em serviço integral&quot; (que trocam sexo por dinheiro).
Ela conta que, agora, as pessoas que vendem sexo têm mais oportunidades de &quot;selecionar&quot; possíveis clientes.
Elas podem pedir para ver fotos da cédula de identidade de um cliente antes de se encontrar com ele, links para suas redes sociais ou até solicitar referências de outras profissionais do sexo.
Este processo não é 100% seguro, mas pode ajudar a verificar se as pessoas realmente são quem elas afirmam ser.
O receio dos opositores do projeto é que sua aprovação aumente a insegurança entre as profissionais do sexo na Escócia
Getty Images via BBC
Alice está preocupada com a possível mudança das leis escocesas, especialmente por questões ligadas a segurança.
Ela defende que &quot;existe uma diferença entre bons e maus clientes&quot;. E teme que, se a compra de sexo passar a ser crime, os &quot;bons clientes&quot; irão desaparecer.
&quot;Você irá ficar apenas com as pessoas que não se preocupam com você, já que não se preocupam em desrespeitar a lei&quot;, afirma. 
&quot;Imagino que uma pessoa que infringe a lei provavelmente é perigosa.&quot;
Ela receia que a mudança na legislação possa dificultar a seleção dos clientes. Afinal, alguém que está disposto a comprar sexo ilegalmente provavelmente não irá fornecer seus detalhes pessoais.
Alice desabafa que todos estes fatores combinados farão com que, se a proposta de Ash Regan for aprovada, ela se sinta &quot;terrivelmente&quot; menos segura.
&quot;Meu corpo se tornaria uma cena de crime, certo? Por que eu iria para a polícia? Não procuro a polícia nem mesmo agora&quot;, explica ela.
Alice acredita que aumentar a descriminalização é o que de fato faria com que ela se sentisse mais segura. Esta medida propiciaria maior proteção e permitiria um melhor relacionamento entre ela e a polícia.
Mas a proposta de Regan é oferecer uma saída do trabalho sexual para pessoas como Alice. Será que esta perspectiva a atrai?
Alice é cética a este respeito.
Para ela, a proposta parece trocar o trabalho sexual por um emprego com salário mínimo. Esta mudança, segundo ela, &quot;realmente não altera os motivos por que as pessoas acabam preferindo trabalhos sexuais.&quot;
Ash Regan não está disposta a tolerar o status quo. Ela defende que este é fundamentalmente &quot;um sistema de exploração e violência&quot; que afeta as mulheres mais vulneráveis da sociedade.
A parlamentar define seu projeto de lei como &quot;abandono da prática fracassada de descriminalizar o comércio sexual, sem abordar a causa e as consequências da transformação dos seres humanos em mercadorias: a demanda&quot;.
A forma mais eficaz de resolver a questão, segundo ela, é criminalizar as pessoas que pagam por sexo.
&quot;Precisamos deslocar a balança da criminalidade em direção àqueles que perpetuam este sistema de desigualdade e violência, que são os compradores. E os compradores são, quase sempre, homens&quot;, declarou Regan ao programa de rádio Good Morning Scotland, da BBC.
&quot;Os dados demonstram que, se você implementar e executar esta lei, ela irá reduzir o mercado da prostituição, o que fará com que menos mulheres sejam prejudicadas.&quot;
Debate polêmico
Para a parlamentar escocesa Ash Regan, comprar sexo é uma forma de violência masculina
PA Media via BBC
Regan afirma que os dados de outros países europeus são &quot;muito claros&quot;.
Na Suécia, o modelo nórdico foi implementado 25 anos atrás. Nenhuma mulher que trabalha na prostituição foi morta no país, segundo ela.
A parlamentar comparou o caso sueco com a Alemanha, onde a descriminalização foi adotada em 2022. Regan afirma que esta medida levou à morte de 99 profissionais do sexo e à tentativa de assassinato de outras 60.
Ela prometeu &quot;confrontar diretamente a injustiça da exploração sexual comercial&quot;. Para isso, ela afirma que conta com o apoio de diversos grupos de mulheres.
Mas, entre profissionais do sexo que manifestam preocupação com a sua própria segurança, existe também uma campanha criada especificamente para combater suas propostas.
O debate sobre as leis relativas à venda de sexo é polêmico.
Algumas pessoas refutam a expressão &quot;profissional do sexo&quot;, incluindo Regan. E todos os envolvidos neste mundo terão sua própria história e circunstâncias pessoais.
É raro encontrar alguém disposto a conceder entrevista e falar com tanta franqueza, como fez Alice.
Mas ela não fala em nome de todos os profissionais do sexo da Escócia, e Regan conta com o apoio de outros indivíduos que se envolveram com trabalho sexual no passado.
Todas estas questões destacam como este debate pode se tornar sensível entre diferentes grupos que acreditam fortemente que sua postura é a correta.
No Reino Unido
Se o projeto de lei for aprovado, a Escócia não será o primeiro lugar do Reino Unido a criminalizar a compra de sexo.
Pagar por sexo é crime na Irlanda do Norte desde 2015. Mas uma análise independente da Universidade Queen&#039;s de Belfast, realizada em 2019, concluiu que a lei não parece ter tido o efeito desejado.
Apesar do endurecimento da legislação, profissionais do sexo relataram aumento da demanda pelos seus serviços. A pesquisa também encontrou aumento da quantidade de anúncios online.
Os pesquisadores destacaram que as profissionais do sexo se sentiam &quot;ainda mais marginalizadas e estigmatizadas&quot;.
O relatório concluiu que as mudanças na legislação da Irlanda do Norte trouxeram &quot;efeitos mínimos para a demanda por serviços sexuais&quot;.
Existem pessoas, como Ash Regan, que acreditam que a reforma pode eliminar a demanda, aumentar a segurança das mulheres e fornecer oportunidades de emprego alternativas.
Mas este é um debate que, em última análise, pode não ter andamento no futuro próximo. Afinal, os projetos que não completarem sua tramitação até as próximas eleições escocesas, previstas para 2026, serão deixados de lado.
A oposição a este projeto de lei permanece. Os parlamentares, agora, precisarão analisar qual será sua posição sobre o tema, caso ainda não tenham uma opinião definida.
Mas o tempo poderá ser seu maior obstáculo.
Quanto mais mulheres sobem na vida, casar &#039;para baixo&#039; vira única saída?
Por que governo socialista da Espanha quer criminalizar prostituição
Bélgica é o primeiro país a garantir direitos trabalhistas para prostitutas ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/BcmYzVX960Dab9loCCNjV-ka_qA=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/p/u/xAWdJkSBy4ffTDwmHnKg/c7334370-3629-11f0-8947-7d6241f9fce9.jpg.webp" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>polêmica, proposta, Escócia, tornar, crime, pagar, por, sexo, com, prostitutas:, Meu, corpo, vai, virar, cena, crime</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Malária: doença que acometeu Sebastião Salgado ainda mata meio milhão de pessoas por ano no mundo</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/malaria-doenca-que-acometeu-sebastiao-salgado-ainda-mata-meio-milhao-de-pessoas-por-ano-no-mundo</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/malaria-doenca-que-acometeu-sebastiao-salgado-ainda-mata-meio-milhao-de-pessoas-por-ano-no-mundo</guid>
<description><![CDATA[      O Brasil, porém, registra número menor que a média global, com cerca de 40 mortes por ano. Isso ocorre porque aqui predomina um protozoário menos letal do que em outras partes do mundo Sebastião Salgado: conheça a história do mestre da fotografia que retratou dramas do mundo
Sebastião Salgado, falecido nesta sexta-feira (23), aos 81 anos, foi um dos maiores fotógrafos do nosso tempo. Com suas lentes carregadas de sensibilidade, capturou por mais de 40 anos retratos emblemáticos e inesquecíveis da degradação da condição humana e dos ataques sistemáticos ao meio ambiente, sem nunca abrir mão de uma estética visual rigorosa e original.
Mesmo sem a confirmação da causa exata de sua morte até a madrugada deste sábado, a notícia de que Salgado conviveu com complicações da malária e tomou medicamentos para tratá-la por cerca de 15 anos aumentou temporariamente o interesse no Brasil, na França e no mundo por essa febre infecciosa, considerada ainda hoje um grave problema de saúde pública no mundo. 
O maior fotógrafo brasileiro de todos os tempos teria contraído a doença em 1990, durante uma das viagens que fez a regiões isoladas do mundo para a elaboração de um de seus livros mais famosos, Gênesis.
Uma doença com números globais
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2023  foram registrados em 263 milhões de casos de malária em 83 países endêmicos, ante 252 milhões no ano anterior. Nesse mesmo período, as mortes pela doença recuaram de cerca de 600 mil para 597 mil. 
A maioria dos casos e mortes ocorrem na África Subsaariana. No entanto, as regiões no Sudeste Asiático, Mediterrâneo Oriental, Pacífico Ocidental e nas Américas delimitadas pela Organização Mundial da Saúde também estão em risco.  
LEIA MAIS
Sebastião Salgado: veja fotos que marcaram a carreira do fotógrafo
Serra Pelada: a história da fotografia mais famosa de Sebastião Salgado
Fãs se despedem de Sebastião Salgado em última exposição do artista em vida no país: &#039;Parecia alguém próximo a mim&#039;
A malária é uma doença infecciosa febril, aguda e potencialmente grave. Ela é causada por protozoários parasitas que são transmitidos pela picada de mosquitos Anopheles (também chamado de “mosquito prego”) infectados por uma ou mais espécies de protozoários do gênero Plasmodium. 
Existem cinco espécies de parasitas do gênero Plasmodium que causam malária em humanos, e duas delas — P. falciparum e P. vivax — constituem a maior ameaça. São responsáveis, respectivamente, pelas formas mais graves e mais prevalentes da doença. 
No Brasil, a partir de 2019, o número de casos começou a cair e assim foi até 2023, quando foram registrados 140.265 casos no país, o que correspondeu a um aumento de 8,8% em comparação ao ano anterior (153.28 casos autóctones). O país registrou, em 2023, 63 mortes por malária, cerca de 10% a menos do que no ano anterior. 
A maioria dos casos ocorre em áreas remotas, especialmente em regiões da Amazônia. Do total de casos registrados no país em 2023, mais de 80% foram de malária por P. vivax e outras espécies. A P. falciparum responde por poucos episódios no país. 
A rede de diagnóstico rápido do Sistema Único de Saúde (SUS) oferece detecção em até 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas e o tratamento. Há também vigilância farmacológica do Ministério da Saúde dos casos em que o parasito se torna resistente aos medicamentos administrados.  
Alguns grupos populacionais correm um risco consideravelmente maior de contrair malária e desenvolver doenças com maior gravidade do que outros: bebês, crianças com menos de 5 anos de idade, mulheres grávidas e doentes com HIV/AIDS, bem como migrantes não imunes, populações em trânsito e viajantes. Os programas nacionais de controle da malária precisam tomar medidas especiais para proteger esses grupos populacionais, levando em consideração suas circunstâncias específicas. 
Como a doença se instala no organismo
Após a picada do Anopheles, inicia-se um período de incubação de cerca de uma semana antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Em geral, o quadro inicial apresenta febre alta intermitente acompanhada de calafrios intensos, sudorese, cefaleia e dores musculares. Em alguns casos, pode haver taquicardia, aumento do baço(esplenomegalia) e episódios de delírio.
Mas como o protozoário infecta e se reproduz no organismo? A  picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles injeta, na corrente sanguínea do ser humano, uma forma do parasita chamada esporozoíto (estágio do Plasmodium capaz de alcançar e invadir células do fígado). 
Sebastião Salgado em imagem de 2017
REUTERS/Jorge Silva/Arquivo
Esses esporozoítos migram até células do fígado responsáveis pelo metabolismo de nutrientes, síntese de proteínas e desintoxicação (os hepatócitos) e ali realizam um processo assexuado de reprodução em se dividem repetidamente para gerar centenas de merozoítos (estágio do Plasmodium que corresponde a uma pequena célula com núcleo único com capacidade de invadir as células vermelhas do sangue, as hemácias). 
Quando o hepatócito se rompe, centenas de merozoítos são liberados na circulação e aderem aos glóbulos vermelhos por meio do reconhecimento molecular entre proteínas específicas do parasita e receptores na membrana da célula hospedeira (da pessoa infectada). Após essa ligação, o parasita forma uma rede de túbulos membranosos no glóbulo vermelho que funciona como um invólucro protetor para o seu desenvolvimento. Nessa fase, o parasito adota a forma de anel. 
Dentro desse invólucro, o parasita digere a hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos responsável pelo transporte de oxigênio), usando-a como fonte de aminoácidos. Enquanto cresce, o parasito modifica a permeabilidade da membrana do glóbulo vermelho para captar nutrientes e eliminar resíduos, mantendo a célula íntegra. 
Essa membrana é uma estrutura fina que envolve o glóbulo vermelho, mantém sua forma bicôncava e flexibilidade — fundamentais para a passagem pelos capilares (vasos sanguíneos muito finos) — e regula o transporte de íons, gases e outras moléculas entre o interior da célula e o plasma sanguíneo (a parte líquida do sangue).
Em cerca de 48 horas, cada ciclo produz de 8 a 32 novos merozoítos. Quando o glóbulo vermelho se rompe, a nova geração de parasitas é liberada na corrente sanguínea, reiniciando o ciclo. Assim a doença se instala. 
Quando a malária se torna crônica
A malária pode evoluir para um quadro crônico principalmente devido à capacidade de algumas espécies, como P. vivax e P. ovale, de gerar hipnozoítos — formas latentes que permanecem no fígado e podem reativar meses após a infecção inicial. Além disso, o diagnóstico tardio, tratamentos incompletos e a resistência aos antimaláricos favorecem a persistência do parasita no organismo. 
Em áreas endêmicas, a exposição repetida e o desenvolvimento de imunidade parcial também levam a infecções assintomáticas de longa duração, reforçando o caráter crônico da doença. 
A principal causa de morte em malária crônica é a forma grave da doença, especialmente a que é causada pelo Plasmodium falciparum. Ela pode levar a complicações como encefalopatia (lesão cerebral com chance de evoluir para coma e morte), insuficiência renal ou hepática, choque por queda da pressão arterial e edema pulmonar, que dificulta a respiração. 
O diagnóstico e tratamento tardios, a falta de profissionais familiarizados com a malária em áreas não endêmicas e a ocorrência de coinfecções também contribuem para a mortalidade. Outros desfechos adversos incluem anemia grave, trombose e embolia, síndrome do desconforto respiratório do adulto e ruptura do baço, que leva a uma hemorragia interna grave e pode ser letal. 
Já a A “febre da água negra” (do inglês blackwater fever) é uma forma grave e rara de malária, quase sempre associada ao P. falciparum. É chamada assim porque na fase aguda, a urina fica muito escura por causa da eliminação maciça de hemoglobina pelos rins.
Na prática, enquanto se mantiverem as desigualdades socioeconômicas e ambientais, a malária continuará sendo um desafio prioritário das nações mais pobres. Sobretudo uma doença de países de baixa renda, demanda recursos  para que sejam feitos avanços em pesquisa translacional, aprimoramento das redes de vigilância epidemiológica e consolidação de protocolos de tratamento baseados em evidências, garantindo distribuição equitativa de terapias eficazes. 
Apenas com investimentos consistentes em ciência, políticas de saúde integradas e cooperação internacional será possível interromper os ciclos de infecção crônica e reduzir a mortalidade por essa doença centenária.
Eduardo Massad não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/bl6XVKw8ToTkGqkOe9BcUwKLMFk=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/O/m/G8ZeKLQVuMpHqSrmsABg/2025-05-23t152345z-34216169-rc2rneaob2po-rtrmadp-3-people-sebastiao-salgado.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Malária:, doença, que, acometeu, Sebastião, Salgado, ainda, mata, meio, milhão, pessoas, por, ano, mundo</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Corpos de cinco esquiadores são encontrados em estação de esqui na Suíça</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/corpos-de-cinco-esquiadores-sao-encontrados-em-estacao-de-esqui-na-suica</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/corpos-de-cinco-esquiadores-sao-encontrados-em-estacao-de-esqui-na-suica</guid>
<description><![CDATA[      Vítimas foram encontradas após alerta de esquis abandonados a 4 mil metros de altitude. Montanha Rimpfischhorn, na Suíça, onde cinco esquiadores foram encontrados mortos na geleira Adler.
Handout/ Police Cantonale Valaisanne/AFP
Cinco esquiadores foram encontrados mortos neste sábado (24) na montanha Rimpfischhorn, nos Alpes suíços, próxima à estação de esqui de Zermatt. 
As identidades das vítimas ainda não foram confirmadas, segundo informou a promotoria do cantão de Valais neste domingo (26).
O alerta foi dado por dois esquiadores que subiam a montanha e avistaram esquis abandonados a cerca de 4.000 metros de altitude. A descoberta acionou uma operação de busca aérea e terrestre.
Leia mais: 
Derretimento de geleiras, ondas de calor e mudança de fronteira: os efeitos das transformações climáticas na Suíça
Os corpos foram localizados próximo à geleira Adlergletscher, na região sudoeste da Suíça, perto da fronteira com a Itália. 
De acordo com a companhia aérea de resgate Air Zermatt, três das vítimas estavam sob os destroços de uma avalanche, a algumas centenas de metros de onde os esquis foram encontrados. Os outros dois corpos estavam em um ponto mais alto da montanha, que tem 4.199 metros de altitude.
A promotoria informou que foi aberta uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente. Aeronaves da Air Zermatt, especializadas em missões de busca e resgate, participaram da operação.
Zermatt é um dos destinos de esqui mais famosos da Suíça, muito procurado por britânicos e outros europeus.
Mudanças climáticas alteram desenho da fronteira da Suíça com a Itália
*Com informações da agência Reuters e France-Press ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/XNPx_qmVvveWW04uNoCDlH5zRK8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/c/V/PGB2xKToa95j9wRjArFg/000-482z4wf.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Corpos, cinco, esquiadores, são, encontrados, estação, esqui, Suíça</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Representantes de 20 países se reúnem na Espanha para discutir criação do Estado da Palestina; Mauro Vieira representa o Brasil</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/representantes-de-20-paises-se-reunem-na-espanha-para-discutir-criacao-do-estado-da-palestina-mauro-vieira-representa-o-brasil</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/representantes-de-20-paises-se-reunem-na-espanha-para-discutir-criacao-do-estado-da-palestina-mauro-vieira-representa-o-brasil</guid>
<description><![CDATA[      Informação foi divulgada pelo governo da Espanha, anfitrião do encontro. Brasil tem posição histórica a favor da criação do Estado da Palestina e da convivência pacífica com Israel. Mauro Vieira participa de reunião na Espanha sobre Palestina.
Reprodução/Itamaraty
Representantes de 20 países se reuniram neste domingo (25) em Madri, capital da Espanha, para discutir a criação do Estado da Palestina.
A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares Bueno. O representante do Brasil no encontro foi o chanceler Mauro Vieira.
&quot;A guerra em Gaza tem que acabar. A situação é desumana e cruel. O povo palestino tem o direito à esperança. A via de dois Estados, Palestina e Israel coexistindo em paz e segurança, é a solução. Hoje [domingo], em Madri, 20 países se reuniram para avançar nessa questão&quot;, publicou o chanceler espanhol.
Ainda de acordo com o Itamaraty, Vieira criticou a inação da comunidade internacional diante do “massacre” de civis inocentes em Gaza, e advertiu que a história não admitirá desculpas para essa atitude.
O ministro também se encontrou com o primeiro-ministro da Palestina, Mohammad Mustafa. O chanceler brasileiro reafirmou que ampliar o reconhecimento internacional da Palestina como Estado e promover sua admissão como membro pleno da ONU são passos indispensáveis para a solução de dois Estados&quot;.
Bebê palestina é enviada de volta à zona de guerra após cirurgia de coração
Na semana passada, Mauro Vieira já havia informado, durante audiência no Senado, que participaria do encontro, reforçando a posição histórica do Brasil a favor da criação do Estado da Palestina e da convivência pacífica com Israel.
Neste domingo, em uma rede social, o Itamaraty confirmou a participação do ministro no encontro, reforçando que a discussão acontece num momento de &quot;tragédia humanitária&quot; em Gaza.
Conforme o chanceler brasileiro, é &quot;muito importante&quot; haver iniciativas em nível internacional para discutir o tema, buscando &quot;pôr fim a essa invasão e a esse desrespeito ao direito internacional e ao direito internacional humanitário&quot; em Gaza.
Desde que começou a guerra entre o governo de Israel e o grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, em outubro de 2023, o Brasil tem defendido que as partes cheguem a um acordo que leve a um cessar-fogo permanente, além da entrada ininterrupta de ajuda humanitária para os palestinos.
Dados divulgados pelo Hamas dão conta de cerca de 60 mil pessoas já morreram no conflito e, nesse contexto, o governo brasileiro tem:
defendido a saída completa das tropas israelenses de Gaza;
questionado os limites éticos e legais das ações militares do governo de Benjamin Netanyahu;
afirmado que a estratégia militar de Tel Aviv dificulta um eventual acordo.
Reunião na Espanha sobre a Palestina
Reprodução/ José Manuel Albares
Grupo de trabalho na ONU
O Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil foi convidado a presidir um dos grupos que vão discutir na Organização das Nações Unidas (ONU) a criação do Estado da Palestina.
De acordo com o Itamaraty, a França e a Arábia Saudita presidem a Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados e criaram oito grupos de trabalho para discutir o tema. A conferência acontecerá em junho deste ano.
Segundo o Itamaraty, os dois países presidentes da conferência convidaram o Brasil e o Senegal para presidirem conjuntamente o grupo de trabalho número 7, que tem como tema &quot;Promoção do respeito ao direito internacional para a implementação da solução de dois Estados&quot;.
&#039;Carnificina&#039; em Gaza
Na última semana, ao participar de uma audiência no Senado, Mauro Vieira afirmou que o governo vê uma “carnificina” acontecendo na Faixa de Gaza e entende que a comunidade internacional não pode ficar “de braços cruzados”.
&quot;Acredito que é uma situação terrível o que está acontecendo. Há uma carnificina. É uma coisa terrível o que está acontecendo. Há um número elevadíssimo [de mortes de] crianças. É algo que a comunidade internacional não pode ver de braços cruzados&quot;, afirmou Mauro Vieira.
Mauro Vieira lembrou a posição histórica do Brasil em defesa da “solução de dois Estados”, isto é, com Israel e Palestina convivendo simultaneamente e pacificamente. ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/nCxY5OLm2b1EbAsfv7MEevVMIUM=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/W/C/53H8ZVQ1ueUPfFaZkfaA/grz2m1txaaaovhq.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Representantes, países, reúnem, Espanha, para, discutir, criação, Estado, Palestina, Mauro, Vieira, representa, Brasil</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Rússia realiza maior ataque aéreo contra Ucrânia horas antes de troca de prisioneiros de guerra</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/russia-realiza-maior-ataque-aereo-contra-ucrania-horas-antes-de-troca-de-prisioneiros-de-guerra</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/russia-realiza-maior-ataque-aereo-contra-ucrania-horas-antes-de-troca-de-prisioneiros-de-guerra</guid>
<description><![CDATA[      Segundo Kiev, bombardeios na capital e em outras cidades deixaram 12 mortos. Ao longo dos últimos três dias, os países repatriaram 1.000 combatentes cada. Bombeiros tentam apagar um incêndio após um ataque russo na região de Kiev em 25 de maio de 2025
Serviço de Emergência da Ucrânia/AP
A capital ucraniana, Kiev, e outras regiões do país foram alvo de um ataque de grandes proporções de drones e mísseis russos que matou pelo menos 12 pessoas e feriu dezenas neste domingo (25). Autoridades ucranianas descreveram o ataque como o maior ataque aéreo desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.
A Rússia atingiu a Ucrânia com 367 drones e mísseis, o maior ataque aéreo individual da guerra, de acordo com Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
O ataque aconteceu horas antes da troca de centenas de prisioneiros de guerra entre os dois países. O Ministério da Defesa da Rússia informou que cada país repatriou mais 303 soldados, após cada um ter libertado um total de 307 combatentes e civis no sábado e 390 na sexta-feira — a maior troca de combatentes desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a troca, dizendo na rede social X no domingo que &quot;303 defensores ucranianos estão em casa&quot;. Ele disse que os militares que retornaram à Ucrânia eram membros das &quot;Forças Armadas, da Guarda Nacional, do Serviço Estatal de Guarda de Fronteira e do Serviço Estatal de Transporte Especial&quot;.
Em negociações realizadas em Istambul no início deste mês — a primeira vez que os dois lados se encontraram pessoalmente para negociações de paz — Kiev e Moscou concordaram em trocar 1.000 prisioneiros de guerra e civis cada. A troca foi o único resultado tangível das negociações.
Bombardeio
Ao todo, a Rússia utilizou 69 mísseis de vários tipos e 298 drones no ataque deste domingo, incluindo drones Shahed de design iraniano, disse Yuri Ihnat à Associated Press.
Não houve comentários imediatos de Moscou sobre os ataques.
Para Kiev, o dia foi particularmente sombrio, pois a cidade celebrava o Dia de Kiev, um feriado nacional que cai no último domingo de maio, em comemoração à sua fundação no século V.
Zelensky disse que mísseis e drones russos atingiram mais de 30 cidades e vilas e instou os parceiros ocidentais a intensificarem as sanções contra a Rússia — uma exigência de longa data do líder ucraniano, mas que, apesar dos alertas a Moscou pelos Estados Unidos e pela Europa, não se concretizou de forma a dissuadir a Rússia.
&quot;Esses foram ataques deliberados contra cidades comuns&quot;, escreveu Zelensky no X, acrescentando que os alvos de domingo incluíam as regiões de Kiev, Zhytomyr, Khmelnytsky, Ternopil, Chernigov, Sumy, Odessa, Poltava, Dnipro, Mykolaiv, Kharkiv e Cherkasy.
&quot;O silêncio dos Estados Unidos, o silêncio de outros no mundo, apenas encoraja&quot; o presidente russo, Vladimir Putin, disse ele. &quot;Sem uma pressão verdadeiramente forte sobre a liderança russa, essa brutalidade não pode ser interrompida. Sanções certamente ajudarão.&quot;
O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou que suas defesas aéreas abateram 110 drones ucranianos durante a noite.
Ataque russo mata 13 pessoas e fere mais 56 pessoas na Ucrânia ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/e5TmG8U556FhVoqxbjgNRK4OhqQ=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/k/W/aZ0M3tQImQYMAAaUxxWw/ap25145202602542.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Rússia, realiza, maior, ataque, aéreo, contra, Ucrânia, horas, antes, troca, prisioneiros, guerra</media:keywords>
</item>

<item>
<title>É #FAKE que carta do governo Trump a Harvard tinha erros de ortografia</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/e-fake-que-carta-do-governo-trump-a-harvard-tinha-erros-de-ortografia</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/e-fake-que-carta-do-governo-trump-a-harvard-tinha-erros-de-ortografia</guid>
<description><![CDATA[      Doutorando do MIT diz ter manipulado o texto original, Documento oficial foi enviado pela secretária de Educação dos Estados Unidos ao presidente da universidade.   Carta com erros e correções é versão satírica
g1
Circula nas redes sociais uma carta com diversos erros de ortografia enviada pelo governo Trump à Universidade Harvard. É #FAKE. 
selo fake
g1
🛑 O que diz a publicação? 
Publicada no X em 8 de maio de 2025, a imagem da carta com erros ortográficos básicos – e correções em vermelho – manipula uma mensagem real que havia sido divulgada três dias antes pelo governo de Donald Trump (veja detalhes abaixo). A foto do conteúdo viral mostra, no alto, que a remente é a &quot;secretária de Educação&quot; americana. O destinatário é Alan Garber, presidente de Harvard, a universidade mais antiga e rica dos Estados Unidos. 
A legenda do post diz que as correções foram feitas pela própria instituição: &quot;Viram que Harvard devolveu carta de intimidação do Trump com correções ortográficas? Por isso que eles odeiam universidades&quot;. 
⚠️ Por que a publicação é falsa? 
A carta que viralizou é uma manipulação de um documento oficial do Departamento de Educação dos Estados Unidos endereçada ao presidente de Harvard. O texto verdadeiro não tem nenhum erro ortográfico. 
O documento real foi publicado em 5 de maio de 2025, no X, pela secretária de educação dos Estados Unidos, Linda McMahon. Ele tem ameaças (&quot;Harvard deixará de ser uma instituição subsidiada com dinheiro público&quot;) e uma série de críticas à universidade. Entre os alvos, estão o programa de admissão de alunos de fora do país (&quot;Harvard convidou estudantes estrangeiros que aderem comportamentos violentos e mostram desprezo pelos Estados Unidos&quot;) e a administração da instituição (&quot;A Harvard Corporation é administrada por Penny Pritzker, um indicado político de Obama com forte viés de esquerda&quot;). 
No dia seguinte, surgiu na rede social a versão manipulada: ela apareceu no perfil de Daniel Lulo, doutorando em economia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Finalmente, em 7 de maio de 2025, Lulo adicionou uma nota a uma publicação que reproduziu a montagem, dizendo: &quot;As correções na carta da secretária de Educação foram feitas pelo usuário @danielluo_pi e não constituem uma resposta oficial de Harvard&quot;.
No site oficial da universidade, não há registro indicando que a instituição respondeu às críticas expressadas na carta real. 
📌 Trump x Harvard: Linha do Tempo 
31 de março de 2025 — Trump condiciona financiamento de Harvard a mudanças na administração da universidade e combate à &quot;antissemitismo&quot;. 
14 de abril de 2025 — Harvard se nega a cumprir exigências de Trump, e governo congela mais de US$ 2 bilhões em recursos.
22 de maio de 2025 — Trump proíbe Harvard de ter estudantes estrangeiros; instituição classifica a medida como &quot;ilegal&quot;.  
23 de maio de 2025 — Justiça dos EUA derruba proibição de governo Trump a alunos estrangeiros na universidade.
Carta com erros e correções é versão satírica
g1
Veja também 
É #FAKE que INSS faça ligação telefônica convocando para prova de vida
É #FAKE anúncio sobre inscrições para concurso do INSS
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/GDhmW3tIIhE_UzBQDXh99F2gpBg=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/z/Z/kb2syORZuqEOglWPjDDw/globo-canal-4-20250415-2000-frame-115219.jpeg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>FAKE, que, carta, governo, Trump, Harvard, tinha, erros, ortografia</media:keywords>
</item>

<item>
<title>É #FAKE vídeo do papa Leão XIV agradecendo à China por ajuda em Gaza e criticando Trump</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/e-fake-video-do-papa-leao-xiv-agradecendo-a-china-por-ajuda-em-gaza-e-criticando-trump</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/e-fake-video-do-papa-leao-xiv-agradecendo-a-china-por-ajuda-em-gaza-e-criticando-trump</guid>
<description><![CDATA[      Posts falsos manipularam gravação da missa inaugural do pontífice. Pronunciamento original não tem nenhuma menção à Faixa de Gaza; veja o passo a passo da checagem.  É #FAKE vídeo em que papa Leão XIV agradece à China por enviar ajuda à Gaza e critica Trump
Reprodução
Circula nas redes sociais um vídeo que mostra o papa Leão XIV dizendo que ficou comovido com a ajuda humanitária enviada pela China à Faixa de Gaza e criticando declarações de Donald Trump sobre o desejo de assumir o controle da região. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑  Como são as publicações falsas?
Publicadas desde ao menos 20 de maio de 2025, elas mostram um vídeo do papa Leão XIV lendo um pronunciamento. Também são exibidas imagens de uma cidade destruída, de aviões e paraquedas no céu e fotos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na gravação enganosa, o pontífice declara: &quot;Ouvi dizer que a China forneceu uma grande quantidade de ajuda a Gaza, e estou verdadeiramente comovido e confortado com isso. [...] Em contraste, a posição de Trump sobre a questão de Gaza é profundamente decepcionante e enfurecedora. Ele ameaçou repetidamente tomar o controle de Gaza, tratando esta terra devastada pela guerra como um peão em um tabuleiro de xadrez, tentando transformá-la em uma suposta zona livre [...]&quot;.
⚠️ Por que o vídeo é falso?
O vídeo que viralizou é resultado da manipulação de um discurso proferido originalmente pelo papa Leão XIV na missa inaugural de seu pontificado, em 18 de maio de 2025. Na ocasião, ele pediu união e amor à humanidade. O Fato ou Fake consultou a transcrição completa daquela fala, disponível no site do Vaticano: não há qualquer menção à guerra da Faixa de Gaza, à China ou ao presidente americano.
Para encontrar a origem do vídeo, o Fato ou Fake usou a ferramenta InVid e fragmentou o conteúdo em diversos frames (imagens estáticas). Depois, foi feita uma busca reversa por uma dessas &quot;fotos&quot; no Google Lens, plataforma que indica publicações anteriores daquele material na internet. A pesquisa levou justamente a um trecho da missa inaugural do papa Leão XIV, publicado em 18 de maio no YouTube.
Depois, o Fato ou Fake buscou no site do Vaticano pelos compromissos do pontífice XIV naquela data e encontrou a transcrição completa do pronunciamento, além de um vídeo com a gravação da missa. 
▶️ O que o Fato ou Fake já checou sobre esses temas?
08/05/2025: É #FAKE que Trump elegeu o papa Leão XIV
12/05/2025: É #FAKE que papa Leão XIV rezou por Jair Bolsonaro em sua primeira missa
13/05/2025: É #FAKE que papa Leão XIV chamou Lula de &#039;melhor presidente do mundo&#039; 
14/05/2025: É #FAKE que papa Leão XIV ignorou bandeira LGBT ao cumprimentar fiéis
19/05/2025: É #FAKE que vídeo mostre ajuda humanitária entregue pela China em Gaza
21/05/2025: É #FAKE que papa Leão XIV discursou em apoio a ditadura na África; conteúdo foi gerado por inteligência artificial
É #FAKE vídeo em que papa Leão XIV agradece à China por enviar ajuda à Gaza e critica Trump
Reprodução
Veja também
É #FAKE anúncio sobre inscrições para concurso do INSS
É #FAKE anúncio sobre inscrições para concurso do INSS
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/qXTynw5BJ82lrfxJzprU3mvh-K8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/v/t/M9rP32SGOpBcMA4latkQ/ap25138324185287.jpg" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>FAKE, vídeo, papa, Leão, XIV, agradecendo, China, por, ajuda, Gaza, criticando, Trump</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Motorista atropela várias pessoas que comemoravam vitória do Liverpool na Premier League</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/motorista-atropela-varias-pessoas-que-comemoravam-vitoria-do-liverpool-na-premier-league</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/motorista-atropela-varias-pessoas-que-comemoravam-vitoria-do-liverpool-na-premier-league</guid>
<description><![CDATA[      Vídeo postado na rede social X mostra o momento do atropelamento, feito por uma testemunha ocular, da janela de um dos prédios. Ainda não há informações sobre o estado dos feridos nem sobre a motivação do motorista, que está preso. Carro atropela várias pessoas que comemoravam a vitória do Liverpool na Premier League
Um motorista atropelou vários torcedores que comemoravam a vitória do Liverpool FC na Premier League, nesta segunda-feira (26), no Reino Unido.
O incidente, que ocorreu na Water Street, no centro da cidade de Liverpool, foi confirmado nas redes sociais pela polícia, que afirmou que um homem e 53 anos foi preso.
&quot;Fomos contatados pouco depois das 18h de hoje, segunda-feira, 26 de maio, após relatos de que um carro havia colidido com vários pedestres na Water Street. O carro parou no local e um homem foi detido&quot;, diz comunicado.
Segundo a agência de notícias Reuters, o homem preso é um britânico da região de Liverpool, de cor branca. Ainda não há informações sobre o estado dos feridos nem sobre a motivação do motorista.
&quot;Pedimos às pessoas que não especulem sobre as circunstâncias do incidente desta noite na Water Street, no centro de Liverpool. Podemos confirmar que o homem preso é um britânico branco de 53 anos, da região de Liverpool&quot;, disse a polícia de Merseyside, em nota. &quot;Inquéritos abrangentes estão em andamento para apurar as circunstâncias que levaram ao incidente.&quot;
Carro atropelou várias pessoas em meio a multidão em Liverpool
REUTERS
No X, um vídeo que mostra o momento do atropelamento, feito por uma testemunha ocular, da janela de um dos prédios, viralizou.
A Reuters, que transmitia a grande festa ao vivo, não flagrou o incidente, mas mostrou quando agentes da polícia e equipes de resgate trabalhavam no local para resgatar as vítimas (veja acima).
Initial plugin text
Relatos de testemunhas
Milhares de pessoas estiveram presentes na parada, em que o time de futebol exibiu seu troféu durante um percurso de 16 quilômetros após o 20º título no campeonato.
Um dos presentes, que postou um vídeo do cenário do local após o atropelamento, escreveu na legenda:
&quot;Um maníaco atropelou todo mundo. As pessoas presas debaixo do carro ficaram completamente machucadas. As portas do carro foram arrancadas&quot;.
Em entrevista à emissora Sky News, Chelsea Yuen, que estava com a filha pequena e um amigo, contou que escapou por pouco:
&quot;Estava lotado, estávamos como sardinhas. E então ouvimos buzinas e gritos. Quando olhamos, havia um carro preto vindo direto em nossa direção. Devia estar a uns 48 km/h. As janelas estavam todas quebradas pelas pessoas que bateram no carro. (...) De repente, policiais e ambulâncias apareceram de todos os lados. Havia crianças por todo lado. Era uma festa de família, é chocante o que aconteceu&quot;.
Torcedor ferido sendo ajudado por equipe de resgate
Reuters/Lee Smith
Poucos minutos após o comunicado da polícia sobre o incidente ser divulgado, um repórter da BBC que estava cobrindo a festa, contou que a polícia isolou o local e que uma ambulância aérea estava pousando para resgatar um dos feridos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se pronunciou na rede social X e chamou a cena em Liverpool de terrível:
&quot;As cenas em Liverpool são terríveis — meus pensamentos estão com todos os feridos ou afetados. Quero agradecer à polícia e aos serviços de emergência pela resposta rápida e contínua a este incidente chocante. Estou sendo mantido atualizado sobre os acontecimentos e peço que demos à polícia espaço para a investigação&quot;.
Carro avança contra multidão em celebração em Liverpool
O clube disse ao canal X que estava em contato direto com a polícia sobre o evento. &quot;Nossos pensamentos e orações estão com aqueles que foram afetados por este grave incidente&quot;, disse o Liverpool FC.
Time do Liverpool FC comemorando vitória na Premier League
REUTERS/Phil Noble ]]></description>
<enclosure url="https://s2-g1.glbimg.com/ERSLxGie_yE5TXDBQlpetyOIYf8=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/P/L/43jcWXRDy7qkemA5FfbA/carro.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Motorista, atropela, várias, pessoas, que, comemoravam, vitória, Liverpool, Premier, League</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Incêndio atinge principal refinaria de petróleo do Equador, diz governo</title>
<link>https://asite.com.br/noticias/incendio-atinge-principal-refinaria-de-petroleo-do-equador-diz-governo</link>
<guid>https://asite.com.br/noticias/incendio-atinge-principal-refinaria-de-petroleo-do-equador-diz-governo</guid>
<description><![CDATA[ Refinaria atingida tem capacidade para processar 110 mil barris por dia, segundo a ministra de Energia e Minas, Inés Manzano. Um incêndio atingiu a principal refinaria de petróleo do Equador nesta segunda-feira (26), afirmou a ministra de Energia e Minas do país, Inés Manzano. O fogo está controlado, segundo o Ministério.
&quot;Temos um tanque de óleo combustível que pegou fogo. Está sob controle&quot;, escreveu Manzano em sua conta no X. A ministra disse ainda que equipes da refinaria estão atuando para apagar o incêndio.
A Refinaria Esmeraldas, localizada na província costeira de mesmo nome — no norte do país, perto da fronteira com a Colômbia—, tem capacidade para produzir 110 mil barris de petróleo por dia, segundo Manzano. 
O Ministério de Energia e Minas equatoriano afirmou que a refinaria foi evacuada preventivamente e planos de emergência foram executados. Não há registro de feridos no incidente, segundo a pasta.
Segundo o Ministério, inspeções de danos serão realizadas no local quando o incêndio for controlado e as causas do incidente serão investigadas.
Esta reportagem está em atualização. ]]></description>
<enclosure url="https://s.glbimg.com/jo/g1/static/live/imagens/img_facebook.png" length="49398" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Mon, 26 May 2025 17:11:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>redação</dc:creator>
<media:keywords>Incêndio, atinge, principal, refinaria, petróleo, Equador, diz, governo</media:keywords>
</item>

</channel>
</rss>